06/01/2018

Campo Mourão e a Pegadinha do Chapéu

Pegadinha da "Cabeça inchada" 

 
"Horácio Amaral, prefeito que me antecedeu, gostava de usar chapéu social, explica Renato Fernandes Silva. Costumávamos jogar esnuquinho no Bar do Batata (Nagib Malluf), em frente à Câmara de Vereadores, bebericar e botar as fofocas em dia. Certa feita, um amigo resolveu fazer uma brincadeira. Pegou o chapéu do Horário, que estava pendurado em um prego na parede, e por dentro da tira que absorvia o suor, colocou uma fita de cetim e deu duas voltas. 
Combinados, os amigos foram se revezando na pegadinha. 
-Horácio, você tá estranho!... outro: -o quê tem tua cabeça, Horácio?... outro: -Horácio, por quê tua cabeça cresceu?...
Ele se apalpava, já bem preocupado e dizia que estava normal: "não tenho nada, caramba!! Mas com ar de preocupado resolveu ir embora", explica Renato.
"Pegou o chapéu, tentou colocar, mas não encaixava na cabeça... Saiu apavorado, não avisou ninguém e se mandou pra Curitiba, em seu Corcel verde, imaginando que sua cabeça cresceu. 
Em Curitiba, foi examinado e constatado que não tinha nada. 
Ao verificar o chapéu, descobriu a truta. 
Depois de dois dias apareceu na Prefeitura, mas não foi mais no Batata, com certeza pra evitar o sarro. 
Quando ele deu o ar da sua graça, a gente perguntava, o quê era aquilo?... 
E ele, sem perder a pose, respondia: 
'Era o chapéu que encolheu e fui a Curitiba comprar outro, certo?!


 
Governador Pedro Parigot com Renato e Horacio



21/12/2017

Eleitorado de Campo Mourão - Ultimos 30 anos

 
Em 1988, quando eleito Augustinho Vecchi, Campo Mourão contava com 42.192 votantes. 

Em 1992, no pleito que elegeu Rubens Bueno, pouca coisa mudou: o eleitorado era de 42.190.

Na eleição de 1996, que elegeu Tauillo Tezelli, a quantidade de eleitores subiu para 47.682.

Na reeleição de Tauillo, em 2000, estavam aptos ao voto 52.124 eleitores. 

Em 2004, foi eleito Nelson Tureck, e o total de votantes estava em 56.088.

Tureck foi reeleito em 2008. Nesse ano o eleitorado mourãoense teve pouca alteração: 56.782.

No pleito de 2012, na eleição de Regina Dubay, Campo Mourão estava com 64.967.

Em 2016, que elegeu Tauillo pela terceira vez, e com recadastramento biométrico, o eleitorado caiu para 60.121 eleitores. 

2017 - Desde as eleições do ano passado, para prefeito e vereadores, Campo Mourão ganhou 664 novos eleitores. Em outubro do ano passado estavam cadastrados 60.121. Em janeiro passou para 60 mil 494 e, atualmente tem 60.765 votantes. 

     
Antigamente o Título Eleiroral era assim

20/12/2017

Adalbrair: "Ví Campo Mourão Crescer!"

 
       Mapa do Estado do Paraná - 1881

A OCUPAÇÃO DOS  CAMPOS DO MOURÃO 

De acordo com as disposições republicanas contidas na Lei nº 68, de 20 de dezembro de 1892, reguladas pelo Decreto nº 1‑A, de 8 de abril de 1893, foi requerida posse de 60 mil hectares de terra devoluta, de conformidade com o registro coletivo, de 25 de setembro de 1893, no Cartório de Imóveis da Comarca de Guarapuava.

Este foi o primeiro documento oficial de requerimento de terra nos Campos do Mourão, com o termo assinado por: Laurianna de Paula Marcondes, Joaquim Gonçalves da Motta, Alfredo da Silveira, Domingos Moreira Gamalier, Rozendo Moreira Bahls, Pedro Moreira Rubilar, João Ribeiro Soares, Manoel de Jesus e Araújo, José Hilário dos Santos, Manoel Lourenço da Silva Bastos, Antonio de Oliveira Rocha, Hygino Honorato de Bittencourt, Constantino de Souza e Oliveira, Horácio Hilário Pimpão, Domingos Inácio de Araújo Marcondes, Antonio Honorato de Almeida, Pedro Moreira Rubilar Filho, Norberto Mendes Cordeiro (Comendador Marcondes), Missel Damásio de Camargo, Charabim Chrispim Ayres, Guilherme de Paula Xavier, José Simões de Oliveira, Antonio José Barbosa e Bento dos Santos Martins.


 
Algumas das pessoas requerentes

Porém, o real interesse pela região dos Campos do  Mourão, por criadores de gado bovino a fim de desbravar a região até então despovoada, deu-se entre 1880/81, mas nenhum posseiro ou a posseira se fixou por estas virgens paragens. Este ponto cobiçado e distante era utilizado, esporadicamente, para o descanso das tropas e boiadas, que daqui seguiam revitalizadas até a comercialização final, no sul de Mato Grosso, por pecuaristas guarapuavanos.

As descrições e partilhas da área de terra, constantes naquele registro coletivo de posse, são as que seguem abaixo, dentro das seguintes divisas do solo:

"Declaramos nós abaixo assinados, que possuímos por posse mansa e pacífica desde o ano de 1880, uma área de campos de criar no lugar denominado “Campo Mourão” neste Município, onde existem casas de moradia e mais benfeitorias, assim como certo número de cabeças de gado vacum e cavalar, cuja área tem aproximadamente a extensão de 60.000 hectares, sendo 30 quinhões com a área de 2.000 hectares cada um, que tem as seguintes divisas: das cabeceiras do arroio que tem por origem a divisa das águas, onde nasce o Arroio Parichim, que lhe fica fronteiro e por este abaixo até uma barra que fica mais ou menos a meia légua abaixo da Campina do Vitorino e, desta barra rumo oeste até enfrentar com o rio de Faxinal, nas suas cabeceiras cujo rio faz barra no Ivaí passando no NO (Noroeste), de campera que demora entre Campo Mourão e o rio Ivaí; pelo mesmo rio de Faxinal abaixo até a barra de um lajeado que nasce no referido campo, e desta barra rumo este até enfrentar com as cabeceiras do arroio onde começou a divisa".

Consta que somente Jorge Walter (não requerente) fixou‑se em Campo Mourão, na Gleba do Rio Sem Passo, famosa e conhecida como Gleba dos Walter, onde alargou empreendimentos que, afinal, floresceram e se expandiram

 
Descendentes de Julia e Jorge Walter - outubro 1954
reunidos em Campina do Amoral - Luiziana - PR

Segundo seus descendentes, que habitam Campo Mourão e regiões visinhas, Jorge Walter fora um alemão que tentou a sorte na Rússia, daí seu apelido de ‘Russo’. Com apoio de alguns pecuaristas de Guarapuava, o seu trabalho habilidoso de colonização nas proximidades de Campo Mourão foi financiado por 'coronéis' guarapuavanos e auxiliado com doações de sal grosso, gado vacum, cavalar e muar. Esse pioneiro deixou numerosa família, que através do tempo, manteve a posse do que restou da gleba que ainda hoje tem o nome dos Walter. 


