05/05/2017

O Mais Forte Aperto de Mão de Campo Mourão

 

 
Família de Alfeu Teodoro de Oliveira em Campo Mourão

Alfeu Teodoro de Oliveira é filho de Almira Lemes da Silva (nome de escola municipal no Barreiro das Frutas - Campo Mourão - PR) Silva e José Teodoro de Oliveira.

Torniquete - O pioneiro Alfeu Teodoro de Oliveira, ex-prefeito de Janiópolis, pai do advogado e ex-vereador Eraldo Teodoro de Oliveira, tinha a mania de apertar a mão das pessoas, com força, ao cumprimentá-las. "Na primeira vez que estive com seu Alfeu, quando tinha uns dezesseis anos, foi para fazer umas cobranças de serviços executados pela oficina (Auto Elétrica Paulista) de meu pai, em maquinários dele. Olha o juízo nosso nos anos 1970: saí daqui, de Campo Mourão, sozinho, dirigindo um Jeep de meu pai até Janiópolis para fazer cobranças, justamente do seu Alfeu,que tinha fama de bravo e, com sua cara sempre séria, botava mais medo ainda na gente. Mas foi chegar na casa dele e o mito foi todo por terra: me receberam, ele e a esposa, dona Ana Albuquerque de Oliveira, com um delicioso cafezinho, sempre me tratando por Irineuzinho (meu pai é Irineu, eu também) e pagou as notas do mês conforme combinado. Os apertos de mãos foram todos normais. Na volta, para azucrinar com o amigo, falei:- Que coisa Ari, parece que você chorou durante o aperto de mão? Chorei?... eu mijei foi é nas calças! Parecia que um torno morsa apertava minha mão, tamanha a força do seu Alfeu. Nunca mais volto lá."  

Alfeu Teodoro de Oliveira foi vereador por Campo Mourão na gestão do seu irmão, prefeito Antonio Teodoro de Oliveira e, também, foi prefeito de Janiópolis – PR, por três mandatos. 
Ele e dona Ana faleceram no final de maio de 1993, ao se acidentarem, de automóvel, ao perder a direção em uma curva na BR-272, trecho Campo Mourão/Janiópolis. Retornavam à sua casa, perto das 2hs e 30m,  após o Baile Queijos e Vinhos, realizado anualmente no Clube Social e Receativo 10 de Outubro de Campo Mourão – PR. 
Mão de pau - O filho Eraldo Teodoro de Oliveira (advogado), a propósito do forte aperto de mão de seu pai, recorda que o arrojado piloto de teco-teco, 'afiliado' do deputado estadual Paulo Poli, que o troxe a Campo Mourão e depois foi cartorário em Janiópolis, Odair (Tico Tico), levou muitos apertões de mão de 'sair -agua dos olhos' até que um dia resolveu brincar com a situação. "Mandou fazer uma bela postiça mão de madeira e, toda vez que topava com seu Alfeu, e lá vinha ele com a mãozona esticada e aberta, Odai tirava a mão de pau, que carregava no bolso, e a oferecia para ser apertada. Seu Alfeu ria muito com ele. O cumprimento verbal saia, mas sem o dolorido aperto de mão".

 
Alfeu Teodoro de Oliveira foi vereador  em Campo Mourão, 1959.
Penúltimo à direita, no clube 10 de Outubro de Campo Mourão.


Pioneiros de Janiópolis - PR

Cândida Quadros dos Santos (1935); Julio Fermiano (1943), João Fidelis (1948); Joaquim Fermiano (1947); Campolim Moreira de Souza (1949); Antonio Ferreira Dangui (1952); Durval Franco (1952); Pedro da Silva (1949); Alfeu Teodoro de Oliveira (1949); Benedito Batuira Pereira Porto (1953);Maria Sercundes de Souza (1952); Izael Pereiras Porto (1955); Augusto do Rosário Carreira (1957); Francisco Riado Ribas Filho (1954); Leônidas Motta (1953); Lucélia Maria Cazarin da Silva ( 1954); Esmerinda Alves da Cruz ( 1950); Castorina da Aparecida ( 1944); Juvenal Teixeira (1950); Maria Teotônia de Oliveira (1950); Amando Ilheos da Silva (1940); Maria Reinaldo da Cunha ( 1950); Maria Verônica de Oliveira ( 1950); Enedina Tereza de Jesus dos Santos (1950); Antonio Mariano de Campos (1950) Armando Alves Barbosa (1957); Emanuel Barros Freire (1950);); Raimundo Agapito de Souza (1950); Alípio Moreira (1961); João Gomes (1946); Natal Breda (1952): Manoel Barbosa dos Santos (1948); Pedro Cardoso de Morais (1942); Januário Chiulli (1951): João Detoni ((1958); João Fernandes da Fonseca (1958); João Cardoso de Morais (1948)); Família Prado (1960); Família Belém (1960); Oscar de Paula Pereira (1948); Vitor Detoni (1956); Derci Garcia Romano (1953); Palmira Gomes (1951); Zeneide de Bairros (1951); José Veloso (1951); Valdemar Garcia Rodrigues (1953; Antonio Garcia Rodrigues (1953); José Marques (1961); Maria Taveira Celestino ( 1960); Etelvina Barros Freire (1956); Osvaldo Teixeira (1956); Antonina da Aparecida (1944); Carmelinda Lopes Perez (1949); Zuzi da Silva (1956); Iza Maria de Jesus (1960);Joaquim da Costa (1950); José Pascoal de Souza (1957) e Ambrosina Alves de Souza(1956), dentre outros que aportaram no antigo Pinhalzinho depois deste registro. 



