11/06/2017

A Fonte do Peaberu Existe

   

Onde? - Localizadas entre a Vila Pirajussara e o bairro do Butantã, a cerca de 30 km do centro da capital paulista, na região do Morro do Querosene (Mata Atlântica), num parque com a extensão de, aproximadamente, 40.000 metros, encontramos três nascentes de água pura e cristalina, uma delas conhecida por Fonte do Peaberu, na cabeceira do Rio Pirajussara Mirim, derradeiro afluente do Rio Pajuçara, que deságua no Rio Pinheiros. A área tem grande declive desde a baixa Corifeu, quase ao nível do Rio Pinheiros, até o alto do Morro do Querosene, por onde observamos muros antigos de pedras sobrepostas sem aplicação de argamassa.

Parada - A Fonte do Peaberu era um ponto de convergência de várias trilhas primitivas abertas pelos nativos pré-cabralinos. Estas trilhas eram parte da enorme malha de caminhos conhecida por Peaberu, que iam e vinham em direções de Mato Grosso, Paraná, São Vicente, M’Boi/Santo Amaro e Campinas. O mesmo local foi pousada de bandeirantes, parada de tropeiros e trincheira das tropas sulistas na Revolução de 32.

Curiosidade - O tipo de pedras utilizadas nos muros ali construídos, datam de uma época bem antiga, o que confirma que o Peaberu surgiu a milhares de anos. Outro detalhe, ali localizado, é o tipo de banheira de azulejos que recebe a água da Fonte do Peaberu. Revela que o local era destinado a banho, diferente da Água da Bica, fonte a cerca de 300 metros uma da outra. Esta fonte, até por volta de 1970, servia para matar a sede dos viajantes e moradores da região.

Cultura e Lazer  O Morro do Querosene é lugar onde acontecem inúmeras importantes manifestações culturais brasileiras (capoeira, bumba-meu-boi, samba-de-roda, tambor-de-crioula, grafites, poesia, música, cinema, teatro, escultura, pintura, bordados, jardinagem, culinária)

Abandono - Acima da Fonte do Peaberu vemos muito lixo e esgoto de vizinhos à Chácara que há muito tempo vem sendo jogado sobre o terreno. Por este descaso esperava-se que a água estivesse contaminada. Mas o terreno é rochoso (Butantã na língua tupi significa terra dura) e  a água que brota na Fonte do Peaberu vem do fundo da Terra. Não é água de origem pluvial (mesmo em épocas de seca, brota com a mesma vazão) e a rocha a protege da contaminação do lixo e do esgoto ali jogado.

 
Pedras milenares na Fonte do Peaberu - SP

Água Pura - Quem já provou desta água, afirma que ela é fresca e rica em minerais. É água de excelente qualidade que bem poderia merecer atenção especial, a quem de direito, pelo seu alto valor natural e histórico.

 

Vale a pena visitar e conhecer!


09/06/2017

Pitanga Massacrada por Indios


Consta que, em 1844, Antonio Manoel de Abreu e sua esposa Rita Maria de Cássia Abreu foi o primeiro casal que esteve no sertão de Pitanga – PR ainda povoado de índios hostis da tribo Coroados, um ramo da nação Guarani que tinha sua maior concentração na vasta região dos Campos de Coaracyberá (Campo Mourão).
 
PITANGA - PR - ONTEM

Em 1844, dia 29 de dezembro, foi lavrada escritura na Comarca de Guarapuava, onde consta que Antonio Manoel Caetano disse que "alienou uma pequena parte de matos, ranchos e suas benfeitorias, no lugar denominado Córrego da Imbuia".

Em 1853, dia 25 de maio, o mesmo Antonio Manuel Caetano teria vendido o imóvel a Carlos José de Oliveira.

Em 1897, Antonio Leonel Ferreira, José Martins de Oliveira e  João Luis Pereira (primo de Jozé Luiz Pereira) construíram a primeira cabana às margens do Rio Pitanga batizado, anos depois, como Rio Batista.

Em 1903  Chegaram José Paula Freitas, Manuel Martimiano de Freitas, Euclides Ribeiro de Almeida, Joaquim José Buquera, Joaquim Aires de Araújo Jacques, Francisco Ribeiro Martins, Marcelino José de Carvalho, Veríssimo Maximiliano Machado e José Amaral dos Santos, que acamparam em larga faixa de terra devoluta entre a serra do Rio Marrequinha e a barra do Rio Ivaí, até a barra do Salto Ubá.

Campos do Mourão  Em 16 de setembro de 1903 uma caravana de onze pessoas, a cavalo e em carros de bois, lideradas pelo sertanejo Jozé Luis Pereira, chegou aos Campos do Mourão, pelo Picadão alargado sobre o Caminho do Peaberu até a barra do Rio do Campo. A comitiva paulista, atravessou todo o cerrado de pastos nativos e se fixou na região do Santa Cruz, a margem direita do Ribeirão 119.

1922, pelo Decreto nº 418 de 15 de maio, foi reativado o Distrito Policial de Pitanga, vinculado a Delegacia de Polícia de Guarapuava.

Ataque indígena  Em 1923, Pitanga já tinha razoável comércio movimentado e várias famílias estabelecidas na promissora vila de colonos cercados por aldeias de índios, que conflitavam em constantes ameaças por verem sua terra invadida. No final de março de 1923, os nativos armados de facões, porretes, arcos e flechas começaram a atacar ferozmente as casas e tulhas - na ausência dos proprietários - e depois resolveram invadir o centro do povoado. Os moradores foram avisados e algumas famílias fugiram a cavalo e em carroções rumo a Guarapuava. Não arredaram pé, as famílias de Manoel Alves Lourenço, Fernando Malko, Ataíde Ferreira (que depois fugiu rumo a Campo Mourão), Emilio Lanzmann e Gil Vaz Camargo.