Primeiras Famílias

Não obstante o registro de terra existente no cartório de Guarapuava, a primeira ocupação evidente, com moradia habitual, só se concretizou, em Campo Mourão, a partir de 16 de setembro de 1903, com a chegada dos Irmãos Pereira (José Luiz Pereira seguido de Miguel Luiz Pereira, Ananias Luiz Pereira, Antonio Luiz Pereira e Luiz Pereira da Cruz), os quais, acompanhados de suas famílias, construíram suas casas e roças, dedicando‑se à agricultura e à pecuária nos campos naturais do cerrado mourãoense, entre os vales do Rio do Campo e Ribeirão 119, mais exatamente nas regiões do Jardim Santa Cruz e Jardim Lar Paraná.

Povoamento 

Entre 1903 e 1910 juntaram‑se à dos Pereira as famílias de Guilherme de Paula Xavier, Cesário Manoel dos Santos, Bento Gonçalves Proença, Américo Pereira Pinto, José Custódio de Oliveira, Francisco Mateus Tavares, José Teodoro de Oliveira, , Luiz Silvério e José Luiz Pereira Sobrinho, a maioria oriundas do interior paulista.


Fé Cristã

Essas primeiras famílias, animadas pela fé divina, traziam entre seus pertences, imagens de santos de sua devoção, que adornavam os oratórios caseiros, aquecendo a crença que reanimava os pioneiros, na luta constante para vencer o sertão agreste e seus inúmeros desafios. O primeiro marco da fé cristã, em Campo Mourão, foi um cruzeiro feito com tronco de cedro vivo, fincado no solo onde está o Jardim Santa Cruz, região farta de água vertente.

Em torno do cedro da Santa Cruz surgiu uma pequena capela de pau-a-pique, coberta de capim (sapé) que, em 1909, recebeu a primeira visita pastoral do Pe. Francisco Vedder, da Congregação do Verbo Divino, coadjutor em Guarapuava.

O Fundador do Município de Campo Mourão


Dia 25 de maio de 1954, o vereador Carlos Stalmann, propôs que a Rua Paraná passasse a ser denominada "Rua Francisco Albuquerque". O documento original, na íntegra, do nobre edil, tem a seguinte redação e justificativa:

"Tendo ocorrido na Capital do Estado, em data de 1° do mês de maio, o fato trágico de acidente, no qual foi vitima do cruel destino a pessoa do mais esforçado batalhador do progresso local, o Sr. Francisco Albuquerque e podendo se afirmar, sem nenhum favor, o FUNDADOR DO MUNICÍPIO DE CAMPO MOURAO, fatos esses que são incontestes e que serão inolvidáveis para perpetuar a memória daquele que na luta pela coletividade foi incansável, forte, e digno do lugar de destaque que ocupou junto de seus amigos e companheiros de luta, pois sempre esteve ao lado do bem, raciocinando, aconselhando e aplicando o que era de bom para a nossa cidade, o nosso povo e o nosso município.
Como veio a morte do ilustre varão patrício, enlutar a comuna inteira, e como prova de gratidão dos serviços por ele prestados, e como prova de civismo e demonstração de sentimento humano, pensando refletidamente no que será ato de justiça por parte da população e dos poderes públicos de Campo Mourão, render uma homenagem àquele que sempre esteve com os olhos voltados para o engrandecimento desta terra, onde cg, viveu longos anos, deixando sulcos profundos gravados na história tanto na fundação do Município, como do desenvolvimento econômico e progressivo, sendo que durante toda 73 sua vida dedicou-se às atividades laboriosas como comerciante, industrial e agricultor de -C1 larga visão, assim é, que justo seja proposto à esta Colenda Câmara, a denominação de uma das ruas da cidade com o nome deRUA FRANCISCO ALBUQUERQUE, e como a atual rua Paraná, que é justamente a via que passa lateralmente às propriedades e casa residencial do ilustre cidadão desaparecido, sendo assim, por simples traços prestado justa homenagem a quem soube com abnegação, esforço, trabalho, sacrifício e carinho, conquistar este tributo que a posteridade irá apreciar como dever e justiça.

Sala das Sessões da Câmara Municipal de Campo Mourão, em 25 de maio de 1954.

                                                           (ass.) Carlos Stalmann

Pioneiro

Meu pai, Francisco Ferreira Albuquerque, foi quem deu o primeiro passo decisivo, no sentido de emancipar Campo Mourão - PR, até então distrito administrativo de Pitanga. Quando soube que o governador Moysés Wille Lupion de Tróia iria criar novos municípios no Estado do Paraná, mais que depressa, montado em seu burro preto marchador, acorreu até o sítio do amigo Pedro Viriato de Souza Filho (Pedro Parigot), também safrista de porcos na região do Rio da Várzea e que era conhecido do governador, e lhe encareceu que fosse o mais rápido possível à capital do Estado e "tentasse descolar a emancipação de Campo Mourão". No dia seguinte, Pedro Viriato foi de táxi aéreo, pela Brasil Organizações Aéreas (BOA) até Curitiba, e conseguiu audiência com o governador, no Palácio São Francisco. Seu pedido, em nome dos mourãoenses, foi atendido depois de algumas discussões e com uma condição imposta por Lupion: 'ser o candidato único a prefeito' pelo Partido Social Democrático (PSD). Assim começou o movimento e no dia 10 de outubro de 1947 - dia do aniversário de papai - foram criados 22 novos municípios, dentre eles Campo Mourão, de acordo com o projeto de reorganização geopolítica do interior do Paraná. 
O 'fundador de Campo Mourão' faleceu em Curitiba, dia 1º de maio de 1954, vitima de bala perdida, quando se deslocava, de ônibus, ao palácio do governo, para audiência com o governador, em companhia de seu genro, Lázaro Mendes, delegado distrital de polícia de Campo Mourão - PR. 

 História da Usina de Campo Mourão

O Jornal Correio de Campo Mourão, edição do dia 2 de fevereiro de 1952, propriedade do capitão Renato Romeiro Pinto de Mello, publicou vários artigos escritos por mourãoenses, dentre eles: Nelson Bittencout Prado, com o título, Um Dos ‘Porques’ Da Deficiência Administrativa; Amauri Cortes abordou o tema O Paraná no Concêrto da Federação; Manoel Alves Quadrado enfocou: A POLÍTICA DO TRABALHO com o sub-título, Um problema do Povo brasileiro e sua solução, e na página 9, com publicidades do Expresso Campo Mourão, Instituto Santa Cruz e a coluna Tribuna Livre, nos deparamos com o texto primoroso de Francisco Ferreira Albuquerque – o inesquecível Tio Chico - que, nele, demonstra seu grau de instrução, o amor por Campo Mourão e a importância da “Usina Hidro-Elétrica do Salto São João” mais conhecida por Usina Mourão. Esta foi a primeira das grandes conquistas do pioneiro prefeito Pedro Viriato de Souza Filho (Pedro Parigot) em benefício do nascente município de Campo Mourão na qual, também esteve presente o atuante Francisco Albuquerque e demais lideranças, junto ao governador Moysés Lupion.