03/05/2017

Lílian Achoa Orgulha Campo Mourão



 
Lilian Achoa Claudino de Campo Mourão, penúltima à direita
entre as Mulheres Empreendedoras do Paraná


Filha de Jorge e Rosa Achoa é a terceira nascida do casal, irmã de Omar, Fauzi e Jorge Fº. Lílian é paulista, nascida em 2 de agosto de 1947 e ali formou-se professora, onde lecionou até  1970 quando contraiu núpcias com o médico ortopedista, Francisco Fernandes Claudino. “No mesmo ano viemos residir em Campo Mourão, cidade que me era totalmente desconhecida. Quando vi o pequeno porte do lugar, o calor abafado e a poeira que encardia tudo, pensei que não iria me dar bem aqui, mas em pouco tempo, pela hospitalidade desta gente que nos recebeu tão bem, peguei amor por tudo daqui e me dediquei a ajudar dentro do possível que podia e, ainda posso”, conta feliz.
Professora - “Enquanto meu marido medicava, eu lecionava em escolas públicas (Usina Mourão e Jardim Gutierrez) afastadas do centro, e retomei meus estudos”, explica. Concluiu o curso de Pedagogia e posteriormente o de Administração de Empresa, ambos na Faculdade de Ciências e Letras de Campo Mourão – Facilcam, hoje estadualizada (Fecilcam)”.
Filantropia - “Tenho muito carinho pelas pessoas carentes, que buscam melhorar suas vidas e me dediquei à elas na área de educação e assistência social, trabalho voluntário e com imensa vontade de ajudar”, revelou. 


Foi assim que Lílian, já em 1973, começou a atuar – sem remuneração – na administração da Clinica do Centro de Ortopedia, atual Central Hospitalar Center – Pronto Socorro de Campo Mourão, onde trabalha até hoje, com cerca de 160 pessoas, entre médicos, pessoal da enfermagem e de apoio, num clima de harmonia. “Nosso segredo deste sucesso empresarial, com nossos colaboradores, é o diálogo. Eu delego poderes, mas cobro resultados”, revelou. No setor de assistência social, presidiu e administrou a Santa Casa, sem remuneração. Na seqüência atuou, com a mesma disposição voluntariosa, no Hospital e Maternidade São José, do qual é sócia-proprietária.

Empresária - Proprietária do tradicional Hotel Santa Maria, no ponto mais central de Campo Mourão, administrou esta empresa, pessoalmente,  por cerca de 15 anos, atualmente terceirizada pela  Rede Harbor Inn (Santa Maria). Entre todas as atividades diretivas do Hospital, do Hotel, além de professora competente e mãe dedicada à educação de seus filhos, Lílian nunca deixou de trabalhar com afinco e dedicação na área de filantropia, na busca incessante da melhoria de vida das famílias dos bairros e vilas mais distantes do centro de Campo Mourão. Tanto é que foi presidente, por duas gestões, do Clube de Mães do Jardim Alvorada e Vila Urupês. Por iniciativa própria foi mantenedora do programa “Tarde Legal” à frente do qual esteve por mais de 10 anos. “Este programa de atividades sócio-educativas voltado às famílias de nossos funcionários, consiste em diversas atividades recreativas, dentre as quais: natação, artesanato, mostra de filmes, leituras e outras mais. Nas datas festivas e feriados significativos à nossa pátria, estado e município, fazemos comemorações cívicas. Nos intervalos das atividades distribuíamos lanches a todas pessoas presentes”, explica.
Campo Mourão - “Me orgulho de Campo Mourão por ter me adotado e ao meu marido o qual agradeço pelo apoio que sempre me deu. Sou feliz por ter construído minha vida e constituído minha família, aqui. Meus filhos estão formados, bem situados em suas profissões e já me deram cinco netos maravilhosos”, conta sorrindo..
Os filhos – que orgulham a profª Lílian e o médico Francisco Claudino são: Denise (médica psiquiatra – SP) mãe de Felipe. Pérsio (médico hemo – Maringá) pai de Carolina, e Cláudia (Hotelaria) casada com o engenheiro Paulo e mãe de Cauã, Liz e Lara.
Mudança - "Meu marido se estabeleceu em Campo Mourão, em 1967, inicialmente na rua São Paulo, em frente ao antigo Banestado. Foi médico pioneiro na especialidade ortopédica da cidade. Eu vim em 1970, logo após nosso casamento, e nunca mais saímos daqui, porque acredito que aqui é o nosso lugar. Peço a Deus que nos dê saúde e força a fim de continuarmos nosso trabalho particular e filantrópico. Estou firme na ativa e espero seguir minha missão por muitos anos ainda, se Deus quiser!”, concluiu Lilian Achoa Claudino, eleita A Mulher Empreendedora Destaque – 2016 de Campo Mourão e da Região do Vale do Piquiri Ivaí.

Mulher Destaque – Lílian Achoa Claudino recebeu várias homenagens e prêmios, principalmente no último mês de março, nas cidades de Foz do Iguaçu e Campo Mourão, fato relevante registrado por toda a imprensa, o que é motivo de orgulho e exemplo de dinamismo, humildade e dedicação pessoal à Campo Mourão e à Microrregião-12 do estado do Paraná. Um exemplo de cidadania e brasilidade.


Em março de 2017, Lílian Achoa Claudino, em caravana de empresárias mourãoenses, recebeu o prêmio em Foz do Iguaçu, durante belíssima cerimônia organizada pela Fecomércio. O honroso título foi concedido pela Câmara da Mulher Empreendedora e Gestora de Negócios de Campo Mourão e Região, em reconhecimento ao trabalho empresarial da homenageada, bem como pelas suas ações filantrópicas, especialmente as dedicadas aos seus colaboradores na empresa que dirige, e aos seus familiares.