Na Capela - No mês seguinte, mais exatamente dia 05 de abril, os nativos voltaram a invadir o povoado. Saquearam as casas de comércio e, em poucas horas, já estavam embriagados, faziam altas algazarras e até dançaram dentro da Capela de SantAna.

O Massacre - Na correria e perigo de morte eminente, Manoel Lourenço, gerente comercial de Generoso Walter, viu que a única solução era fugir. Mandou sua mulher Geraldina grávida, e seis filhos menores na frente e ele foi atrás para dar proteção, mas foi alcançado pelos índios na saída do povoado e ali foi morto. Sua mulher ouviu os gritos. Voltou em seu socorro, mas foi degolada e teve o feto arrancado da barriga. Mais quatro filhos foram mortos.
Todavia, os dois menores escaparam. Emílio Lanzmann, Ataíde Ferreira e Fernando Malkom ao ouvir os gritos dos índios e das vítimas, acudiram em socorro, mas já era tarde demais. Estavam mortos. Então estes foram até o povoado, deram alguns tiros nos índios que estavam na capela, mataram os líderes, mas como os brancos eram minoria retiraram-se, e depois se separaram. Emílio foi emboscado e morto na fuga. Amarrado pelos pés a uma árvore, de cabeça pra baixo, foi degolado e castrado pelos nativos.

Dulcidio Rocha Caldeira, comerciante e delegado de polícia de  Pitanga, voltava de Curitiba, onde denunciou os ataques e trazia ordens do chefe de polícia do estado para conter os conflitos a qualquer custo. Encontrou, pelo caminho, moradores fugitivos que lhe deram péssimas notícias de muitas mortes, mas nenhum quis voltar com ele, ao povoado invadido e seriamente ameaçado.

Coelho Jr - Acompanhado então do escritor, agrimensor e sertanista *Carlos Alberto Teixeira Coelho Júnior (mais conhecido como Engenheiro Coelho Júnior) que deixou um relato do ocorrido, chegou ao local denominado Carazinho, onde pernoitaram na casa do negociante Alberto Denega. Foi aí que Dulcídio conseguiu armar vinte homens e seguiu por cerca de cinco léguas (30 km) em direção à Pitanga. No caminho encontraram o corpo de Emílio e mais adiante os da família de Manuel Lourenço e os dois filhinhos sobreviventes, Abel e Anita, escondidos atrás de uma tora de pinheiro; (segundo relatos as duas crianças ficaram escondidas dois dias atrás daquela tora sem beber e sem comer).

Debandada - Dulcídio e seus homens entraram no povoado e atacaram os índios que estavam na capela. Dali fugiram pelo Peaberu (por eles aberto) em direção aos Campos do Mourão até o sertão do Rio Ivaí. Dulcídio aumentou o seu grupo armado e garantidor da segurança da Vila, com mais de sessenta homens.

Demora - Alguns fugitivos do massacre de Pitanga chegaram a pé a Guarapuava. O primeiro foi Bernardo Bassani, que narrou as ocorrências fatídicas, mas não foi levado a serio pelas autoridades, o que atrasou o envio de auxilio. Só acreditaram quando chegaram as outras pessoas fugitivas nos carroções. Aos poucos, de tempo em tempo, os colonizadores voltaram, ainda temerosos, a Pitanga.

Loteamento  O engenheiro Coelho Jr combinou com o delegado Dulcídio Caldeira a organização da colônia pitanguense, com a demarcação dos lotes urbanos e, principalmente, os rurais, com suas linhas mestras. Em 07 de fevereiro de 1924 foi assinado decreto estadual, nº. 128, que estabeleceu limites da reserva de terra dos índios Coroados, "desde as proximidades do Salto do Ubá no Rio Ivaí, até as cabeceiras do arroio da Ariranha e daí por uma linha seca com o rumo SE 23º50 até encontrar o rio Marrequinha; por este abaixo até a confluência do rio Ivaí, descendo este até as proximidades do Salto do Ubá, onde foram iniciadas as respectivas linhas perimétricas, que consistia em uma área de 37.045ha".

Titulares - A partir do ano de 1925 começaram a ser expedidos os primeiros títulos de terra pelo Estado.
Na Serra da Pitanga, posse de Miguel Schefer e outro em 20 de maio de 1925;
335,45ha para Miguel Hulek em 5 dezembro de 1925;
541,5ha para Feliciano Antunes da Costa em 31 de março de 1927;
221,8ha para José Mendes dos Santos em 15 de dezembro de 1927; 501,98ha para Augusto Schon em 13 de fevereiro de 1928;
228,6ha para Eduardo Janinski em 31 de dezembro de 1928. 
Na Borboleta: 1.165,83ha para Albino Pedro Hey e Gustavo Inácio Hey, de 31 de agosto de 1925.

Em 1930 - O tenente Lima Figueiredo passou por Pitanga. Disse que era um povoado com cerca de umas vinte casas espalhadas assimetricamente e que a importância de Pitanga residia na quantidade formidável de erva mate nativa. Os ervais, a perder de vista, foi o principal ciclo econômico nos primórdios de Pitanga.

Paróquia - Em 15 de dezembro de 1933 foi criada a Paróquia de Pitanga sob a invocação de Sant
Ana. Padre Paulo Tschorn veio a cavalo de Guarapuava e rezou a primeira missa. O primeiro batizado foi dia 2 de maio de 1934, no oratório de Marrequinha.