O texto impressionante tem um detalhe: mantivemos a ortografia vigente em 1952. Não existem erros de português neste oportuno e histórico apelo de um humilde, mas ferrenho mourãoense, quando eram novidades as perseguições políticas e os desmandos que, na gestão de Bento Munhoz da Rocha Neto, proliferaram e paralisou o recém criado Campo Mourão e considerável parte do norte do Paraná, por quatro anos. Vejamos porque:

“Quando de uma feita, S.Excia. o Sr. Governador Moysés Lupion visitou este Muncipio, a colher dados e ver com seus próprios olhos os problemas administrativos mais importantes para o bem e a felicidades coletiva, acompanhamos S. Excia.no Salto São João, no rio Mourão.
Andamos a pé por uma picada até atingirmos os pontos mais críticos das pirambeiras, próprias dos desníveis das quedas de água, em pleno sertão com suas matas virgens como lhe dotára a natureza. A certa altura paramos para um pequeno descanso.
Depois de tirar um alvo lenço (do bolso) e enxugar o suor, S. Excia.exclamou: ‘vamos construir uma Usina hidro-elétrica para beneficiar todas as cidades e patrimônios, daqui até Apucarana, e a sua cidade (Campo Mourão), entretanto, será iluminada dentro de um ano’.
A essas últimas palavras de S. Excia., correu-nos por todo o corpo um calafrio de satisfação, que, por fim veio alojar-se em nosso coração.
Continuamos a caminhada, mas em nosso intimo permanecia bem viva aquela impressão maravilhosa da correnteza d’água a precipitar-se no alto e a formar lá embaixo aquela esteira de bolhas brancas como neve que a pouca distância se desfaziam.
Assim pareceu-nos que aquelas palavras de S. Excia. a medida que ele se distanciasse de nós, iriam desaparecendo e não passariam de um sonho.
Essa impressão de dúvida e incredulidade se justificava em nossa descrença porque até então não conhecíamos, nunca vimos em nosso Estado um governo realizador, dinâmico, um governo que trabalha.
Mas tão logo S. Excia. regressou a Curitiba, as providências foram postas em prática, destacando engenheiros competentes e auxiliares sob a direção inconfundível do ex-Diretor do Departamento de Água e Energia Elétrica, Dr. Luiz Orlando.
Estes imediatamente mobilizaram máquinas, materiais e o necessário e puzeram mãos a obra. Salientado seja, por justiça, o engenheiro, dr. (Alcides)Bergamini, que dirigiu ‘in loco’ todos os trabalhos técnicos que lhe eram distribuídos, quando testemunhamos a sua competência, dedicação e amor ao trabalho.
No dia 17 de agosto de 1950, Campo Mourão testemunhou a maior festa já assistida em sua cidade, com a presença de S. Excia. Governador Moysés Lupion e sua comitiva quando foi inaugurada oficialmente a fôrça e luz nesta cidade, com um conjunto de emergência, no salto São João.

PROSSEGUIMENTO DAS OBRAS


S. Excia. após visitar e fiscalizar as obras em andamento, determinou o aceleramento dos serviços que passaram a ser movidos a fôrça elétrica, facilitando assim o manejo das máquinas, britadores, minas, etc., para o termino dos dois grandes túneis, escavados na rocha, e represa, a construção do prédio onde seriam assentados os grandes conjuntos e outros serviços a concluir e, consequentemente, a linha de alta tensão até a cidade de Apucarana.
Tudo em ordem, os trabalhos com toda organização seguiram seu curso normal, para dentro de pouco tempo ficar terminado.
Nessa altura dos acontecimentos assume o Governo do Paraná, o Dr. Bento Munhoz da Rocha Neto, para que o povo desta região, isto é, até Apucarana, como uma provação, premio de sua própria ingratidão, sinta, decepcionado, os efeitos da nova orientação. E eis as suas providências imediatas: afastou do Departamento de Água e Energia Elétrica o grande construtor de usinas, dr. Luiz Orlando, suspendeu dos trabalhos o dr. Bergamini; desmantelou toda a organização das obras e não foi o pior.
Não entendemos dos manejos administrativos, mas há coisas que nos causam surpresas. Foram CONGELADOS todos os pagamentos destinados as obras da Usina e não se via mais um níquel de tostão. A situação aflita em que S. Excia. pôs à prova os empreiteiros, sub-empreiteiros e os humildes operários chegou ao auge e em conseqüência, ainda há poucos dias, correu pelo Foro desta Comarca uma Ação Judicial Trabalhista, movida pelos operários da Usina, que se achavam em greve há cerca de um mês, por não receberem os seus salários. Em resumo, as obras estão completamente paradas, notando-se um panorama desolador ao visitarmos as obras onde, por toda parte, se encontram ferramentas jogadas, máquinas e materiais enferrujando e tudo que possa traduzir o fim triste de uma iniciativa.

ILUMINAÇÃO DA CIDADE


Contamos até agora com a iluminação e instalações que Moysés Lupion inaugurou, sendo que o processo desta cidade, no que diz respeito às construções, parece até fantástico, estendendo-se em todos os rumos, com ruas repletas de edificações, destacando-se várias indústrias, cinema, casas comerciais, hotéis e as Sociedades Recreativas ‘1º de Maio’ e ’10 de Outubro’.
Daí a necessidade do prosseguimento de novas instalações. Existe, porém, ordem superior para que não se faça mais uma única instalação. E isto não se sabe porque.
Temos, assim, uma pequena parte da cidade maravilhosamente iluminada com suas aprasiveis residências, etc., e outra parte, isto é, a maior parte da cidade às escuras, porque não se  pode fazer novas instalações.
Política? Não. Não, porque?
Será isso uma desforra s. Excia. o Sr. Bento Munhoz da Rocha Neto venceu em nosso município por grande maioria de votos no pleito que o elegeu a Governador do Estado do Paraná.
Queremos e necessitamos o prosseguimento das obras, fator preponderante e primordial do bem estar social e do desenvolvimento econômico e industrial  de uma região riquíssima do Noroeste do Paraná.
A energia elétrica que será irradiada pela Usina do Salto São João irá beneficiar, como disse o Governador Lupion, Campo Mourão, Araruna, Peabiru, Engenheiro Beltrão, Ivailândia, Floriano, Marialva, Mandaguari, Jandaia, Cambira, Pirapó e Apucarana.
Dai o valor da iniciativa e a soma enorme de responsabilidades que atribuímos saber ao atual Governador, pela paralização dos trabalhos de construção da Usina.
O Paraná, que está em sua fase máxima de progresso, até hoje clama em alta voz aos seus filhos para que o ajudem em sua ascenção, quando não seja com o sacrifício de cada um, ao menos com um pouco de PATRIOTISMO.
É absurdo e chocante o que se vê em Campo Mourão no que diz respeito a administração pública, o que faz crer que o Governo, premedetidamente,  procura entravar ou brecar o vertiginoso progresso desta terra, paralizando as obras desta usina, suspendendo as construções do Grupo Escolar e da Cadeia Pública; do Posto de Monta e a Escola de Trabalhadores Rurais não se tem mais noticias. A ponte sobre o Rio Ivaí e muitas obras imprescindíveis e urgentes, são hoje assunto liquidado.
A este apelo humano e justo que parte de Campo Mourão, sem dúvida, associar-se-ão as demais comunidades ameaçadas de serem preteridas de receber o ’MILAGRE’, como bem se poderia interpretar, as realizações da FORÇA E LUZ abundante. Este nosso modesto, real e verídico comentário tem por objetivo expor à análise com fatos, tal como na realidade eles se nos apresentam.                                                               
                                                         Ass. Francisco Albuquerque  


Adalbrair: "eu vi Campo Mourão Crescer!"