Galeria de Fotos de Lilian Achoa:


  
Lilian Achoa Claudino 
empresária de sucesso em Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
destaque empresarial em Campo Mourão
 
Lilian Achoa Claudino 
homenageada em Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
professora de Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
um exemplo de vida a favor da educação e do social

 
Lilian Achoa Claudino orgulha Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
administradora da Central Hospitalar de Campo Mourão
 
A elegante senhora Lilian Achoa Claudino de Campo Mourão

Registro - Outras seis empresárias de Campo Mourão já conquistaram o Prêmio Empreendedora Destaque: 2009 – Lídia Aparecida Cordeiro Fernandes; 2010 – Leila Maria Tonello da Luz; 2011- Margarete Grassi; 2012 – Iracema Tavares Daleffe; 2013 – Joana da Silva de Souza; 2014 – Micalina Lachowski Silveira – "Nina"; 2015 – Ivone França. Segundo o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, "o prêmio constitui-se no reconhecimento por todo o esforço e dedicação das homenageadas e também de todas as empresárias paranaenses".

 

25/04/2017

Horácio de Campo Mourão, exemplo de prefeito

O advogado e prefeito, Horácio Amaral (31 de jan/69 a 31 de jan/73), trabalhou um ano pagando contas da Prefeitura de Campo Mourão. A partir de 1970 equilibrou as finanças municipais, engrenou a máquina administrativa, concluiu e inaugurou as obras do Mercado Municipal, construiu o Parque-escola Gurilândia. Edificou e deu o nome de Dom Bôsco ao principal Colégio Estadual do Lar Paraná. Implantou a Escola Estadual de Farol, depois de hábil manobra (disse ao governo que Farol era bairro e não distrito). 
Construiu os estádios de futebol de Piquirivai e Farol, dos quais seu nome foi apagado injustamente. Reformou completamente o Estádio Municipal Roberto Brzezinski, onde construiu vestiários (duas equipes e árbitros) e túneis em alvenaria. Instalou o sistema de água encanada e chuveiros e colocou as traves de ferro no campo de jogo.
Ampliou significativamente a malha asfáltica urbana e nunca teve problemas de buracos. 
Implantou as primeiras redes de esgoto e galerias pluviais, mesmo sabendo que: “obras enterradas não rendem votos”, costumava brincar. 
Construiu e inaugurou a atual Agência do Correio - ECT em Campo Mourão. 
Conseguiu, na Telepar, a instalação da grande novidade da época, que foi o sistema de Discagem Direta à Distância (DDD). 
Substituiu a ponte de madeira por concreto e pista dupla, sobre o Rio do Campo na saída para o Barreiro das Frutas, na qual estava fixada uma placa da inauguração com seu nome, projetada pelo engenheiro Élio Rodrigues de Matos, da Codusa. A placa sumiu e a ponte foi estreitada.

Nos últimos dois anos de seu governo, Horácio Amaral, reformou e inaugurou mais de uma dezena de escolas públicas e deu os primeiros passos no sentido de implantar cursos superiores com a construção e inauguração da Fundação do Ensino Superior de Campo Mourão (Fundescam depois Facilcam e Fecilcam) hoje solidificada em campus-avançado da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR). Isso lhe valeu o cognome de Prefeito-Escola.
Horácio nunca reclamou de crise e, sempre dizia: "não fale em crise, crie !!"
Horácio Amaral faleceu em acidente automobilístico, após seu mandato, em plena campanha a deputado estadual.


24/04/2017

CAMPO MOURÃO TURÍSTICO: Como Chegar






BR-487 - Campo Mourão a Cruzeiro do Oeste (Boiadeira) - Guarapuava – Curitiba – Mato Grosso do Sul.
BR-158 - Campo Mourão - Peabiru - Roncador - Pitanga

PR-317 - Campo Mourão – Maringá -
BR-369 - Campo Mourão - Londrina – São Paulo - Foz do Iguaçu - Paraguai
BR-272 - Campo Mourão – Goioerê - Guaíra.





Aeroporto Coronel Geraldo Guia de Aquino 
BR 158 - Rua Projetada A, s/nº - Saída para Peabiru - PR
Tel. (0xx44) 3525-1144 Ramal 428 

Terminal Rodoviário de Campo Mourão 
Perimetral Tancredo de Almeida Neves, 161 

Tel. (0xx44) 3525-2590. 

Atrações
Catedral São José 
A Catedral teve sua construção iniciada em 1942. Foi Inaugurada em 1968 com a posse de seu primeiro Bispo Dom Eliseu Simões Mendes. Os seus relógios têm quatro fusos horários e um sino anuncia em várias horas do dia as manifestações dos católicos em seu interior. Localiza-se na Praça Getúlio Vargas. Visitação permitida - Horário comercial 

Parque Estadual Lago Azul 
O Parque Lago Azul é o maior espaço de lazer da cidade, com extensão de 11,3 quilômetros, formados pela Usina Mourão I com um lago de 70 milhões de metros cúbicos de água aberto à prática de esportes náuticos como jet-ski, esqui aquático, passeios de lancha, canoagem e pesca amadora. Em toda sua extensão tem uma grande área de florestas. No seu complexo também está inserido o Centro de Educação Ambiental aberto à toda região com sala de projeção, trilhas ecológicas, e reflorestamento com espécies nativas e exóticas. No local são promovidos cursos e palestras, bem como recebidos grupos organizados para participação em atividades de educação ambiental. Localiza-se na BR 487 km 10,5 - Usina Mourão - saída para Curitiba. Para visitação das trilhas com grupos acima de 10 pessoas é necessário agendamento com no mínimo uma semana de antecedência. Informações Tel. (0xx44) 9978-0132. Horário de visita: terça-feira a domingo das 8h30 às 17h30. 

