31/01/2017

Campo Mourão É Nós no Face

 

 
Esta foto de 1959 leva Campo Mourão ao passado recente

À esquerda, hoje está a praça São José. Ainda se vê ali o antigo Instituto Santa Cruz todo de madeira, do piso ao telhado.
Onde se vê o Bar e o Posto Ipiranga hoje tem um quiosque.
À direita mais parece com o que ainda tem por ali, e a avenida Capitão Índio Bandeira estava no início da terraplenagem a fim de começar a receber as benesses do asfalto, iniciado (4 quadras) pelo prefeito Antonio Teodoro de Oliveira e, inaugurado pelo prefeito Milton Luiz Pereira, em 1963.

Vanderleia Regiane Gostei do bar atrás com café, leite e  kibe.
Wille Bathke Junior tem um quiosque do japa agora ali.
Francisco Jorge Spartalis Teixeira Esquina da Harrison Borges a rua em que eu morava. Uma quadra abaixo na esquina com a M.M. Camargo ! Posto do Kopko (Ipiranga) à esquerda e a direita ficavam, também, a Barbearia do João e a Casa Amaral.
Wille Bathke Junior o posto era dos Kopko, mas a Casa Amaral não aparece, era mais prá cá. O que aparece ali, à direita, hoje é o Shopping Zé Mineiro com lojinhas de tudo.
Danilo Kravchychyn Fotografia impressionante, dá para imaginar o que era chegar à progressista Campo Mourão de hoje, desde aquela época!!!
Nerilma Barboza Imagina em 1911 Danilo! Foi o ano que minha avó Benedita Pereira da Cruz nasceu, aqui em Campo Mourão!!!
Glaucia Stocki Que bela fotografia, não da para acreditar, é impressionante.
Marcia Tais Traple Esse desnível que tinha na Índio Bandeira era preparação para o asfalto. Quem lembra da cerca de arame farpado que separava enquanto faziam o asfalto?
Francisco Jorge Spartalis Teixeira Eu lembro, pois passava ali todos os dias !
Wille Bathke Junior Bem lembrado... o prefeito Antoninho que mandou cercar a fim de evitar acidentes. Os buracos antes do asfalto tinham mais de metro de fundura. Esse trecho, tão bem feito, nunca precisou de reparos.
Marcia Tais Traple Eu morava no prédio da esquina e ia com a Mariza Zanini pro Instituto Santa Cruz e um dia ela enroscou o calcanhar na cerca de arame e teve que levar nem lembro quantos pontos. Moramos nesse prédio (Edifício Mourão) até 1968.
Wille Bathke Junior Seu Albano Zanini - pai da Mariza - tinha ali a Loja Renner. Depois montou funerária. Teu pai saia desse prédio, atravessava a rua Brasil e já estava na antiga Sta Casa, na rua Brasil, com Dr José Luiz Tabith. Boas lembranças essa foto traz.
Nerilma Barboza Que legal essa foto! Um ano antes de eu nascer.
Wille Bathke Junior Começou a ser asfaltada em 1960 pelo prefeito Antonio Teodoro de Oliveira (seu Antoninho) e o Dr Milton Luiz Pereira inaugurou, com presença do governador Ney Braga, do bispo diocesano Dom Eliseu Simões Mendes e outras autoridades. Vinha gente de longe ver como era o tal do asfalto. Era grande a curiosidade pela novidade.
Marcia Tais Traple Eu estudei no Instituto Santa Cruz até 1963 e o asfalto foi inaugurado em torno desse ano.
Dirce Bortotti Salvadori quando nos mudamos pra Campo Mourão, em Dez/1965, tinha só 4 quadras asfaltadas na Cap.Indio Bandeira.
Wille Bathke Junior  eram entre as ruas: Francisco Albuquerque, Brasil, Harrison J. Borges, e São Paulo, mas logo ampliaram, principalmente o prefeito Renato Fernandes Silva. Daí não parou mais.
Wille Bathke Junior  em 63/64 seu Osvaldo construiu o Ed Alvorada e alugou o térreo a Casa dos Retalhos e seu pai (Reinaldo) veio instalar e gerenciar a loja, em seguida. Por causa dos alto-falantes da loja e do Chalé dos Milhões, do lado de fora, começaram apelidar o local de 'esquina do barulho'.
Dirce Bortotti Salvadori  Isso mesmo! Havia som por ali o dia todo. Também tinha a banca de jornais, revistas, loteria e de discos do Machadinho, logo ao lado, que tocava músicas variadas o dia todo! Se o Machadinho parava de tocar, alguém da Casa dos Retalhos ia até ele pedir uma música e ele rodava o disco, com volume alto. O tio Benedito ( Coronel Bastião) realizou os dois primeiros shows musicais sertanejos dentro da Casa dos Retalhos. Faziam parte das campanhas de vendas: Festa do vinho, festa do quentão, etc...
Regina Menin Gaertner eu cheguei em Campo Mourão em 1973 e as avenidas Cap Indio Bandeira, Manoel Mendes de Camargo e Irmãos Pereira já eram asfaltadas. Também parte da av Goioerê e algumas transversais. Mesmo assim, em tempo de seca, os vendavais enchiam nossas casas de poeira. Era uma tristeza!
Marcia Linhares Em 1959 já era cidade grande!! imagina em 1951!!
Wille Bathke Junior e vocês na esquina da Harrison J Borges ao lado do futuro Santa Maria. Sua casa de madeira, mas tinha até jardim de inverno, construída a mando do seu pai, Armando Queiroz de Morais (advogado e deputado estadual).
Maria Alcione Martins Boiko quando sentimos Saudade é porque fomos felizes. Eu sinto saudades dessa época.
Aquiles Nizer Saudades dessa época.
Carmem Fulgencio Saudades . . . Ja era linda !