Moço, minha vida é um conto de fadas. Dá pra escrever um livro e fazer um filme. Sou uma Cinderela do Campo mais lindo do mundo, sem sapatinhos de cristal, mas criada com muito amor e coragem. Sempre fiz meus vestidos, desde mocinha. Eu fazia de tudo em nossa casa, mas detestava tirar água do poço e lavar roupas. Uma porque o poço era muito fundo e outra porque a poeira encardia demais qualquer pano ou tecido. Era muita mão de obra pra mim. Mas veja como o tempo é engraçado: não gostava de tirar água e hoje sou uma mergulhadora profissional além de costureira da alta (sociedade), conta Adalbrair. 

Foto - Barrinha é onde nasci, em Pitanga, antes de mudar a Campo Mourão. Nossa casa era onde está a antiga e a moderna Igreja Ucraína

1933 – Nasci dia 11 de novembro, na localidade conhecida por Barrinha, Distrito de Pitanga, Município de Guarapuava-PR. Foi bem ali, num rancho de chão batido, onde hoje está a magnífica igreja dos ucranianos, em Pitanga”, aponta o local.

Foto - Casa dos Albuquerque na Barrinha e a vaca Curruíra. Os gansos agiam igual cachorros, cuidavam da casa.

No chifre da vaca - Da sua infância na Barrinha, lembra da vaca Curruíra, e conta que, com dois anos de idade brincava no terreiro. “Eu vestia uma camisolinha feita por mamãe e quando eu estava subindo nos cepos (escada) e ia entrar no rancho, a Corruíra veio por trás, me deu uma chifrada de raspão e eu enrosquei no chifre dela, pela roupa. Ela corria pelo pasto e eu pendurada. Papai ficou com receio de laçar e a argola me matar. Mas a vaca parou. Foi no cocho e eu sai do chifre dela sozinha. Viu que sorte!?”... rindo.

1935 – O cartorário Laurindo Borges ia a cavalo, de Guarapuava à Palmeirinha, fazer registros e casamentos. Só num dia ele registrou cinco filhos do casal Albuquerque. “Foi numa tacada só, mas meu nome saiu errado e só em 1970 é que consegui corrigir” explica Adalbrair. “Éramos em 14 irmãos e irmãs: Cacilda (Zizinha), Airton (Tito), Newton, Eunice (Nice), Moacir, Adalbrair (Dalbra), Hamilton, Dalmo, Joel, Everaldo, Adélia, Edson, Rosemari (Rose) e Mara Regina. O Newton foi vereador da Primeira Legislatura, Joel é advogado, a Rose dava aulas de violão na Casa da Cultura, e a Nice faz ótimo pó de café e  delicioso pão caseiro pra vender” conta.

1936 – A viagem, de Palmeirinha até Campos do Mourão foi uma epopeia. “Eu tinha três aninhos. Alguns vieram a cavalo. As traias, papai, mamãe e nós crianças, desajeitados, numa carroçona.” Até a vaca Curruíra veio junto. “Brava que só ela, mas dava um leitinho gostoso!! brinca Adalbrair.

Caminhos - Um mapa do Paraná (1936) traz a legenda “estrada não carroçável’ na região de Pitanga/Campos do Mourão. “Cortamos um picadão estreito pela mata fechadiiinha, atravessamos rios sem pontes, por dentro da água. A gente viajava lentamente, a passo dos cavalos, o dia inteirinho e à noite parávamos pra descansar. Ouvia-se o griteiro das aves, dos bichos e os urros das onças, ao entardecer e ao amanhecer. Nossa comida era farinha de biju (milho), rapadura... essas coisas! Banho e água a gente tomava nas minas e nos rios, a vontade." narra em detalhes.

Foto - Nosso primeiro rancho em Campo Mourão era engraçado

Demora - “Levamos uma semana até chegar no Campo e fomos morar num ranchão engraçado, ali na Laje Grande, onde tem a Bica, perto do Rio do Campo. A cobertura do rancho chegava quase no chão, bem descaída. Tinha um enorme pé de lima atrás. Eu nunca tinha visto aquelas frutas verde-amarelas e nem chupado lima”, descreve o local.
No dia seguinte as crianças foram explorar e conhecer as redondezas, a pé. Atravessaram um tronco de árvore (pinguela) sobre as águas do Rio do Campo. Viram uma casa e chegaram. “Uma senhora veio ao nosso encontro. Fez um monte de perguntas e nós quietinhos. Aí ela deu uma penquinha de baninha-maçã pra gente comer,” explica a primeira ‘visita’ da família em Campo Mourão.
Essa senhora era dona Emiliana, esposa do polonês Teodoro Metchko, construtor e dono da primeira serraria de toras de árvores e do primeiro cinema (Cine Mourão). "A serraria era movida a roda d’água, que vinha de uma represinha que ele fez no rio, bem ali perto da biquinha, próxima de onde moramos”,  localiza.
O local depois foi comprado pelo ‘italiano’ João Baptista Perdoncine, e resiste ao tempo. Está ali, no mesmo lugar. Entre a serraria e a laje tinha mata fechada. Da laje íamos pra casa, alguns metros à frente", orienta.

Foto - Segunda residência dos Albuquerque em Campo Mourão em frente ao Armazém da Laje

De Tudo - “No mesmo terreno do ranchão tinha uma venda (casa de comércio) do seu Léo Guimarães que, logo, papai comprou de porteira fechada" (risos). “A primeira residência boa – não rancho – foi construída pelo papai com armazém ao lado, no centro da cidade que nascia. Mamãe transformou nossa casa e o sótão em moradia, casa de comércio e pensão, tudo junto. Muita gente chegada recentemente, comia e dormia de graça em nossa casa. Até as roupas daquela homarada mamãe lavava. Era hábito de papai e mamãe ajudar todas as pessoas quando chegavam, até se estabelecerem. Até terrenos e casas eles deram à algumas famílias. É que meu pai queria que a cidade crescesse logo” comenta orgulhosa dessas ações.

Quem foram? - Dentre os muitos pensionistas, Adalbrair lembra alguns nomes: “Me recordo de Miguel Custódio, Almira e o marido José Teodoro Custódio – pais do seu Joaquim, Antonio e Alfeu – que abriram a Campina dos Teodoro (Barreiro das Frutas). Lembro do Inspetor de Terra, Júlio Réger (inspetor da Colônia Mourão), do francês Jorge Jorth (que abriu o Campo Bandeira); o bioquímico alemão Carlos Boening e do guarda florestal Cláudio Sliveira Pinto. Depois vieram os irmãos Jucelino, Geremias e Expedito Cilião de Araújo (que casou com a Eunice Albuquerque) e mais o Francisco Cilião que casou com a Cidália Guimarães. Tinha ainda, o sargento Teodoro. Esse bebia demais e dormia no sótão. Uma noite ele errou a porta, saiu pela janela, caiu no terreiro, bateu a cabeça e morreu,” lamenta Adalbrair. Outro que se hospedava ali era seu Argemiro. “Ele aparecia vez ou outra. Foi o primeiro motorista do Estado que dirigiu um pé-de-bode (Ford-29) de Curitiba até Campo Mourão. O doutor Dalbos, primeiro médico em Campo Mourão, veio, se hospedou ali na pensão e depois se instalou em uma casa nossa. Ele medicava e a mulher (Aymé) dava aulas”, observa.