Parque Municipal Joaquim T. de Oliveira – ‘Parque do Lago’
Inaugurado em 1971, com área de 22,9 hectares proporciona oportunidades de lazer nos aspectos culturais, de recreações esportivas, contemplativas integrada à visão preservacionista e educativa em relação ao meio ambiente. Possui pista de cooper para caminhadas, lanchonete, cancha de areia, Jardim Francês, equipamentos de ginástica e um lago com várias capivaras e espécies de peixes. Localiza-se na Rua Santa Catarina - Jardim Gutierrez , distante do centro da cidade, a apenas 2 km.  Horário de visitação: das 6h30 às 20h, diariamente. 

Estação Ecológica do Cerrado 
Área de preservação ecológica são 1,3 hectares de vegetação remanescente do Quaternário Antigo, sendo o Cerrado mais Meridional do Planeta. 
O cerrado é considerado uma vegetação atípica, pois a região possui um clima subtropical com mata subtropical ou estacional com araucárias angustifolia. Possuem uma grande variedade de plantas medicinais, 45 espécies já classificadas e identificadas cientificamente. Anexo está o Herbário, para atender a estudantes e pesquisas científicas, bem como profissionais da área ambiental que desejam conhecer melhor esta raridade da vegetação atípica.O local possui diversidade genética, revelando o zoneamento ambiental biótipo com estudos do solo e levantamento cartográfico. Localiza-se no Jardim Nossa Senhora Aparecida, sendo seu acesso mais utilizado pela Avenida Paraná. 
Horário de visitação: segunda-feira a sexta-feira das 8h às 17h. 

Parque Municipal Parigot de Souza 
O Parque foi inaugurado em 2000 e proporciona atividades de lazer. Possui trilha pavimentada de 400 m de extensão, árvores nativas, canchas poliesportiva, com vestiário, quiosques, playground. Localiza-se a 5 km do centro da cidade, no Jardim Parigot de Souza. Horário de visitação: das 8h às 22h, diariamente. 

Usina Mourão I 
Esta é a primeira hidrelétrica construída pela Copel no início dos anos 50. Durante muito tempo atendeu a região composta por 15 municípios do centro-oeste paranaense.
A Usina possui uma potência de 8,2 MW, e está localizada na margem direita do Rio Mourão, a aproximadamente 6 km do centro da cidade de Campo Mourão. As visitas podem ser agendadas, com antecedência mínima de uma semana, durante o horário comercial, através do tel. 44 - 3525-2020, Ramal 2649.  Horário de visitação: segunda á sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h. 

Prato típico

Festa Nacional do Carneiro no Buraco

Hotéis - Cadastrados no Ministério do Turismo 

Campo Palace Hotel - Avenida Manoel Mendes de Camargo, 1661 Tel. (0xx44) 3525-1919 - e-mail: hotelcqampopalace@irapida.com.br - home page: www.hotelcampopalace.com.br 

Hotel Cristal Plaza 
Avenida Manoel Mendes de Camargo, 1661 Tel. (0xx44) 3525-1310 
e-mail: cristalplaza@brturbo.com home page: www.cristalplaza.com.br 

Paraná Palace Hotel 
Rua Francisco Ferreira Albuquerque, 441 Tel. (0xx44) 3523-2422 
e-mail: paranapalace@paranapalace.com.br home page: www.paranapalace.com.br 

Piacentini Palace Hotel 
Avenida Capitão Índio Bandeira, 340 Tel. (0xx44) 3525-1310 
e-mail: hotelpiacentini@irapida.com.br 


Harbor In Santa Maria Hotel 
Rua Harrison José Borges, 1000 Tel. (0xx44) 3523-2244 

Hotéis - Não Cadastrados no ministério do Turismo 

Hotel Acauã
 
Avenida Manoel Mendes de Camargo, 391 Tel. (0xx44) 3523-4281 

Hotel Hawai 
Avenida José Custódio de Oliveira, 984 Tel. (0xx44) 3525-2729 

Hotel Loydi 
Avenida Irmãos Pereira, 1000 Tel. (0xx44) 3523-1835 

Hotel Tonello  
Rua Cruzeiro do Oeste, 489 Tel. (0xx44) 3523-0110 

Lisot Plaza Hotel 
Rua Brasil, 1400 Tel. (0xx44) 3525-1400, e-mail: lisot@irapida.com.br 

Pousadas:
Pousada A Fazendinha 
BR 272, km 10 (saída para Goioerê) Tel. (0xx44) 3523-2819 / 9978-1266 
e-mail: reservas@pousadaafazendinha.com.br 
home page: www.pousadaafazendinha.com.br 

Pousada Haras Peabiru - Turismo Eqüestre 
BR 158, km 204 (Campo Mourão/Peabiru) Tel. (0xx44) 3531-1312 / 9969-7810 
e-mail: adventur.tur@uol.com.br 

Estância Cibely - Pecuária e Lazer Rural 
BR 369 Distrito de Piquirivaí Tel.: (0xx44) 3525-3010 / 9969-7810 
e-mail: adventur.tur@uol.com.br 

Hospitais 
Hospital e Pronto Socorro Central
 
Avenida Manoel Mendes de Camargo, 851 Tel. (0xx44) 3523-2486 


Hospital Regional Santa Casa 
Avenida Manoel Mendes de Camargo, 1675 Tel. (0xx44) 3525-2672 
e-mail: santacasacm@uol.com.br 

Bancos 
Banco Abn Amro Real
 
Rua Mato Grosso, 1919 Tel. (0xx44) 3525-1316 
Horário de funcionamento das 10 às 16 hrs 

Banco do Brasil 
Avenida José Custodio de Oliveira, 1345 Tel. (0xx44) 3525-1525 
Horário de funcionamento das 10 às 16 hrs 

Banco Itaú 
Avenida Irmãos Pereira, 1391 Tel. (0xx44) 3525-1715 
Horário de funcionamento das 10 às 16 hrs 

Banco Santander  
Rua Mato Grosso - Tel. (0xx44) 3525-1424. Horário de funcionamento das 10 às 16 hrs 