Emancipação - No dia 30 de dezembro de 1943, através da lei nº 199, Pitanga foi elevada à categoria de município que abrangia o distrito de Campo Mourão, parte de Goioxim e Catanduvas. Pela mesma lei foi elevada a Comarca. A instalação do município foi dia 1º de janeiro de 1944 e a da Comarca em 19 de abril de 1944. Mas, o aniversário de Pitanga é celebrado em 28 de janeiro.

PITANGA - PR - HOJE

*Carlos Alberto Teixeira Coelho Júnior:
(Cadeira 29 da Academia Paranaense de Letras)
Filho de Júlia Monteiro Coelho e Carlos Alberto Teixeira Coelho.
É nome de rua no Jd. Flórida de Campo Mourão - PR


28/05/2017

DATA DA LEI QUE CRIOU CAMPO MOURÃO NÃO BATE

Lei 2 - 11 de Outubro de 1947

Publicado no Diário Oficial no. 205 de 1 de Novembro de 1947 

Súmula: Dispõe sôbre a divisão administrativa do Estado.
A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná
decretou e eu sanciono, com exceção das partes
vetadas, a seguinte lei:

Art. 1º. Fica mantida a atual divisão administrativa do Estado, com as alterações constantes desta lei.
Art. 2º. Ficam elevados à categoria de Municípios os Distritos de:

I. ABATIÁ, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Bandeirantes; com o Município de Santo Antônio da Platina; com o Município de Cinzas e com o Município de Laranjinha.

II. ARAIPORANGA, com a mesma denominação e os seguintes limites: com o Município de Assaí; com o Município de Congonhinhas; com o Município de Curiúva; com o Município de Tibagi e com o Município de Londrina.

III. ARAPONGAS, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Jaguapitã; com o Município de Rolândia; com o Município de Londrina; com o Município de Apucarana e com o Município Mandaguari.

IV. CAMBÉ, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Londrina; com o Município de Rolândia e com o Município de Bela Vista do Paraíso.

V. CINZAS, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Abatiá; com o Município de Santo Antonio da Platina; com o Município de Joaquim Távora; com o Município de Tomazina e com o Município de Ribeirão do Pinhal.

VI. CAMPO MOURÃO, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Mandaguarí, começa na fóz do rio Tapiracuí no rio Ivaí e sóbe por êste até a fóz do rio Keller; com o Município de Apucarana: da barra do rio Keller no rio Ivaí, sóbe por êste até a fóz do rio Corumbataí; com o Município de Pitanga: do rio Ivaí na fóz do rio Corumbataí, sóbe por êste último até a fóz do rio Muquilão, pelo qual sóbe até a fóz do Rio Salto e, por êste até a estrada que vai de Pitanga a Campo Mourão e por esta até o rio Macacos; por êste abaixo até o rio Cancã, pelo qual desce até o rio Cantú e por êste abaixo até o rio Piquirí; com o Município de Laranjeiras do Sul: da barra do rio Cantú no rio Piquirí, desce por êste até a barra do rio Tourinho; com o Município de Foz do Iguaçú: começa na barra do rio Tourinho no rio Piquirí, desce por êste até a barra do rio D'Areia, pelo qual sóbe até sua cabeceira, de onde, alcança, em linha reta, a cabeceira do Arroio Saltinho; segue por êste abaixo até sua fóz do rio Tapiracuí pelo qual desce até sua fóz do rio Ivaí.

VII. CURIÚVA, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Araiporanga; com o Município de Congonhinhas; com o Município de Ibaití e com o Município de Tibagi.

VIII. GUARAQUEÇABA, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Antonina; com o Município de Bocaiúva do Sul e com o Município de Paranaguá.

IX. GUARATUBA, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Guaratubinha e com o Município de Morretes.

X. IBAITÍ, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Tomazina; com o Município de Tibagí; com o Município de Congonhinhas; com o Município de Ribeirão do Pinhal e com o Município de Cinzas.

XI. IBIPORÃ, com a mesma denominação e os seguintes limites: com o Município de Sertanópolis; com o Município de Jataizinho; com o Município de Assai; com o Município de Londrina.

XII. JAGUAPITÃ, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Rolândia; com o Município de Arapongas; com o Município de ; com o Município de Bela Vista do Paraíso.

XIII. JATAIZINHO, com a mesma denominação e os seguintes limites: com o Município de Sertanópolis; com o Município de Assai e com o Município de Ibiporã.

XIV. RIBEIRÃO DO PINHAL ex-Laranjinha, com os limites seguintes: com o Município de Abatiá; com o Município de Cinzas; com o Município de Tomazina e com o Município de Monte Castelo.

XV. MANDAGUARÍ, com a mesma denominação e limites seguintes: com o Estado de Mato Grosso; com o Município de Jaguapitã; com o Município de Arapongas; com o Município de Apucarana; com o Município de Campo Mourão e com o Município de Foz do Iguaçu.

XVI. PORECATÚ, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Estado de São Paulo; com o Município de Bela Vista do Paraíso e com o Município de Jaguapitã.

XVII. PORTO AMAZONAS, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Palmeira e com o Município de Campo Largo.

XVIII. QUATIGUÁ, com a mesma denominação e com os limites seguintes: com o Município de Joaquim Távora e com o Município de Siqueira Campos.

XIX. SANTA MARIANA, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Estado de São Paulo; com o Município de Andirá e com o Município de Monte Castelo.

XX. VETADO.

XXI. TIMONEIRA, com a mesma denominação e os limites seguintes: com o Município de Colombo; com o Município de Rio Branco do Sul; com o Município de Campo Largo e com o Município de Curitiba.

XXII. URAÍ, com a mesma denominação e com os limites seguintes: com o Município de Monte Castelo; com o Município de Assai e com o Município de Jataizinho.