1940- Antes, as poucas crianças estudavam com o seu João Schnrener em uma chácara (região do Country Clube). "Era bem longe da nossa casa da Laje. O banheiro era o mato e as folhas o papel higiênico (risos). Tinha uns pés carregadinhos de mixiriquinhas lá, mas ele não deixava catar. Quem pegasse, o castigo era limpar toda a casa dele. Eu nunnca catei!!!" defende-se depressa, Adalbrair.

1942 - Começaram a desmatar e passar trator nos traçados das ruas da cidade e construíram uma casa, toda de madeira, na avenida Índio Bandeira de frente pra quadra da praça 10 de Outubro (atual Getúlio Vargas). "Ali instalaram a sub-prefeitura e uma escolinha de uma sala só e bancos compridos". Chico Albuquerque e amigos abriram uma picada desde a Laje até a rua Santos Dumont, no começo da Av Irmãos Pereira. "Por esse caminho a gente ia à escola e, por ali, o doutor Boening caçou mais de umas 120 cascáveis pra fazer remédio (soro)," conta Adalbrair.

Vida Religiosa - Até 1942 não tinha igreja, nem padre, nem cidade no Distrito de Campo do Mourão, pertencente ao município de Pitanga. As famílias moravam bem longe umas das outras. As rezas eram feitas nas datas santas. "O povo se reunia no rancho de um pioneiro escolhido... fogão de barro, à lenha; chão de terra batida e limmpinhoo." O dono da casa rezava o terço. À noite de São Gonçalo todos dançavam a Romaria. "Eram só três modas de dança rodada. Parava, ajoelhava, beijo no pé do santo e um pedido pra receber graça divina e pronto". 
A dona da casa preparava a refeição e servia as visitas. "Vinha carne moída com arroz, mingau de leite com farinha de biju, coalhada, doces caseiros, rapaduras... tudo à vontade dos presentes. As mulheres ajudavam na limpeza do rancho. Lustravam o chão de barro seco com cinza molhada e areavam as panelas e tudo, com bonecas de palha de milho e cinza." explica Adalbrair.

Santa Cruz - Antes de 1942, a cada dois anos, depois de ano em ano, vinha um padre de Guarapuava, a cavalo. Rezava missa de ação de graças pelas colheitas e pela saúde das famílias pioneiras. Batizava e fazia casamentos, tudo junto, na Festa da Santa Cruz, na primeira capelinha de sapé, sem paredes, "onde só cabia poucas pessoas, o padre e o coroinha. O povão ficava pra fora, esticando o pescoço pra ver o padre rezar. Tinha um prancha larga de pinho que servia de altar ao pé de um grande e antigo cruzeiro de cedro nativo, falquejado, sem a árvore ser arrancada e por isso estava sempre verde. Não morria de seco," revela Adalbrair. 
As mulheres que tinham um bom parto, pagavam promessas feitas à Santa Cruz. "Carregavam pedras, desde onde moravam, até o pé do cruzeiro abençoado, e as deixavam ali" conta Adalbrair, triste "porque essas festas, cerimônias e crenças foram esquecidas e se perderam, em Campo Mourão."

Espirito Santo - "A festa santa que eu entendia a mais linda (pelos coloridos) era a da Veneração do Espirito Santo. Um cavaleiro andante carregava um tipo de lança de São Jorge, toda enfeitada e parava as pessoas nas estradinhas  e elas beijavam as fitas multicoloridas da Lança Divina. Davam beijos a fim de pagar promessas," diz Adalbrair com brilho de fé nos olhos.

1948 - Quando completou 15 anos ganhou a primeira bicicleta vista em Campo Mourão. "Era de moça. Não tinha aquele cano no meio, mas tinha uma redinha cor e rosa que cobria a metade da da roda traseira. Assim meu vestido não


Adalbrair na política de Campo Mourão

Foto - Bosque das Copaíbas

Francisco Albuquerque (Tio Chico) era chefe político do Partido Social Democrático (PSD) e amigo de confiança de Moyses Wille Lupion. 
O governador (Lupion) cansou de ir lá no Campo e muitos políticos influentes, também. Nessas visitas a nossa casa ficava lotada. As recepções e as festas era eu que tomava a frente e todos ajudavam a preparar as mesas. Fizemos muita política e conseguimos muitas obras e ações boas a Campo Mourão, meu pai e eu. As principais delas foram: a independência de Campo Mourão, a instalação de energia e luz elétrica, além do Posto de Higiene e Saúde na cidade." conta com satisfação

19/12/2017

CAMPO MOURÃO NA HISTÓRIA DO BRASIL

 
É antiquíssima a história geográfica de Campo Mourão.

Tanto é assim que se confunde com a do Brasil, pois, sua área de 766.4 km2, está encravada ao sul do imenso território nacional, mais precisamente no centro-oeste do estado do Paraná. 
O traçado urbano e rural está desenhado sobre região quase plana, com suaves declives que se debruçam diretamente aos dois mananciais, coletores das precipitações pluviais, que a circundam, ricos em afluentes em forma de vertentes de água natural, empobrecidas e contaminadas pelo assoreamento  por falta de proteções naturais dos capins e das matas ciliares, além da irracional devastação do meio ambiente praticada por humanos, em seu entorno. 

O magnífico espigão sobre o qual se fixa o quadro urbano, tem na linha reta da sua principal avenida (Capitão Índio Bandeira) o ponto mais alto e está localizado no terceiro planalto paranaense a 24º02'38'' de Latitude Sul e 52º22'40'' de Longitude Oeste do Meridiano de Greenwich, a uma altitude média de 630 metros acima do nível do Oceano Atlântico, com características, de solo e vegetação, únicas no planeta Terra, entre as férteis várzeas do Rio do Campo (fornecedor de água e coletor de esgoto da Sanepar) e do Ribeirão 119. Ambos deságuam no Rio Mourão (Rio da Várzea), tributário do Rio Ivaí que, por sua calha despeja sua água volumosa no caudaloso Rio Paraná que deságua na Bcia do Prata e alimenta a captação do Oceano Atlântico.

O terreno primitivo, elevado e imune a enchentes, está sobreposto a um rico solo basáltico coberto por gramíneas e capins típicos, entremeados a uma vegetação de centenas de espécies que se destacam em um imenso cerrado, único no planeta, entremeado de arbustos, árvores e palmáceas de pequeno porte, resistentes ao calor, a maioria retorcida, de grossas cascas, delicadas folhas e flores em diferentes frutíferas, que abrigam rica flora e fauna, infelizmente quase totalmente extintas pela urbanização expandida, sem a preocupação em se preservar parques municipais, com reflorestamento e e manutenção do verde que ainda teima em existir em Campo Mourão.

 
Campo Mourão está todo sobre o Aquífero Guarani

Abaixo do subsolo e da imensa laje basáltica, a cerca de mil metros de profundidade média, encontra-se água pura e cristalina no imenso Aquífero Guarani ou Mar de Botucatu, desde Minas Gerais ao norte do Uruguai e partes subsolares do Paraguai, Argentina e região cisplatina. Os lençóis freáticos são encontrados a uma profundidade média de 20 a 30 metros. medidas que facilitam as perfurações de poços artesianos.