Banco Bradesco 
Avenida Capitão Índio Bandeira, 1301 Tel. (0xx44) 3525-1323 
Horário de funcionamento das 10 às 16 hrs 

Caixa Econômica Federal 
Avenida Irmãos Pereira, 1390 Tel. (0xx44) 3525-1202 
Horário de funcionamento das 10 às 16 hrs 

Terra Encantada Artesanatos 
Rua Harrison José Borges, 1222 Tel. (0xx44) 3523-5242 / 9969-4678 
Horário de atendimento: segunda-feira a sexta-feira das 8h às 18h e sábado das 8h às 12h 

+ Informações 

Secretaria do Desenvolvimento Econômico
 
BR-272, 841 - Parque Industrial I (saída para Goioerê) 
Tel. (0xx44) 3524-2708 e-mail: ind.comercio@campomourao.pr.gov.br 

Informações Turísticas 
Telefone: (0xx44) 3523-7093 
Horário de funcionamento comercial


23/04/2017

Dia do Guerreiro São Jorge: 23 de Abril

 

São Jorge nasceu em 275, na Capadócia – Turquia. 
O menino Jorge e sua mãe Lídia foram morar na Palestina logo após a morte de seu pai, que tombou sem vida numa batalha

Ao atingir a adolescência, entrou na carreira das armas, o que combinava com seu temperamento combativo, a exemplo do seu pai. Logo se tornou capitão do exército romano, devido à sua grande coragem, dedicação e habilidade. Essas qualidades levaram o imperador a nomeá-lo Conde da Província da Capadócia, sua terra natal e, com 23 anos, foi elevado a função de Tribuno Militar promoção que o levou a residir na corte imperial.


Abastado - Segundo a lenda, após falecer sua mãe, Jorge recebeu sua grande herança e doou tudo aos necessitados. Na corte imperial ficaram surpresos com esse acontecimento. Entretanto, ainda não sabiam da Fé Cristã de Jorge, que havia se convertido. 

Inabalável - Em 302 DC, o imperador Diocleciano mandou prender todo soldado romano cristão e oferecê-los como forma de sacrifícios aos deuses romanos. Jorge, espantado com a decisão do imperador, declarou-se cristão. O imperador Diocleciano tentou persuadir Jorge a desistir da fé cristã, lhe oferecendo alguns bens materiais. Jorge manteve-se firme na sua fé e o imperador decidiu torturá-lo para fazê-lo mudar sua crença. E, após cada tortura, ele era levado ao imperador, que lhe perguntava se aceitava os deuses romanos e renegaria Jesus. No entanto, Jorge se mantinha firme, isso fez com que muitos romanos tomassem sua dor, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo.

Degolado - Diocleciano, não tendo conseguido seu intento, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303 DC, em Nicomédia. Os restos mortais de Jorge foram levados até a  Dióspolis - Palestina, onde foi sepultado. Algum tempo depois, o imperador cristão Constantino mandou ser erguido um suntuoso oratório para que a devoção a São Jorge fosse espalhada por todo o Oriente.

Venerado - Por volta do século V, já se contavam cinco igrejas dedicadas a São Jorge na capital do império no Oriente, chamada Constantinopla. Mais tarde, no vizinho país do Egito, foram construídas quatro igrejas e mais quarenta conventos dedicados a São Jorge. São Jorge passou a ser venerado como sendo dos maiores santos da Igreja Católica em várias regiões como na Armênia, em Bizâncio e no Estreito de Bósforo, na Grécia.

São Jorge e o Dragão - De acordo com a lenda, Jorge estava acampado com sua armada, na Líbia. E lá havia um enorme dragão com asas. Se bafo era tão venenoso que matava quem se aproximasse. Com o desejo de manter o dragão longe da cidade, eles ofereciam os carneiros como alimento. Quando os carneiros acabavam, eles ofereciam-lhe as crianças. Até que o sacrifício caiu sobre a princesa Sabra. Ela, com apenas 14 anos seguiu para fora da muralha da cidade e ficou à espera do dragão. Jorge, ao ficar sabendo disso, decidiu por fim ao sofrimento da cidade. Montou em seu cavalo branco e partiu para a batalha. Mas, antes, Jorge exigiu ao rei sua palavra: se ele trouxesse a princesa de volta, todo o reino se converteria ao cristianismo.
O rei deu sua palavra e Jorge seguiu para a batalha. Depois de muita oração e luta, São Jorge acertou na cabeça do dragão com sua espada, em seguida em sua asa, e o dragão caiu sem vida. Jorge arrastou o dragão até à cidade, levando consigo a princesa. Então, toda a cidade se converteu ao cristianismo.

O dragão, tem como simbolismo a idolatria que mata inocentes, destruída com armas da fé, enquanto a princesa significa o lugar de onde ele retirou a heresia e instalou a fé cristã.

A armadura de São Jorge, simboliza a proteção do cristão, que São Paulo descreve na carta aos Efésios 6, 10-18. A couraça representa a justiça. O capacete representa a certeza da salvação. O cinturão, a verdade. O calçado, a prontidão para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Assim, o Santo é lindamente representado como um guerreiro, um oficial do reino de Deus, vestido para a batalha espiritual contra o mal.

A espada e a lança de São Jorge, com as quais ele fere mortalmente o dragão, representam a Palavra de Deus, conforme o escrito de São Paulo: "A Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração". (Hebreus 4,12) é com o poder da Palavra de Deus que São Jorge vence o mal.

 

A capa vermelha de São Jorge, representa seu martírio. Ele foi decapitado, ou seja, teve a cabeça cortada por não ter renegado sua fé em Jesus Cristo.