XXIII. RIO BRANCO DO SUL- Ex-Votuverava, com os limites seguintes: com o Município de Castro; com o Município de Cerro Azul; com o Município de Bocaiúva do Sul; com o Município de Colombo e com o Município de Timoneira.

Bela Vista do Paraizo, do município de Sertanópolis, passa a constituir Município de Bela Vista do Paraizo com os limites seguintes: com o Município de Sertanópolis; com o Município de Cambé; com o Município de Rolândia e com o Município de Jaguapitã.

Art. 3º. Os Municípios criados no artigo 2º terão sua sede nas Vilas que lhes dão o nome e que ficam elevadas a categoria de cidade.
§ Único. Os Municípios de Ribeirão do Pinhal, Rio Branco do Sul e Bela Vista do Paraizo, terão suas sedes respectivamente, nas Vilas de Laranjinha e Votuverava e no povoado de Bela Vista do Paraizo, tambem elevado à categoria de cidade com a mesma denominação dos Municípios.

Art. 5°. VETADO.

Art. 6°. Os municípios de Piraí-Mirim, Imbuial, Cornélio Procópio, Caviúna e Iguaçu e suas sedes, passam a denominar-se: Piraí do Sul, Bocaiúva do Sul, Monte Castelo, Rolândia e Laranjeiras do Sul, respectivamente. (Vetado na parte que mudava o nome de Cornélio Procópio).

Art. 9°. O Município, criado nesta lei, que não arrecadar, no exercício de 1948, renda superior a Cr$ 120.000,00 (cento e vinte mil cruzeiros), será reconduzido à situação anterior, mediante proposta do Poder Executivo.

Art. 10. A divisão administrativa estabelecida nesta lei só poderá ser alterada após cinco anos de sua vigência.
§ 1°. Não se compreenderão na proibição deste artigo, além do previsto no artigo anterior, os atos interpretativos de linhas divisórias inter-municipais e inter-distritais, que forem julgados necessários para a sua melhor e mais fácil caracterização.
§ 2°. Até seis meses anteriores à data fixada para o término do quinquênio, o Poder Executivo receberá sugestões para o estudo da nova divisão administrativa.

Art. 11. As novas unidades administrativas criadas nesta lei serão instaladas dentro de 30 dias a contar de sua vigência.

Art. 12. O Poder Executivo providenciará a elaboração do Mapa da divisão administrativa do Estado, nos têrmos da presente lei.

Art. 13. A presente lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

PALÁCIO DO GOVÊRNO, em 11 de outubro de 1947, 126° da Independência e 59° da República.

Moysés Lupion - Governador
João Theophilo Gomy Junior 
Francisco de Paula Soares Neto 
Benjamin de Andrade Mourão 
Antonio Chalbaud Biscaia 
Milton Macedo Munhoz 
Gaspar Duarte Velozo 

NR - Observe os detalhes legais quanto a data correta de criação do Município de Campo Mourão:


PALÁCIO DO GOVÊRNO, em 11 de outubro de 1947, 126° da Independência e 59° da República.
Art. 13. A presente Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Publicada no Diário Oficial no. 205, de 1 de Novembro de 1947. 
Em nenhum texto da Lei consta a data 10 de Outubro de 1947.

