Aqui funcionou a Real Aerovias Brasil, a Caixa Econômica
e a Livraria Roma de Campo Mourão. Ao fundo a Loja Singer e Hotel Mundos
e a Livraria Roma de Campo Mourão. Ao fundo a Loja Singer e Hotel Mundos
Roberto Teixeira
Pinto chegou a Campo Mourão em 1954, transferido de Campinas (SP) onde
trabalhou no Banco Comercial S/A. Tinha 26 anos e, como
contabilista formado, logo percebeu a dificuldade para adquirir livros,
impressos e guias contábeis na jovem cidade. O Município tinha apenas sete anos
de emancipação político-administrativa. Engatinhava.
Outro fator preponderante para a
criação e sucesso do empreendimento foi a vocação para o comércio por parte da
sua esposa. Assim surgiu a Livraria Roma que, na verdade, estava mais para
papelaria enquanto Livraria Continental. Foi a mais antiga empresa do ramo
em atividade na região, fundada pelo casal José Roberto Teixeira Pinto e Irene
Salles Pinto que iniciou dia 2 de janeiro de 1964, em uma sala de 18
metros quadrados na rua Brasil (quase esquina com a avenida Irmãos
Pereira) antiga Livraria Continental de Aroldo Tissot, que fazia
parede e meia com a Rádio Colmeia. A parede tinha uma abertura onde ficava o
telefone compartilhado pelas duas empresas. As instalações eram simples, com
prateleiras de madeira tomadas por livros fiscais e materiais de escritório. Na
Livraria Roma a maior parte dos mourãoenses, hoje adulta, adquiriu seus
cadernos, livros e outros materiais ao longo do período de formação escolar.
Pioneiros
A aguçada visão empresarial dos fundadores da Livraria Roma
ficou evidenciada pela escolha da localização, pois a Rua Brasil era uma área
de comércio forte na qual encontravam-se: o açougue da família Sartori, Casa
Guaíra, bicicletaria, selaria, barbearia, ferragens Casali, hotel Paulista,
hospital, fumo Arapiraca, oficina rádio-eletrônica, bares, farmácia S. Paulo e
diversos estabelecimentos comerciais diversificados.
Além de pessoas do meio rural, o comércio da Rua Brasil
atraia muitos consumidores oriundos da região, principalmente do Barreiro das
Frutas, o que deu aquela via o apelido extra-oficial de Rua dos Pioneiros,
trecho da Av. Irmãos Pereira ao Parque Municipal Joaquim Teodoro de Oliveira.
Mudança
Em 1961, seu Roberto deixou o Banco Comercial e em 1970, a família adquiriu a propriedade onde funcionou na rua Brasil, 850, frente a Prefeitura e que, anteriormente, abrigou a agência de passagens da Real – Aerovias Brasil e, posteriormente, a primeira agência da Caixa Econômica.
Investimento
Em 1961, seu Roberto deixou o Banco Comercial e em 1970, a família adquiriu a propriedade onde funcionou na rua Brasil, 850, frente a Prefeitura e que, anteriormente, abrigou a agência de passagens da Real – Aerovias Brasil e, posteriormente, a primeira agência da Caixa Econômica.

O prédio atual foi construído em 1975 e ampliado em
1996 chegando a ter 280 metros quadrados de loja e 390 metros quadrados
ocupados pelo setor de televendas, além de sobreloja e depósitos. No total, a
Livraria Roma ocupou 850 metros quadrados. Ali eram comercializados cerca de 60
mil itens e durante o período escolar, a Livraria Roma chegou a contratar de 35
a 40 funcionários diretos.
Destaque
O que pouca gente sabe é que a Livraria Roma fez parte não
apenas de um seleto grupo de empresas cinquentenárias de Campo Mourão, mas
também de um restrito grupo de papelarias do Paraná – apenas 10 – onde
representava todas as empresas do ramo existentes entre Campo Mourão e Maringá,
além do que, foi acionista da Rede Brasil Escolar.
O
fim
Roberto Teixeira Pinto faleceu em 29 de julho de 1990 e
Irene Salles Pinto no dia 8 de fevereiro de 2014.
A empresa passou, por herança, aos filhos José Carlos
(engenheiro agrônomo) e Istela Maria (psicóloga), além da nora Mara Sueli Garcia
Pinto (pedagoga), que pouco tempo depois venderam a empresa, que mantém o mesmo
nome, na Av. Manoel Mendes de Camargo.
Corintiano
de carteirinha
Seu Roberto, como era mais conhecido, foi um apaixonado pelo
Corinthians. Um corintiano de carteirinha (número 113 mil, com foto). Outro
hobby era passear pela natureza, ver as cachoeiras, a fauna e a flora.
Dona Irene
Já a dona Irene tinha como hobby receber os amigos, clientes e decifrar palavras cruzadas o que, segundo ela: “enriquece nosso vocabulário de sinônimos”. Até poucos meses antes de falecer ela permaneceu no caixa da empresa, atendendo a todos com seu sorriso inconfundível.
Dona Irene
Já a dona Irene tinha como hobby receber os amigos, clientes e decifrar palavras cruzadas o que, segundo ela: “enriquece nosso vocabulário de sinônimos”. Até poucos meses antes de falecer ela permaneceu no caixa da empresa, atendendo a todos com seu sorriso inconfundível.
Juiz de
paz
Roberto Teixeira Pinto foi co-fundador do Rotary Clube de
Campo Mourão, do Lar dos Velhinhos Frederico Ozanan e do primeiro grupo de São
Vicente de Paula (Vicentinos). Também atuou voluntariamente como Juiz de Paz da
Comarca quando Ville Bathke era escrivão. Juntos realizaram dezenas de
casamentos civis.
Hoje
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