O cavalo branco de São Jorge, simboliza a pureza e a santidade, armas indispensáveis na luta contra o mal. Além disso, a cor branca, usada na Páscoa, nos lembra a vitória sobre a morte e a ressurreição de Jesus. A grande luta de São Jorge foi contra o império romano que queria acabar com os cristãos. Por isso ele foi elevado aos altares da Igreja.


A Igreja pintada ao fundo da imagem de São Jorge simboliza a própria Igreja de Cristo. Há um caminho difícil para se chegar até ela. Este caminho simboliza as dificuldades de São Jorge e de todos nós para chegarmos a Deus. Sobre o caminho tem a figura de uma jovem: é a princesa que foi salva por São Jorge.


A imagem de São Jorge conta sua história de vitória contra o mal. É a história de uma vida contada através de uma imagem forte e rica de significados. Que São Jorge interceda por nós em todas as lutas da vida, especialmente nas batalhas contra o mal.

 

Oração a São Jorge


Andarei  com vestimentas e armas sagradas de São Jorge, a fim de que  meus  inimigos, tendo  pés, não me alcançarão; tendo mãos não me peguarão; tendo olhos não me enxergarão. Nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo meu corpo não alcançarão; facas  e  lanças  se  quebrarão sem  ao  meu corpo chegar; cordas  e correntes se arrebentarão sem ao meu corpo amarrar. São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor, abra meus caminhos e ajuda-me conseguir bom emprego;   fazei com  que   eu  seja  bem  visto  por  todos:   superiores,  colegas  e subordinados. Que paz, amor e harmonia estejam sempre presentes  no  meu  coração, no  meu lar e  no meu serviço;  vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando nossos caminhos, ajudando-nos, também, transmitirmos  paz, amor e harmonia aos que nos cercam.

Amém.


14/04/2017

Dilmar Daleffe da Santa Casa de Campo Mourão

Por Dilmércio Daleffe

Transcrito por Wille Bathke Jr 


Dilmar Daleffe, filho caçula de Dionisio e Amabile Legnani Daleffe, irmão de Delordes, Delso, Dalério, Denir e Dirce, nasceu pobre em 1946, oriundo de família italiana nos fundões de Urussanga – SC. A família veio a Campo Mourão onde aportou em meados de 1956. Era inverno. Pai e filhos, responsáveis, começaram a luta em busca de dias melhores, com empresa de ônibus Expresso do Campo Ltda. Mais adiante abriram a Auto Peças Londres e, depois, Auto Peças Cometa, a oficina e a retificadora (onde hoje está a Dipar), com o complexo instalado na rua Mato Grosso entre as avenidas Índio Bandeira e Manoel Mendes de Camargo. "Meu pai Dilmar, certa vez, emocionado, me contou sobre sua infância difícil. Me pediu que valorizasse o dinheiro, já que quando criança, passou por grandes dificuldades. “Eu só escrevia a lápis. Porque quando chegava o final de ano meu pai fazia a gente apagar todo o caderno para que o usasse novamente no ano seguinte”, dizia o menino pobre, segundo depoimento do filho, jornalista, Dilmercio Daleffe.

Cigarro - Aos 14 anos de idade, foi influenciado por amigos e, então, o cigarro apareceu em sua vida. Os anos passaram e com a sociedade entre os irmãos, Dilmar ficou a frente da Dipar. Sempre gostou de trabalhar e se dedicava completamente por isso. Sua liderança era visível. 

Casamento - "Casou na década de 60 com Maura e teve quatro filhos – Delcimara, Denilson, Denise e eu (Dilmercio). Com uma relação conturbada, a separação veio em 83. Foram anos difíceis pra todos nós. Mas a vida seguia. E junto a ela, o cigarro e as eternas dores no estômago. Definitivamente, meu pai não conseguia largar o vício da nicotina tóxica das carteiras de cigarro. Depois de um casamento terminado, ele conheceu Sandra e com ela terminou seus dias. Danilo é o nosso menino  caçula, o irmão de 17 anos, ao qual, agora, vamos nos dedicar para que seja um homem bem sucedido".

  
Santa Casa de Campo Mourão - PR
Santa Casa - "Na década de 80 reuniu-se com outras pessoas da cidade a fim de dar um novo direcionamento a saúde pública municipal. Ele queria mais dignidade na atenção à sua população, principalmente a classe carente, mesmo não sendo médico, prefeito, ou qualquer outra coisa com poder de mando e recursos dos impostos que pagamos. Aliás, desculpe, ele era sim, alguém importante, mas apenas um cidadão. Acolheu Campo Mourão com tanto carinho, que passou a ser um propagador e desbravador de idéias e, mais que isso, de ações efetivas. Ele sentia que deveria fazer sua parte e colaborar com a saúde popular da cidade. Aliás, poucas pessoas sabem, mas seu sonho sempre foi ser médico. Mas os recursos da família, quando jovem, não colaboraram para que isso acontecesse", revela Dilmércio.


Voluntarioso Em 1968 foi eleito presidente da União Mourãoense dos Estudantes Secundaristas (Umes). 
Sempre idealista convicto nunca parou de lutar pelos seus objetivos em prol da coletividade. 
Junto aos amigos, conseguiu a doação do terreno onde é hoje a Santa Casa. Depois disso, fez campanha e arrecadou tijolos, cimento, pedra, cal e areia. Tudo servia e era bem vindo. Esse foi o primeiro passo direcionado a construir o novo Hospital Santa Casa. 
Em 1989 fincou, naquele terreno, a pedra fundamental e, daí em diante, não mais parou. "Meu pai dedicou mais de 20 anos de sua vida àquela instituição. O valor que dou a ele é, sobretudo, ao trabalho voluntário. Gastou muito, mas não recebeu nada. Nenhum reconhecimento na época, por aquela magnifica obra", comenta, orgulhoso, Dilmercio. 