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27/05/2017

Jacque Fresco tem soluções de Paz - wibaju




The Vênus Project é seu plano destinado a acabar com a fome, pobreza e guerra. No mundo do Projeto Vênus não existe caos e tudo é planeado ao ínfimo detalhe. As cidades parecem todas desenhadas do mesmo modo, independentemente da geografia ou da cultura local.
Mas Jacque Fresco tem a sua idéia de como redesenhar o mundo e não a compromete por nada nem ninguém. Qualquer outro projeto não vai longe o suficiente na resolução dos nossos males, por mais improvável que nos pareça que um só casal, isolado na Flórida, encontre todas soluções aos problemas criados pela complexidade humana. Em companhia de sua mulher, eles falam sobre seus planos e desejos de paz mundial:
“Se queremos acabar com a guerra precisamos considerar este planeta igual a uma herança comum a toda a humanidade. Os recursos do mundo precisam ser partilhados por todas as nações como se fossem uma só. 
Com as divisões de hoje, as nações que gastam mais recursos criam problemas às restantes. Se houver uma seca, surgem disputas territoriais pelos recursos de água. Quando os EUA fazem guerra, não é para exportar a democracia, mas sim para obter petróleo. E é esse o problema com todas as nações, são todas corruptas. Temos que nos unir e partilhar os recursos da Terra. Afinal, como é que os EUA conseguiram o seu território? Roubaram-no aos índios. E os ingleses, que diziam que o Sol nunca se punha no seu império? Como é que eles tinham colônias em todos os continentes? Todas as nações roubaram território às outras.
Temos que eliminar o sistema monetário e passar para uma economia baseada nos recursos. Se utilizarmos o dinheiro como modo de troca, acabamos por conseguir comprar políticos, vender droga e comprar recursos a outros países. Tem que se fazer um estudo sobre os recursos disponíveis e, a partir daí, estudar a melhor forma de os utilizar em conjunto, tendo toda a gente acesso às necessidades básicas para sobreviver. Até a Bíblia diz que o amor pelo dinheiro é a raiz de todos os males. Por isso, quando alguém diz que é impossível criar um sistema não-monetário, eu respondo que até Jesus disse “assim na Terra, como no Céu”. No Céu não há dinheiro, nem propriedade — pública ou privada. Não existem classes, nem exploração. E até chegarmos ao nosso sistema, vai haver problemas. As indústrias apostam cada vez mais na automação de processos, o que levará milhões para o desemprego. E esses desempregados vão ficar sem dinheiro, o que levará o sistema monetário a colapsar. Nenhum político no mundo é capaz de solucionar este problema. Os nossos problemas já não são políticos. São técnicos. Em vez de treinarmos soldados para serem máquinas de guerra, deveríamos envia-los de volta para a escola para se tornarem solucionadores de problemas. Temos muitos problemas: cancro, doenças cardíacas, tornados. Precisamos de os resolver e para isso precisamos de técnicos, não de políticos. Não vás só pelo que te digo, pergunta directamente a um político: como acabamos com a guerra? Eles não sabem. Como podemos produzir mais comida? Não sabem. Não sabem nada. 
 A única forma é fazer aquilo que estás a fazer. Gravar e apresentar isto, contar o plano às pessoas. E se as pessoas não entenderem isto, tenho pena do que acontecerá. Estamos a caminho da aniquilação nuclear, da destruição ambiental. Eu quero mostrar que não somos um partido político, mas que temos uma solução aos problemas através da ciência e da tecnologia. O método científico, no The Venus Project, é aplicado à Terra, às suas capacidades, de forma a determinarmos o número ideal de pessoas que podem viver no planeta. Se produzirmos mais pessoas do que aquelas que os recursos do planeta podem suportar, só vamos ter problemas. Digo às pessoas aquilo que elas podem conseguir com este projcto: um mundo sem exércitos, polícias ou políticos.
 Não conheço mais nenhuma organização que apresente soluções para estes problemas. Só falam de decência e de honestidade. 
Não passam de pessoas com boas intenções, que falam de justiça social e mercado justo.Mas nada disso é realista.
Roxanne Meadows: Todos tentam resolver os problemas dentro do sistema monetário, dentro do sistema que é a causa do problema.
Jacque: Não teremos exércitos, nem leis. Todas as condicionantes do comportamento dos humanos surgem da sociedade em que vivem: se nasceste numa tribo de caçadores de cabeças na Amazónia, vais acabar por ser um caçador de cabeças; se nascesses na Alemanha nos anos 30 e não tivesses acesso a livros ou qualquer coisa de fora, também serias nazi. Não se pode culpar as pessoas, a cultura é que as força a comportarem-se dessa forma. Por isso vamos planejar uma cultura onde as pessoas serão educadas na ciência e na sua relação com a natureza, como comunicar uns com os outros.
 Até a linguagem que utilizamos foi inventada há séculos e limita-nos o diálogo com outros povos. A escola só te informa das coisas da tua cultura. Torna-te patriótico em relação a essa cultura, mas todas as culturas são corruptas. 
Enquanto a guerra for lucrativa, não irá acabar. Há quem enriqueça a vender equipamento para os exércitos. A guerra é o maior falhanço das nações. Encurtar as diferenças entre os povos não enriquece ninguém, por isso ninguém está interessado. Gostava que as pessoas fossem mais inteligentes, para saberem estas coisas, mas nas escolas não se ensina isso, infelizmente".

Jacque Fresco - defensor da paz - foi um autodidata projetista industrial, engenheiro social, escritor, professor, futurologista, inventor que trabalhou numa grande variedade de áreas desde  inovações bio-médicas a sistemas sociais totalmente integrados.

Nascimento: 13 de março de 1916
Falecimento: 18 de maio de 2017


05/05/2017

O Mais Forte Aperto de Mão de Campo Mourão

 

 
Família de Alfeu Teodoro de Oliveira em Campo Mourão

Alfeu Teodoro de Oliveira é filho de Almira Lemes da Silva (nome de escola municipal no Barreiro das Frutas - Campo Mourão - PR) e de José Teodoro de Oliveira.

Torniquete - O pioneiro Alfeu Teodoro de Oliveira, ex-prefeito de Janiópolis, pai do advogado e ex-vereador Eraldo Teodoro de Oliveira, tinha a mania de apertar a mão das pessoas, com força, ao cumprimentá-las. "Na primeira vez que estive com seu Alfeu, quando tinha uns dezesseis anos, foi para fazer umas cobranças de serviços executados pela oficina (Auto Elétrica Paulista) de meu pai, em maquinários dele. Olha o juízo nosso nos anos 1970: saí daqui, de Campo Mourão, sozinho, dirigindo um Jeep de meu pai até Janiópolis para fazer cobranças, justamente do seu Alfeu, que tinha fama de bravo e, com sua cara sempre séria, botava mais medo ainda na gente. Mas foi chegar na casa dele e o mito foi todo por terra: me receberam, ele e a esposa, dona Ana Albuquerque de Oliveira, com um delicioso cafezinho, sempre me tratando por Irineuzinho (meu pai é Irineu, eu também) e pagou as notas do mês conforme combinado. Os apertos de mãos foram todos normais. Na volta, para azucrinar com o amigo, falei:- Que coisa Ari, parece que você chorou durante o aperto de mão? 
- Choorei?... eu mijei foi é nas calças! parecia que um torno morsa apertava minha mão, tamanha a força do seu Alfeu. Nunca mais volto lá."  Também não vi mais o Ari, concluiu Luizinho.

Mão de pau - O filho, Eraldo Teodoro de Oliveira, a propósito do forte aperto de mão de seu pai, recorda que o arrojado piloto de teco-teco, 'afilhado' do deputado estadual Paulo Poli, que o trouxe a Campo Mourão e depois foi cartorário em Janiópolis, Odair da Rosa Lima (Tico Tico) levou muitos apertões de mão de 'sair -água dos olhos' até que um dia resolveu brincar com a situação: "Mandou fazer uma postiça mão de madeira e, toda vez que topava com seu Alfeu, lá vinha ele com a mãozota esticada e aberta, Odair tirava a mão de pau, que carregava no bolso, e a oferecia para ser apertada. Seu Alfeu ria muito com ele. Eram bons amigos. O cumprimento verbal saia, mas sem o dolorido aperto de mão", conta Eraldo, rindo.