Mais curiosidades de Campo Mourão
  
Acima nós vimos a av. Índio Bandeira no início de 60. Agora a mesma avenida no início de 50. Foi o ano que chegamos a Campo Mourão. Note que ali abaixo tem um cachorro morto e não tinha 'coleta de lixo, nem rede elétrica, só os postes falquejados de pinheiros, feitos na serra manual e no machado. Já pensou que bucólico isso? Não esqueço nunca a mudança de Curitiba pra cá. Foi radical. Um choque. Tudo diferente de lá. Até de falar. Mas me afeiçoei mais por Campo Mourão que não troco por lugar nenhum. Viajo, bate a saudade, aí volto ligeirinho. .
Francisco Jorge Spartalis Teixeira Eu vi a colocação destes postes. Vivi essa época correndo de bicicleta pela rua enlameada. Que farra !
Wille Bathke Junior Era tudo descida e subida pelo espigão. Depois foram aplainando e a cidade ficou um platô.
Ana Isaura Nunes Minha família veio de Castro em 1951. Lembro que no dia que chegamos chovia muito, a casa não estava pronta e foi improvisada uma barraca. A noite se ouvia muitos tiros por conta das brigas por terras. Meu pai quis fazer o caminho de volta, mas minha mãe não deixou. 
Wille Bathke Junior Hoje somos brindados com essa cidade bonita. Valeu enfrentar as dificuldades. Tua mãe era jovem, bonita e quando chegou usava roupa branca. Aí já viu, neh. Tudo diferente de Castro. 
Adalbrair Albuquerque Rego Só um lembrete ... na cidade no inicio até na gestão do primeiro prefeito, nosso amigo Pedro Parigot de Souza Filho, existia muitos LAGARTOS que corriam nas ruas e muitas grandes cobras CASCAVEL com muitos GUISOS na ponta do rabo e enormes URUTÚ. Até agora tomo susto só de lembrar.
O QUÊ FALTA NA POLÍTICA DE CAMPO MOURÃO? 

Cida Freitas Precisam surgir novos nomes . Pessoas de caráter ilibado, com visão aberta para o desenvolvimento, que saibam dialogar e que não usem a política como trampolim para si e para os seus. Que saibam somar talentos e agregar pessoas, que tenham projetos e a humildade de ouvir a comunidade. Pessoas cujo ego não suplante o bom senso e a capacidade de ver e ouvir! 
16 de fevereiro às 19:53

Ivone Brito E que seus ideais sejam para o bem comum e a política não seja profissão, mas sim exercício da cidadania. Ter capacidade de interagir, ouvir, dialogar, elucidar e promover, sobretudo, o despertar dá responsabilidade cidadã em toda comunidade. Há necessidade urgente de mudanças, pois temos algumas pessoas que não são líderes, são apenas e tão somente políticos.

Angela Kraus (prefeita de Farol)
16 de fevereiro às 15:34 · 
Gostaria de expressar minha opinião à uma confusão entre bondade e administrar. Um administrador age de forma a cuidar do presente e do futuro das pessoas e da empresa que gerência. E um grande princípio da administração pública é a legalidade qual diz: no particular podemos fazer tudo o que a lei NÃO proíbe. Porém na administração pública podemos somente fazer o que a lei permite!
Outro assunto é a crise. Ela abrange o país do qual fazemos parte e o que vemos na TV também nos atingiu. Estamos a beira de um colapso se não pisar no freio estaremos nos noticiários com salários e compromisso com credores atrasados. Portanto devemos lembrar da responsabilidade de cada poder. União, Estado e municípios. Estamos estagnados de tanta responsabilidades que não nos cabe. Defender direitos é fundamental quando se coloca no coletivo. Coletivo refere a maior parte dos interesses da sociedade. Onde ha Deus não existe espaço para mágoa rancor ou vaidade. Peço a Deus que coloque sua mão e interceda. Que a suas mãos sagradas não mudem nenhum milímetro do que nos foi concedido. Amém!

Vanderleia Regiane 

17 de fevereiro às 12:35 · 
Ta na hora de Campo Mourão sacudir a poeira de baixo do tapete hehehehehe vamos ver no que vai dar. Está tendo muitas apresentações e bastante blábláblá nos bastidores. Quando começar a funcionar e por em prática, os elogios podem ser maiores. Por enquanto estou de camarote, só observando.  