Idealista - "Mas o que move alguém a trabalhar apenas por ideais nos dias de hoje? -No caso de Dilmar, isso era do seu espírito, da sua alma, dele mesmo. Era um cidadão de verdade. Um guerreiro de sua própria comunidade, de sua própria causa", observou. 

Boicotado - "Certa vez decidiu sair a vereador. Já havia falado aos quatro ventos que seria um vereador sem salário e que, ainda, lutaria para que os demais edis abrissem mão do dinheiro injusto. Ele sempre afirmou que vereador não é profissão e, por esta única razão, não deveria receber dinheiro por isso. Mas acreditem: um dos candidatos impugnou sua candidatura. Nem me lembro mais como isso aconteceu. Mas por certo, aquilo não era pra ele. Acredito que também revolucionaria a Câmara", acredita o filho.
Ser normal - Essa luta de Dilmar, pela construção da Santa Casa, o tornou diferente dos demais humanos desta cidade. Não que ele tenha sido um alienígena, um ser com poderes sobrenaturais. "Não mesmo. Mas junto a outras poucas pessoas, dentre elas os médicos Oswaldo Mauro e Laércio Daleffe, os companheiros João Teodoro de Oliveira Sobrinho e Lenilda de Assis, trabalhou apenas pelo bem da saúde da sociedade". O dinheiro, não era nada perto do que aquele sonho representava. Diferentemente de hoje. Infelizmente, o dinheiro domina tudo e até corrompe  pela ganância. 

Traição - "Durante os últimos meses, ele abriu-se poucas vezes. Numa delas, falou sobre a maior tristeza de sua vida: a saída da Santa Casa. Disse ter saído pela porta dos fundos, principalmente, diante das articulações políticas movidas por interesses escusos. Mesmo tendo feito tudo que fez, foi tratado como bandido. Nós sabemos quem foram os responsáveis pelo movimento. O mais engraçado é que todos eles, absolutamente todos, estão envolvidos em falcatruas e respondem a processos na Justiça. Pergunto agora: quem são os bandidos? Porque fizeram Dilmar deixar sua obra? O que ganharam com isso?" - desabafa Dilmercio.
Tempestade - É preciso dizer que enquanto Dilmar era presidente da Santa Casa conseguiu unir médicos, enfermeiros, administradores, zeladores. Todos em torno daquele sonho. Ele mesmo ia até a recepção e ajudava a atender os doentes. Muitas são as histórias de pessoas ajudadas por ele. "Mas um episódio tem que ser relatado. Não sei o ano, mas ainda quando a instituição estava no antigo Hospital Anchieta, uma chuva abundante inundou o hospital. A água era tanta que rachaduras começaram a surgir. Um engenheiro da prefeitura foi chamado e disse que o prédio podia ruir. Então, Dilmar começou a gritaria e a correria. Acionou funcionários e médicos com carro. Eles levaram os pacientes. Carroceiros foram chamados para levar a mobília. Tudo aconteceu em duas horas, sob forte chuva, goteiras, pressão, medo da casa cair e muita emoção". Nesse clima, no mesmo dia, a Santa Casa foi instalada, provisoriamente e as pressas, no Hospital e Maternidade São José e lá ficou até ser inaugurada, em 2002, onde está até hoje". 
Só pra Ajudar - "Meu pai era um cara especial, movido por belas ações. Não sabia dizer não. Vendedores passavam pela Dipar e sabiam que ali, o alvo era fácil. E ele comprava de tudo, mesmo não precisando de nada, somente para ajudar. Adquiria cabos de vassoura, rapadura, queijos caseiros, salgadinhos, amendoim torrado, sabão caseiro... ajudava mendigos, campanhas absurdas e ação entre amigos. Tudo para ajudar. Até mesmo no jogo do bicho, quando ganhava, repartia com os funcionários. “Magrão”, também orava e agradecia por sua equipe da Dipar. O líder, Carlão, era pra ele uma espécie de filho mais velho e está na empresa há 40 anos e Marlene (funcionária antiga) uma filha mais velha".
Bondade extrema - "Quando criança, a primeira boa ação que presenciei de meu pai foi em dezembro de 1980. Era véspera de Natal e a Dipar estava aberta à noite. Estávamos dentro da loja –ainda na Capitão Índio Bandeira (antiga Autopeças Paulista) –quando escutamos uma freada seguida de um estrondo. Uma criança havia sido atropelada. Dilmar pulou o balcão e sem pensar pegou o corpo, colocou no banco de trás de seu Ford Gálaxy e sumiu até Maringá em alta velocidade. Apenas 30 minutos salvaram a criança. Esta história, apesar de heroica, não era contada por ele. Permaneceu apenas com ele. A família do menino atropelado sempre o visitou em vésperas de Natal, como forma de agradecer, mas o herói preferiu o anonimato", revelou Dilmercio.

Não cresceu - "Meu pai sempre foi um menino peralta. Apesar de suas responsabilidades de gente grande, agia como um eterno adolescente. Contava piadas sem graça  e ele sabia disso. Fazia pegadinhas  do tipo colocar um cigarro explosivo na carteira dos outros. Ele adorava rir e mantinha, sempre, um sorriso nos lábios e se mostrava um cara, permanentemente, alegre". Nunca vi o Dilmar triste ou carrancudo.