  Pioneiros de Janiópolis - PR

À sombra de imensos pinheirais e sobre terra fértil, por volta de 1935, surgiu a localidade de Três Marcos, depois Pinhalzinho, atualmente Janiópolis. 
Muitos foram os pioneiros que não mediram sacrifícios e, com muita luta e denodada coragem encararam as adversidades naturais da mata densa e dos intricados pinheirais, na região hoje conhecida por Janiópolis  – homenagem ao ex-presidente: Jânio Quadros. 
Dentre os heróis do sertão e desbravadores de Janiópolis – PR, destacam-se:
Cândida Quadros dos Santos (1935), Julio Fermiano (1943), João Fidelis (1948), Joaquim Fermiano (1947), Campolim Moreira de Souza (1949), Antonio Ferreira Dangui (1952), Durval Franco (1952), Pedro da Silva (1949), Alfeu Teodoro de Oliveira (1949); Benedito Batuira Pereira Porto (1953), Maria Sercundes de Souza (1952), Izael Pereiras Porto (1955), Augusto do Rosário Carreira (1957), Francisco Riado Ribas Filho (1954), Leônidas Motta (1953), Lucélia Maria Cazarin da Silva ( 1954), Esmerinda Alves da Cruz ( 1950), Castorina da Aparecida ( 1944), Juvenal Teixeira (1950), Maria Teotônia de Oliveira (1950), Amando Ilheos da Silva (1940), Maria Reinaldo da Cunha ( 1950), Maria Verônica de Oliveira (1950), Enedina Tereza de Jesus dos Santos (1950), Antonio Mariano de Campos (1950), Armando Alves Barbosa (1957), Emanuel Barros Freire (1950), Raimundo Agapito de Souza (1950), Alípio Moreira (1961), João Gomes (1946), Natal Breda (1952), Manoel Barbosa dos Santos (1948), Pedro Cardoso de Morais (1942), Januário Chiulli (1951), João Detoni ((1958), João Fernandes da Fonseca (1958), João Cardoso de Morais (1948)), Família Prado (1960), Família Belém (1960), Oscar de Paula Pereira (1948), Vitor Detoni (1956), Derci Garcia Romano (1953), Palmira Gomes (1951), Zeneide de Bairros (1951), José Veloso (1951), Valdemar Garcia Rodrigues (1953, Antonio Garcia Rodrigues (1953), José Marques (1961), Maria Taveira Celestino ( 1960), Etelvina Barros Freire (1956), Osvaldo Teixeira (1956), Antonina da Aparecida (1944), Carmelinda Lopes Perez (1949), Zuzi da Silva (1956), Iza Maria de Jesus (1960), Joaquim da Costa (1950), José Pascoal de Souza (1957) e Ambrosina Alves de Souza (1956), dentre outros que aportaram, em Pinhalzinho/Janiópolis, depois deste registro.

Emancipação - Pinhalzinho foi distrito administrativo de Campo Mourão até a criação do Município de Janiópolis pela Lei 4.450/61 de 21 de Outubro de 1961, assinada pelo governador Ney Aminthas de Barros Braga. No entanto, a  instalação efetiva do Município, deu-se dia 18 de Novembro de 1962, com a posse do primeiro prefeito eleito: Oscar de Paula Pereira. No mesmo pleito eleitoral foram sufragados os nomes de oito vereadores na primeira legislatura janiopolense: Antonio Augusto da Silva, João Batista do Lago, João de Paula Pereira, João Quintino, José Antenor Alves, Raimundo Claro Filho, Telvi Barzotto e Valdevino Celoni.

 
Alfeu Teodoro de Oliveira, vereador em Campo Mourão e prefeito em Janiópolis


Trajetória Política 
  
Acima os três primeiros prefeitos de Janiópolis - PR
município onde Alfeu  foi prefeito por três mandatos. 
Conforme consta na Galeria dos Prefeitos de Janiópolis – PR, na sua trajetória política, Alfeu Teodoro de Oliveira, foi eleito por três vezes, nos seguintes períodos:
1966 à 1970 - Prefeito: Alfeu Teodoro de Oliveira e vice prefeito: Durval Franco da Silva.
1972 à 1977 - Prefeito: Alfeu Teodoro de Oliveira e vice prefeito: Massaru Makimori.
31/01/1993 à 29/05/1993 - Prefeito: Alfeu Teodoro de Oliveira e vice prefeito: Avelino Bortolini.

Alfeu Vereador - Na 3ª Legislatura da Câmara Municipal de Campo Mourão – PR – 1955/59 -  Alfeu Teodoro de Oliveira (PSD) foi eleito suplente, mas logo assumiu uma cadeira definitiva, ao lado de: Antonio Marques de Oliveira, Alcides Ferreira, Arino Borges, Ivo Mario Trombini, João Otales Mendes, Joaquim Teodoro de Oliveira, Januário Pinheiro, Nelson Bittencourt Prado, Paulo Vinício Fortes e Reinaldo Silva. 

Nessa gestão foram prefeitos: Roberto Brzezinski (1955/56), Paulo Vinicio Fortes (assumiu na qualidade de presidente da Câmara em virtude do falecimento de Roberto Brzezinski) e Antonio Teodoro de Oliveira eleito pelo voto popular. Seu Antoninho, conhecido assim, era irmão dos vereadores Alfeu Teodoro de Oliveira e Joaquim Teodoro de Oliveira.