O território central de Campo Mourão, em seu todo, forma um cerrado emaranhado de campos e pequenos bosques onde predominam árvores de Copaíba, Angico do Campo, Cereja Campestre, Ipê Amarelo, Gabirova, Pitanga, Piqui, Barbatimão, Casca de Anta, Ariticum, Capota, Uvaia e etc. Este raro ecossistema, localizado no Centro Oeste do Paraná, era cercado por três tipos de florestas bem distintas: a de Araucárias (pinheirais, imbuias, erva-mate e outras madeiras nobres de clima frio) desde a divisa do Paraná com Santa Catarina até a margem direita do Rio do Campo; a Tropical (clima temperado) desde o sul de São Paulo até a margem direita do Rio do Campo e a do Arenito do Caiuá (madeiras nobres e palmiteiros) desde o sul de Mato Grosso até a margem esquerda do Ribeirão 119. Esta última destacava-se pela enorme quantidade de perobas branca e rosa, canjarana, pau-marfim, cedro, óleo pardo e abundantes florestas de palmitos, em solo arenoso de clima úmido e quente elevado, com tendência desértica e sujeito a profundas erosões onde não mais existe vegetação e despreocupação ao reflorestamento.


Em Abril de 1500, quando o explorador português, Pedro Álvares Cabral, ancorou ao largo de Porto Seguro, ao sul da Bahia, com 10 caravelas, retornou com todas elas carregadas de Pau Brasil e várias especiarias extraídas da Mata Atlântica a beira mar. povoada por nativos  facilmente conquistados com bugigangas e quinquilharias que lhes foram oferecidas, e habitado por centenas de milhares de aves e animais nunca vistos pelos europeus.

Antes de Cabral iniciar a extração da riqueza do Pau Brasil, cobiçada pela tecelagem chinesa,  já se tinha notícias de outras frotas de embarcações de grande porte, chegadas ao continente sul-americano, dentre elas a do navegador italiano Cristóvão Colombo, em 1492, que ancorou nas Antilhas da América Central, e a de João Dias de Solis, navegador espanhol, em 1516, que cruzou toda a costa brasileira rumo a Bacia do Rio da Prata a fim de estabelecer um porto destinado à segurança das naus espanholas em Assunção. Quase no final da viagem traçada, resolveu fundear sua nau e visitar tribos de índios Carios (Carijós) que avistou em terra firme do continente desconhecido. Logo  ao desembarcar na praia, Solis e todos os marujos que o acompanhavam, foram atacados e rapidamente mortos pelos nativos.

Os 11 marinheiros que ficaram a bordo do navio assistiram o massacre e, apavorados, embarcaram em um único escaler (pequeno bote) restante e remaram, desesperadamente, de volta em direção a Ilha de Santa Catarina, sobre mar revolto, borrascas e ventos cortantes. Quase próximo ao território catarinense o bote virou devido ao impacto das violentas ondas, mas os marinheiros, com muito esforço, conseguiram chegar a praia, a nado, em local também habitado por índios, porém de índole pacífica, que os acolheram e abrigaram. Este trecho de areia firme ficou conhecido como Praia dos Naufragados, no litoral catarinense.

Dentre os tripulantes espanhóis havia um marinheiro português de nome Aleixo Garcia, que depois casou com uma nativa e teve um filho de nome Diogo Garcia. Havia também um negro (José Pacheco) e nove espanhóis.
Nas reuniões da tribo, Aleixo Garcia e seus companheiros, ouviam os nativos contar histórias sobre as reluzentes montanhas do Sol e da Lua que resplandeciam ao sol e ao luar, nos distantes sertões, continente a dentro, e que podiam ser atingidas depois de longa caminhada pela trilha primitiva do “Pê abê i u” (caminho antigo de ir e vir). Aleixo Garcia, o mais arrojado dos náufragos, ficou convencido que as ditas montanhas eram de ouro (sol) e de prata (lua). Nas mesmas narrativas ouviu falar do Império Ínca ou Império do Sol, onde utensílios e adornos abundantes eram de ouro, estanho e prata (até então os povos sul-americanos desconheciam o ferro).

Em 1523, Garcia convidou seus companheiros a fazer parte desta cega aventura, mas apenas dois toparam. Justamente o negro e um espanhol. A pedido de Garcia, a tribo formou um exército com cerca de 2 mil flecheiros dos temidos carijós e com eles foram sua mulher e seu filho, cientes dos perigos, dificuldades e tribos hostis que iriam confrontar ao longo do estreito caminho de aproximadamente 5 mil quilômetros de extensão, a pé. Munidos de armas e alimentos primitivos e naturais, seguiram Pêabeiu afora e continente adentro a partir da Praia dos Naufragados, ao longo do rio Itapocu. Na divisa de Santa Catarina/Paraná atravessaram os rios Santo Antonio e Iguaçu. Em 1524 atingiram a região dos Campos; atravessaram a extensão do Cerrado onde está Campo Mourão. Cruzaram o Rio Paraná e estabeleceram a Vila de Nuestra Senhora de Assumpcion, onde construíram abrigos e plantaram roças de subsistência. Uns poucos ficaram enquanto o grosso da expedição de Garcia seguiu em frente. Também permaneceram ali, a mulher e o filho de Garcia. Em 1525 avistaram terras povoadas nas proximidades de Cuzco (capital do Império Inca). Fizeram rápidos contatos, nas cercanias, com alguns moradores e trocaram presentes. Conseguiram, assim, 25 quilos de peças artesanais em ouro puro. Foram avisados que soldados incas foram alertados da presença de invasores brancos e de índios desconhecidos, e que vinham em seu encalço. Então, Garcia deu ordem de retirada e a tropa regressou pelo mesmo caminho. Mas, na volta, próximo de Assunção (Vila São Pedro/Garcia Coé), na travessia do Rio Monday, foi atacado por índios Paiaguás que, praticamente, exterminaram o exército Carijó e ali, entre os mortos, tombou Aleixo Garcia. Seus dois amigos marujos e algumas dezenas de índios aliados conseguiram escapar do massacre, com parte do ouro. Retornaram à Santa Catarina e a notícia do Império do Sol espalhou-se rapidamente entre espanhóis e portugueses e daí em diante formaram-se muitas caravanas, registrando-se intensos avanços em busca do ouro e da prata que mais tarde foi encontrada em Potossi (Bolívia), a 150 km de onde passou a caravana de Garcia.

Registre-se, a bem da verdade e da historia que, desta forma, Aleixo Garcia foi o primeiro comandante branco a cruzar pela região de Campo Mourão (1524) e a descobrir a nação Inca (1525), no terminal do caminho e trilhas do milenar Peabeiu.

Em 1541, o comandante militar espanhol, Alvar Nuñes Cabeza de Vacca, foi designado ‘adelantado’ militar de Assunção e da Província Del Guairá (hoje oeste do Estado do Paraná que tinha como ponto central a região conhecida como Campos (Campo Mourão) onde situava-se o grosso da nação Guarani, com mais de 250 mil nativos entre os rios Ivaí e Piquiri. Cabeza de Vacca e seu pequeno exército de 230 arcabuzeiros (atiradores)) e cerca de 20 cavalos foi o segundo comandante branco a passar pela região de Campo Mourão. Guiado pelos índios seguiu, praticamente, a mesma trilha do Pêabeiu até então, 'descoberta' e utilizada pela comitiva de Aleixo Garcia. Cabeza de Vacca apenas derivou sua rota a Oeste e deparou-se com as belezas das Cataratas do Iguaçu e dali atravessou o Rio Paraná, de onde alcançou Assunción - Paraguai.