O Cigarro - "Mas a história de Dilmar também é marcada por contradições. Imagine idealizar um hospital, construí-lo para a comunidade e, ao mesmo tempo, esquecer-se de sua própria saúde. Foi isso o que aconteceu. Teimoso e com medo de buscar exames –possivelmente que o obrigassem a largar o cigarro  meu pai jamais havia feito uma simples endoscopia. Quando fez, agora em janeiro, já era tarde demais. Tivesse feito cinco anos antes, ele estaria aqui ainda".
Ostracismo - "O passado de um homem pode ser esquecido. Principalmente, se ele não fez nada por sua comunidade, pelo seu povo. A maioria das pessoas passará em branco. Eu, certamente, não serei nem sombra de meu pai. Mas a história do “Magrão” continuará viva. Ele fez sua parte. Plantou sementes que resultaram em bons frutos. Tudo voluntariamente. Valores assim poderiam continuar. Mas ninguém tem a coragem de levantar a bandeira. O dinheiro é mais forte. Por isso a corrupção, por isso as falcatruas, a falta de caráter e desvios de conduta", lamentou.
Maldição - "Também não posso ver meu pai sem a figura maldita do cigarro. Ele praticamente nasceu segurando a sua cruz. Foram as substâncias tóxicas do “Carlton” que tiraram sua vida precocemente. O cigarro causou sua dor, proporcionou um câncer, uma cama de hospital, tirou sua vida. Ele sabia disso, mas jamais conseguiu se livrar da maldição. Disse uma vez pra mim: “Quem fuma, foi amaldiçoado”.  Quantos mais serão amaldiçoados? Quantas camas de hospital teremos que enfrentar por causa do maldito cigarro?" alerta.
Palavras de Dilmercio: “Pai, saiba que onde tiver, perpetuaremos sua história. Graças a Deus podemos sentir orgulho de você. Quantos filhos podem ter orgulho de seus pais? Nós temos motivos de sobra. Me ensinou muito. Peço desculpas pelos erros que cometi. Me redimo de muitos episódios e vejo que não sou nada perto de você. Talvez algum dia, vire até nome de rua. Pode ser, não pode? Não sei se gostaria. Mas ainda é pouco perto do que fez. Mas daqui onde estou, mando aquele recado que ele sempre me disse: Campo Mourão não merece ter gente sem caráter e sem atitude pra liderá-la  em todas as áreas. Pra fazer a cidade melhorar e crescer, exige-se que, primeiro, seja um cidadão. Tem que ter atitude; olhar, corrigir problemas e cuidar mais dos outros do que a si próprio”, finalizou Dilmercio Daleffe.


Santa Casa e Acicam

Sob o comando de Dilmar Daleffe, iniciou-se um movimento voluntário junto à comunidade local e regional no sentido de viabilizar a edificação de um novo complexo hospitalar destinado a abrigar a Santa Casa de Misericórdia de Campo Mourão que funcionava, precariamente, em casa antiga de madeira, na rua Brasil, em frente ao Plaza, depois no antigo Hospital Anchieta e posteriormente no Hospital São José, até se instalar no endereço atual (saída para Araruna).

1980 - As obras tiveram início em abril de 1990 e a meta era triplicar a oferta de leitos hospitalares, além de dotar Campo Mourão e região de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Instituto do Câncer e  suprir outras graves deficiências existentes na área da saúde pública na região. Três famílias doaram o terreno inicial de 30 mil metros quadrados e a construção transformou-se em verdadeiro desafio. Algumas empresas doaram materiais de construção e parcela da população contribuiu com entregas de tijolos. Várias campanhas espontâneas surgiram a fim de somar recursos. Quando os blocos já se encontravam em fase adiantada de edificação, as obras foram paralisadas em função da falta de verbas, que se esgotaram rapidamente diante da complexidade da grande construção beneficente.

 
Hospital Santa Casa de Campo Mourão

Apoio - Na década de 90, com novas adaptações ao projeto original, a prefeitura viabilizou a captação de recursos públicos destinados a retomada e conclusão do complexo hospitalar, além da aquisição de equipamentos e mobiliário. Dilmar Daleffe esteve à frente da Santa Casa durante todo esse período e somente deixou a presidência em 2007 (exatos 27 anos), quando já funcionava há algum tempo, nas atuais instalações.

Acicam - Dilmar Daleffe, também foi presidente (não remunerado) da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam) durante o biênio 1985/87, período que deu início a construção da sede própria da entidade empresarial, na Av. Irmãos Pereira x Rua Araruna (Shopping Cidade). Foi mais uma inciativa voluntariosa e empreendedora de sua parte. 
Na foto Dilmar Daleffe e o engenheiro Celso Tanaka colocam a placa na pedra fundamental do prédio da Acicam.

Reconhecido - A Câmara Municipal de Campo Mourão aprovou dia 6/10/2014 (segunda-feira), projeto de lei que denomina a Unidade Básica de Saúde do Jardim Copacabana (Postinho), com o nome de Dilmar Daleffe, que faleceu em agosto do mesmo ano.

Recado de filho - Pai, em breve nos reencontraremos e daremos risada de tudo que passou aqui em baixo!!! Sei que queria agradecer muita gente que te ajudou. Faremos isso por ti. Dilmar viveu intensamente 67 anos. No dia 27 de janeiro deste ano, descobriu o tumor. Uma doença cruel e maldita que não permitiu que a enfrentássemos. Nos últimos 8 meses, acompanhei seus dramas, camas e tubos de hospitais. Foram horas, dias de sofrimento. Uma angústia desumana que acabou as 4 horas da manhã do dia 09 de agosto com um recado no celular. Um telefonema já previsto. O dia havia chegado: 9 de Agosto de 2014. Aquele sábado amanheceu nublado. O céu cinza anunciava algo diferente. Mas se assim tinha que ser, foi. Mas agora você descansou e está em paz. Finalizou o jornalista Dilmércio Daleffe, na foto (à esquerda), com o pai e a família".


 
Uma das últimas fotos de Dilmar Daleffe em família
Campo Mourão - PR

Dilmar Daleffe foi agraciado com os Títulos de Cidadão Honorário de Campo Mourão e do Paraná.
O Posto de Saúde (Postinho) do Jd. Copacabana tem o seu nome.
Faleceu dia 9 de Agosto de 2014 e está sepultado no Cemitério Municipal São Judas Tadeu. em Campo Mourão - PR.

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