 
Alfeu Teodoro de Oliveira foi duas vezes vereador  em Campo Mourão,
o segundo à esquerda, no Clube 10 de Outubro.

Na 4ª Legislatura da Câmara Municipal de Campo Mourão – PR – 1959/63 - Alfeu Teodoro de Oliveira (PSD) foi fundo na sua campanha, superou todas as expectativas e surpreendeu seus concorrentes políticos, ao obter a maior votação neste pleito, com significativos 824 votos, quiçá a maior dentre todos os municípios do Paraná. Além de Alfeu foram eleitos: Lary Calixto Razzolini (PSD) o segundo colocado com 769 votos; José Dutra de Almeida Lira (PTB), o terceiro com 685 votos; Antonio Bittencourt Franco (PSD, 570 votos, João Seratiuk (PTB), 432 votos, Daniel Miranda (PSD) 411 votos, João Fenianos (PRP), 379 votos, Osman Ribeiro (PSP), 347 votos, Querino Cararo (PTB) 343 votos e Francisco José da Silva (PSD), 322 votos.
Os suplentes que assumiram temporariamente ou em definitivo, foram: Alfonso Germano Hruschka, Vassilio Mamus, Moacyr Reis Ferraz, Nelson Guimarães Monteiro, Eugenio Malmestron, Aroldo Tissot, Fioravante João Ferri e Dúlcia (Dulcineia) (primeira mulher a exercer um mandato legislativo na Câmara Municipal de Campo Mourão). O prefeito, durante esta Legislatura, foi Antonio Teodoro de Oliveira e, presidente da Câmara Municipal: Lary Calixto Razzolini.

Sem Pagamento - Nestas legislaturas, bem como nas as anteriores e seguintes, até 1963, os vereadores mourãoenses reuniam-se, ordinariamente, geralmente à noite (trabalhavam durante o dia) e não tinham ‘salários’ nem assessores; não recebiam nenhuma subvenção, nada de ajuda de custo e sem diárias quando viajavam a serviço pró-município. Em resumo, os vereadores não oneravam o erário municipal e bancavam suas despesas legislativas (viagens, deslocamentos, refeições e etc) com dinheiro do próprio bolso.

A cavalo - Outro detalhe é que o Município de Campo Mourão era imenso, do tamanho da Comunidade dos Municípios de Campo Mourão – Comcam, que congrega 25 comunidades, hoje independes perante os governos constituídos do Paraná e do Brasil. Por décadas, todos estes municípios pertenciam ao território político e administrativo de Campo Mourão e vários vereadores moravam distantes da sede, em simples localidades e distritos, dentre eles, por exemplo: Alfeu Teodoro de Oliveira de Pinhalzinho/Janiópolis e Daniel Miranda, de Mamborê. Alguns vinham a cavalo, conforme contava Newton Albuquerque, que fez parte da 1ª Legislatura Mourãoense (1947-1950). Eu vinha da Figueira, quase 40 quilômetros daqui e o Dr Daniel (Portela) vinha de Peabiru, inclusive a esposa dele, também vinha e voltava a cavalo pra dar aula na escolinha municipal, anexada a prefeitura de Campo Mourão”, relembrou Newton. 
Acidente fatal - Alfeu e Ana faleceram no final de maio de 1993, ao se acidentarem, em seu automóvel, ao perder a direção em uma curva na BR-272, trecho Campo Mourão/Janiópolis. Retornavam à sua casa, perto das 2hs e 30m,  após o Baile Queijos e Vinhos realizado, tradicionalmente, no Clube Social e Recreativo 10 de Outubro de Campo Mourão – PR. Alfeu estava prefeito de Janiópolis - PR, quando este fato ocorreu.


 
Família Custodio (Teodoro) de Oliveira 
desde 1910 em Campo Mourão



Obs: página em construção.

03/05/2017

Lílian Achoa Orgulha Campo Mourão



 

 
Lilian Achoa Claudino de Campo Mourão, penúltima à direita
entre as Mulheres Empreendedoras do Paraná


Filha de Jorge e Rosa Achoa é a terceira nascida do casal, irmã de Omar, Fauzi e Jorge Fº. Lílian é paulista, nascida em 2 de agosto de 1947 e ali formou-se professora, onde lecionou até  1970 quando contraiu núpcias com o médico ortopedista, Francisco Fernandes Claudino. “No mesmo ano viemos residir em Campo Mourão, cidade que me era totalmente desconhecida. Quando vi o pequeno porte do lugar, o calor abafado e a poeira que encardia tudo, pensei que não iria me dar bem aqui, mas em pouco tempo, pela hospitalidade desta gente que nos recebeu tão bem, peguei amor por tudo daqui e me dediquei a ajudar dentro do possível que podia e, ainda posso”, conta feliz.
Professora - “Enquanto meu marido medicava, eu lecionava em escolas públicas (Usina Mourão e Jardim Gutierrez) afastadas do centro, e retomei meus estudos”, explica. Concluiu o curso de Pedagogia e posteriormente o de Administração de Empresa, ambos na Faculdade de Ciências e Letras de Campo Mourão – Facilcam, hoje estadualizada (Fecilcam)”.
Filantropia - “Tenho muito carinho pelas pessoas carentes, que buscam melhorar suas vidas e me dediquei à elas na área de educação e assistência social, trabalho voluntário e com imensa vontade de ajudar”, revelou. 


Foi assim que Lílian, já em 1973, começou a atuar – sem remuneração – na administração da Clinica do Centro de Ortopedia, atual Central Hospitalar Center – Pronto Socorro de Campo Mourão, onde trabalha até hoje, com cerca de 160 pessoas, entre médicos, pessoal da enfermagem e de apoio, num clima de harmonia. “Nosso segredo deste sucesso empresarial, com nossos colaboradores, é o diálogo. Eu delego poderes, mas cobro resultados”, revelou. No setor de assistência social, presidiu e administrou a Santa Casa, sem remuneração. Na seqüência atuou, com a mesma disposição voluntariosa, no Hospital e Maternidade São José, do qual é sócia-proprietária.