O domínio espanhol na região terminou a partir de 1630 com invasão e ataque intermitente de bandeirantes paulistas às missões jesuítas, na caçada de índios para trabalho escravo e busca de riquezas fáceis.
No desespero de salvar os nativos catecúmenos, que sobreviveram aos primeiros massacres nas missões da Província Del Guairá, os jesuítas castelhanos encabeçaram uma dramática fuga, de cerca de 12 mil índios do Paraná, em 1631, conduzidos além das barrancas do Rio Paraná, por cerca de 1500 km a pé, que se refugiaram nas cercanias das Cataratas do Iguaçu, em vasta terra paraguaia e Argentina, onde começaram tudo de novo, inclusive denominando as novas reduções, com nomes das destruídas em terra brasileira, principalmente das próximas a Campo Mourão.



Campo Mourão pela sua posição estratégica 
é sede da Microregião 12 e sede da Comcam
Nota
(Assista essa invasão bandeirante no excelente filme: “Missão”, com Roberto Del Niro).

Wille Bathke Junior - Campo Mourão, PR, 11 de Janeiro de 2015

Morre Joel de Campo Mourão

 
Lígia e Joel Albuquerque

Joel d’Aparecida Albuquerque, faleceu hoje 27/06/2017, terça-feira, aos 79 anos. Filho de Anita e Francisco Ferreira Albuquerque, líderes no processo de emancipação de Campo Mourão, em 1947. 
Ele estava internado na Santa Casa, com pneumonia.

Em 1982 foi candidato a prefeito pelo PDS, numa eleição marcada pela presença do presidente militar da República, João Batista Figueireido, num comício no centro da cidade. O velório acontece no Prever e o enterro será às 16h30 desta quarta-feira, no Cemitério Municipal.

Joel foi um dos fundadores do jornal Tribuna, em 1968, e o primeiro mourãoense a se formar em Direito. Além de advogado, foi jogador de futebol profissional, e tinha o dom para a música. Segundo amigos, tocava vários tipos de instrumentos. Também se aventurou na política, sendo candidato a prefeito nas eleições de 1982, mas não saiu vencedor. Ele morava no jardim Albuquerque, de sua propriedade, e era casado com Ligia Albuquerque. 

Angariou o carinho e amizade dos engenheiros agrônomos de Campo Mourão porque facilitou a venda do terreno onde hoje é a sede da associação de classe. O corpo foi velado na Capela do Prever e o sepultamento deu-se às 16h30 desta quarta-feira, no Cemitério Municipal São Judas Tadeu de Campo Mourão - PR.


24/11/2017

Casimiro Biaico primeiro funcionário de Campo Mourão

 Casimiro Biaico nasceu em 15 de junho de 1917 em Prudentopólis (PR). Filho de Gregório e Leonor Biaico. 

Mudou-se para Campo Mourão a convite do prefeito Pedro Viriato de Souza Filho para organizar o Município quando da sua instalação em 1947.
Além de assessorar o Poder Executivo no cargo de Tesoureiro Municipal, Biaico também foi secretário e registrou as atas das primeiras sessões e redigia todos os expedientes do Poder Legislativo durante a primeira legislatura.

Devido às dificuldades financeiras do Município nos seus primeiros anos de emancipação, Biaico deixou o cargo com um saldo a seu favor no valor de Cr$ 94.415,00 (noventa e quatro mil, quatrocentos e quinze cruzeiros), equivalente a R$ 44.933,36, atualizado pelo IGP/DI da Fundação Getúlio Vargas em outubro de 2005, abrindo mão de suas economias a fim de atender despesas urgentes e inadiáveis, por serviços prestados ao Município. 

O saldo deixado por Biaico justificava-se "...no intuito de resguardar o bom nome dessa Prefeitura e no interesse  de atender aos seus credores, cujos créditos estavam representados em vencimentos e serviços prestados por pessoas, cujo recebimento se fazia urgente em face de serem necessitados, não mediu sacrifícios para atender com seu próprio dinheiro tais compromissos".

Deixou as funções administrativas em 4 de dezembro de 1951, quando do término do mandato do prefeito Joaquim Teodoro de Oliveira. Chegou a requerer a devolução dos valores por ele colocados na Prefeitura em 18 de agosto de 1952, porém, em 3 de novembro de 1956, foi-lhe negado o seu direito à restituição.

Era casado com Eloina Silvério, conhecida popularmente como "Dona Lula".
Foi membro do Grêmio Esportivo Operário e vigoroso beque (zagueiro) do time de futebol. Formava a dupla de ‘beques’ com o não menos raçudo Avelino Piacentini.

Biaico construiu a primeira residência de alvenaria em Campo Mourão, localizada na .Rua São Paulo em frente às antigas instalações do Banestado, onde morou. Faleceu com 76 anos, em 1993, e está sepultado em Campo Mourão - PR.

13/11/2017

Dr Claudino homenageado em Campo Mourão

 
Francisquinha e Joca Claudino

Francisco Fernandes Claudino (Rildo), herdou o nome de sua mãe. Nasceu em Cajazeiras PB, dia 26 de maio de 1938.  Filho de Joca e Francisca Fernandes Claudino. Joca e Francisquinha tiveram 17 filhos: Antonio, Nicéa, Socorro, Lindalva, Valdecy, João, Valderi, Mônica, Raimunda Nonato, Lourdes, Lizeri, Francisco (Rildo), Iuná, Nairton, Ideth, Neudson e Iolani.


Dr. Claudino foi diplomado em Medicina, em 1963, pela Faculdade da Paraíba. Especializou-se em Cirurgia Geral na Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia e, em Ortopedia-Traumatologia, na Universidade de São Paulo, com especialização médica no Hospital das Clínicas. Dr. Claudino é agregado permanente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e membro da Sociedade Brasileira do Trauma, e da Sociedade Latino Americana de Ortopedia e Traumatologia.

Casou com a professora por vocação e administradora por opção, Lilian Achoa Claudino, a qual foi eleita a Empreendedora Destaque de 2016 a nível regional e reconhecida estadualmente, oportunidade em que foi alvo de várias homenagens, inclusive em Cascavel - PR. Desta união nasceram: Denise (psiquiatra), Pérsio (hemodinamicista e especialista em neuroradiologia vascular) e Cláudia (hotelaria).

Francisco Claudino, com sua esposa Lílian Achoa, chegou a Campo Mourão em janeiro de 1967. É o primeiro ortopedista da região. Iniciou atendimentos e trabalhos clínicos numa modesta casa na rua São Paulo (em frente da Sicoob).