Empresária - Proprietária do tradicional Hotel Santa Maria, no ponto mais central de Campo Mourão, administrou esta empresa, pessoalmente,  por cerca de 15 anos, atualmente terceirizada pela  Rede Harbor Inn (Santa Maria). Entre todas as atividades diretivas do Hospital, do Hotel, além de professora competente e mãe dedicada à educação de seus filhos, Lílian nunca deixou de trabalhar com afinco e dedicação na área de filantropia, na busca incessante da melhoria de vida das famílias dos bairros e vilas mais distantes do centro de Campo Mourão. Tanto é que foi presidente, por duas gestões, do Clube de Mães do Jardim Alvorada e Vila Urupês. Por iniciativa própria foi mantenedora do programa “Tarde Legal” à frente do qual esteve por mais de 10 anos. “Este programa de atividades sócio-educativas voltado às famílias de nossos funcionários, consiste em diversas atividades recreativas, dentre as quais: natação, artesanato, mostra de filmes, leituras e outras mais. Nas datas festivas e feriados significativos à nossa pátria, estado e município, fazemos comemorações cívicas. Nos intervalos das atividades distribuíamos lanches a todas pessoas presentes”, explica.
Campo Mourão - “Me orgulho de Campo Mourão por ter me adotado e ao meu marido ao qual agradeço pelo apoio que sempre me deu. Sou feliz por ter construído minha vida e constituído minha família, que amo muito, aqui. Meus filhos estão formados, bem situados em suas profissões e já me deram cinco netos maravilhosos”, conta sorrindo.
Os filhos – que orgulham Lílian e Francisco Claudino são: Denise (médica psiquiatra – SP) mãe de Felipe. Pérsio (médico hemo – Maringá) pai de Carolina e Cláudia (Hotelaria) casada com o engenheiro Paulo e mãe de Cauã, Liz e Lara.

Mudança - "Meu marido se estabeleceu em Campo Mourão, em 1967, inicialmente na rua São Paulo, em frente ao antigo Banestado. Foi médico pioneiro na especialidade ortopédica da cidade. Eu vim em 1970, logo após nosso casamento e nunca mais saímos daqui, porque acredito que aqui é o nosso lugar. Peço a Deus que nos dê saúde e força a fim de continuarmos nosso trabalho particular e filantrópico. Estou firme na ativa e espero seguir minha missão por muitos anos ainda, se Deus quiser!”, concluiu Lilian Achoa Claudino, eleita A Mulher Empreendedora Destaque – 2016 de Campo Mourão e da Região do Vale do Piquiri Ivaí.

Mulher Destaque – Lílian Achoa Claudino recebeu várias homenagens e prêmios, principalmente no último mês de março, nas cidades de Foz do Iguaçu e Campo Mourão, fato relevante registrado por toda a imprensa, o que é motivo de orgulho e exemplo de dinamismo, humildade e dedicação pessoal à Campo Mourão e à Microrregião-12 do estado do Paraná. Um exemplo de cidadania e brasilidade.


Em março de 2017, Lílian Achoa Claudino, em caravana de empresárias mourãoenses, recebeu o prêmio em Foz do Iguaçu - PR, durante belíssima cerimônia organizada pela Fecomércio. O honroso título foi concedido pela Câmara da Mulher Empreendedora e Gestora de Negócios de Campo Mourão e Região, em reconhecimento ao trabalho empresarial da homenageada, bem como pelas suas ações filantrópicas, especialmente as dedicadas aos seus colaboradores na empresa que dirige, e aos seus familiares.

Galeria de Fotos de Lilian Achoa:


  
Lilian Achoa Claudino 
empresária de sucesso em Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
destaque empresarial em Campo Mourão
 
Lilian Achoa Claudino 
homenageada em Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
professora de Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
um exemplo de vida a favor da educação e do social

Lilian Achoa é uma pessoa que se destaca sem mídia, 
com seu jeito singelo, mas segura de si.

Lilian Achoa Claudino orgulha Campo Mourão

 
Lilian Achoa Claudino
administradora da Central Hospitalar de Campo Mourão
 
A elegante senhora Lilian Achoa Claudino de Campo Mourão

Registro - Outras seis empresárias de Campo Mourão já conquistaram o Prêmio Empreendedora Destaque: 2009 – Lídia Aparecida Cordeiro Fernandes; 2010 – Leila Maria Tonello da Luz; 2011- Margarete Grassi; 2012 – Iracema Tavares Daleffe; 2013 – Joana da Silva de Souza; 2014 – Micalina Lachowski Silveira – "Nina" e, em 2015 – Ivone França. Segundo o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac - PR, Darci Piana: "o prêmio constitui-se no reconhecimento por todo o esforço e dedicação das homenageadas e também de todas as empresárias paranaenses".


Coments:

Maria De Lourdes Huber - Estudei com a filha dela, era uma pessoa super humilde!

Carmem Fulgencio - Parabéns, ela merece. Campo Mourão e as mulheres se orgulham muito dela!

Salete Brito - Sra. Lilian é uma pessoa que se destaca sem mídia, sem exposições pessoais e mantém na discrição seu jeito singelo, mas segura de si. Admirável. Reconhecimento merecido! (aplausos)

Ivone Brito - Parabéns Lilian!!! Sei o quanto trabalha, com afinco e dedicação e não se preocupa em estar em evidência!!! Parabéns!!!