Em 1975 ingressou - por concurso público - no Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social – INAMPS, classificado, por méritos, em segundo lugar. No mesmo ano iniciou atividade no antigo Pronto Socorro, atual e moderna Central Hospitalar - Center Clínicas, na avenida Manoel Mendes de Camargo, entre as esquinas das ruas Roberto Brzezinski e Devete de Paula Xavier propriedade, em regime familiar, administrada pela sua dinâmica esposa Lílian Achoa Claudino, apoiada por cerca de 90 funcionários que ela chama, carinhosamente, de “meus parceiros”. “Quando chegamos, era tudo difícil por aqui. A cidade evoluía e nós nos esforçamos para acompanharmos esse progresso, com muita luta. Enquanto meu marido cuidava dos pacientes, eu me dediquei aos ensinamentos às crianças, em escolas distantes do centro, mas com muita abnegação”, orgulha-se dona Lílian.

O mais recente e importante investimento da empresa hospitalar, segundo Dr. Claudino, “são ampliações da área física e incorporação dos modernos equipamentos de serviços de hemodinâmica cardiovascular, sistema pioneiro em nossa cidade e atendemos  todo Centro Oeste e Noroeste do Paraná, no novo Centro Cirúrgico para Cirurgia Cardíaca e Transplante de Órgãos, anexo à Central Hospitalar do Pronto Socorro", explicou a importante conquista regional. 

Ao completar 50 anos de residência e profícuas atividades em Campo Mourão, recebeu o honroso título de Cidadão Benemérito, em belíssima cerimônia que contou com mais de uma centena de convivas, autoridades e parentes do Piauí.
A sessão solene da Câmara de Vereadores, iniciada às 20hs, dia 8 de setembro de 2017, destinada especificamente à entrega do diploma a Francisco Fernandes Claudino, em agradável jantar, foi realizada nas dependências do Recanto do Criador, anexo ao Parque de Exposições de Campo Mourão.


 
Dr. Claudino recebe do presidente da Câmara, Edson Battilani
O título de Cidadão Benemérito de Campo Mourão 

Dentre os presentes, o senador Elmano Ferrer (Piauí), suplente de senador e irmão do homenageado; João Claudino (Piauí) e do ex-senador João Vicente Claudino (sobrinho do Dr. Claudino).
Coube aos vereadores Olivino Custódio de Oliveira e Miguel Batista Ribeiro conduzir Francisco Fernandes Claudino até a mesa principal. Após a execução do Hino Nacional e da leitura de um trecho bíblico, o Poder Legislativo Municipal prestou homenagens às autoridades vindas do Piauí. 


 
Luiz Carlos Kehl autor da homenagem, 
Dr. Claudino e o prefeito Tauillo Tezelli.

Na condição de autor do projeto de resolução que concedeu a honraria, o ex-vereador Luiz Carlos Kehl destacou a atuação do novo Cidadão Benemérito Mourãoense ao ressaltar “a sua dedicação e empreendedorismo em benefício da saúde do nosso povo”. 

O prefeito Tauillo Tezelli enfatizou que o homenageado radicou-se na cidade com cerca de 30 anos de idade e praticamente dedicou toda a sua vida a Campo Mourão. Também acentuou que enquanto muitos hospitais fecham portas, Dr. Claudino continua a ampliar o seu, sempre prestando relevantes serviços a toda a comunidade e finalizou: os mourãoenses e região têm muito a agradecer ao homenageado.
As autoridades e parentes do Piauí, em suas oratórias, disseram, com ênfase, da inusitada satisfação de participar da cerimônia. Revelaram-se surpresos com a grandeza de Campo Mourão e enalteceram Francisco Claudino e se referiam a ele como Dr. Rildo (apelido de infância), pela dedicação a medicina. Já o vereador professor Cícero Pereira de Souza prestou homenagem ao novo Cidadão Benemérito de Campo Mourão e aos visitantes, com declamação de um oportuno cordel nordestino.

Após receber o diploma de Cidadão Benemérito de Campo Mourão, das mãos do ex-vereador Luiz Carlos Kehl e do prefeito Tauillo Tezelli, Francisco Fernandes Claudino falou da sua vinda a Campo Mourão, das dificuldades enfrentadas nessas cinco décadas de atuação e a luta pela implantação da Central Hospitalar. Também agradeceu a honraria municipal e o grande apoio recebido dos profissionais de saúde. Destacou o trabalho dos funcionários, em especial o incentivo da família, “que sempre me auxiliou e é solidária comigo”.


 
Esposa e companheira, Lilian Achoa Claudino
 coordenou o evento com maestria


A histórica sessão solene foi conduzida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Campo Mourão, Edson Battilani, com a presença de 12 dos 13 edis e encerrada com o cantar do belíssimo Hino de Campo Mourão, que reproduzimos aqui.







Francisco Fernandes Claudino
 Comentários  no Facebook 

Alice Semtchuk Parabéns, título merecido.

Leila FortiniParabéns!!!

Antonio Cotrim - Campo Mourão é uma cidade constituída por um povo reconhecido e grato a todos aqueles que de alguma forma ou outra contribuíram com a cidade. Dr Claudino é um exemplo.

Drica Silva - Parabéns bens, merecido mesmo. Se não fosse ele, na maioria das vezes muitos estavam perdidos

Fatima Albuquerque de Araujo - Parabéns ao Dr. Claudino e família. Homenagem muito justa.

Gilmar da Frical - Parabéns

Mari Prado Merecido!

Dora Tonolo - Mais que merecido. Sempre que precisei era ele que estava pronto a ajudar . Parabéns Dr . Claudino ! Que Deus o abençoe sempre.

Joani TeixeiraParabéns e vamos em frente. Outras homenagens  virão.

Brisa Brisola - Eu sempre fui bem atendida por ele quando precisei.
Embora não more mais ai, penso que ele fez sempre por merecer ser homenageado.

Adalgisa Terezinha OliveiraParabéns Dr. Claudino , excelente profissional, muito competente e muito educado!

Neiriah Quennehen - Só tenho a agradecer cuidou do meu pai! Cuidou da minha vovó e cuidou da minha mãe quando ela foi atropelada recentemente em CAMPO MOURAO!
SÓ TENHO QUE AGRADECER DR. FRANCISCO FERNANDES CLAUDINO!

Tânia Maria Ferraz Quintino - Admiro demais Dr Claudino. Parabéns. Muito mais que merecido este título a ele concedido.

Emerson Abel Garcia Dr Claudino. Respeito e admiração por esta pessoa.

Adoniran Antunes de Oliveira Ele é merecedor.

Mario Feldmann Você Merece. Parabéns.

Mario Telmo Ferri Alessi Sempre batalhou pela Saúde em Campo Mourão

Joani Teixeira Homenagem merecida, parabéns e vamos para a próxima no Piaui, sua terra natal.

Paulo Santana Mais do que merecido, esta homenagem, DR CLAUDINO,

Jorge Gomes Parabéns

Brisa Brisola Parabéns Dr Claudino, brm merecido.das vezes q precisei o sr. me foi bom e profissional. .

Vanda Silva Parabéns doutor Deus te abençoe sempre

Denise Brzezinski Muito orgulho desta família !parabéns

Patricia Deitos Merecidissima!!!!

Onice Schlott Muito merecido....Parabéns Doutor. 


 
Pioneiro da Ortopedia em Campo Mourão

 
1989 - Dr Francisco Claudino com seus pais e irmandade 
quando o patriarca Joca Claudino comemorou 90 anos.
Dr Claudino é o segundo à esquerda do seu pai.
de perfil, camisa e tênis brancos.

 
O menino Rildo, de Cajazeiras - PB
é o Dr Francisco Fernandes Claudino, de Campo Mourão - PR