Adriana Aparecida de Mello
18 de fevereiro
A política para mim é a ciência mais extraordinária que conheço, nas mãos certas transforma a vida das pessoas e a sua própria vida, porque não há como não mudar a si próprio quando muda a realidade do outro para o bem é claro. Muitos dizem e eu mesmo contrariada por vezes tenho que admitir, o estado novo foi arquitetado para os corruptos, para os usurpadores da republica, para poucos usufruírem o que muitos precisam.  Tenho em mim a esperança de um estado novo, que nosso contemporâneo seja escasso, todas as vezes que penso no agente político penso que gostaria de estar perto do homem que não tenha preço e sim valor.

Francisco Jorge Spartalis Teixeira 
Os problemas da política são essas ideologias distorcidas, atrasadas, retrógradas, que contaminam tudo e é aí que vira uma verdadeira Torre de Babel onde todos querem se agarrar !

Mario Telmo Ferri Alessi 
Ser político não eh problema, o problema eh a índole da pessoa, se é boa, ninguém a corrompe, toda pessoa que tem uma visão de coletivismo, e boa índole, eh capaz de viver e fazer o bem na política, alguns com mais aptidão e visão, são os estadistas, mas jamais menosprezemos o justo, porque este fará a diferença na política, o estadista nos guiará para sonhos, para o futuro promissor, então antes de tudo vamos torcer por uma legislação que beneficie o correto e impeça do corrupto continuar na política, jah eh um começo, a partir daí surgirão bons nomes sim.

Neiva Maria 
Realmente precisamos de políticos de caráter descompromissado com seus interesses particulares e voltados para os interesses da população de Campo Mourão.

 
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26/01/2017

Campo Mourão e os Amigos das Onças

 
Caçadores de onça em Campo Mourão - PR

Esta onça matava gado na região do Rio Ranchinho, próximo ao Rio da Várzea e Salto Natal e foi abatida pelo pai de Olivino Custódio (José Custódio Sobrinho) que aparece de camisa xadrez, com a espingarda na mão esquerda, usada nesta caçada.
Segundo narrativa da saudosa  Adelaide Teodoro, essa foi a 53ª onça abatida na região de Campo Mourão, no início dos anos 50. “Meu pai, Joaquim Teodoro de Oliveira, não era caçador  e nem tinha prazer em matar animais silvestres, mas era bom de tiro e cada vez que as onças começavam a matar porcos e gado nas fazendas e sítios vizinhos, os compadres chamavam meu pai e, como ele era gentil e delegado de polícia da época, atendia os pedidos e perseguia a bichana, ajudado pelos cachorros, até encontrá-la e matá-la. 

Coronel - Ele tinha, também, os três melhores cachorros onceiros, mas o Coronel era o chefe da matilha. Eles que procuravam e encurralavam as onças, que se obrigavam – pelo instinto de vida - a subir nas árvores (de medo deles). Então o pai chegava (com uma Winchester/20). Mirava bem no peito, entre as patas dianteiras e atirava. A onça caia, a maioria já morta, e os cachorros a atacavam até que ela parasse de espernear-se. Certa vez, numa destas caçadas, a onça não parava de ir pra lá e pra cá, muito brava em cima da árvore. Assim mesmo o pai atirou, mas ela se virou e a bala, calibre 44, pegou na espinha dorsal dela; caiu no chão... tentava se levantar; se arrastava nas patas traseiras pra se livrar dos dentes dos cachorros: não conseguia mais se equilibrar. Essa, o pai teve que acabar de matar a golpes de facão, pra economizar munição. Disse ele que sentiu demais ter errado o tiro e ficou com muita dó da onça, por causa da maneira cruel como teve que acabar com a vida dela. Desse dia em diante não caçou mais porque – como te disse - não gostava de matar bicho nenhum. Ele sempre respeitou a natureza”, contou orgulhosa do pai gentleman. 

Desarmado - "Quando delegado de polícia, não portava arma nenhuma e se apresentava com elegância, de botas brilhantes e em traje social (camisa branca e calça preta) nas ocorrências e nas prisões dos foras-da-lei daqueles tempos violentos de Campo Mourão. Atendia a região toda entre os rios Piquiri e Ivai, num cavalo bom e bem aperado" descreveu. 

O capetaAo contrário dessa postura de gentleman do seu Joaquim, ele tinha um auxiliar de delegado que só de olhar na cara dele, o bandido já se entregava... mal encarado mesmo... parecia um capeta chupando manga e estava sempre bem armado, até os dentes; aí se fosse preciso ele atirava; matava se o seu Joaquim ordenasse. Era conhecido por Zé Gaúcho, mas, a exemplo de Joaquim Teodoro de Oliveira consta que, também, nunca matou ninguém. 

 
Última caçada de onça em Campo Mourão - PR - 1953

Da esq > dir: José Camilo Pereira Fº, Cesário Rosseti, Joaquim Custódio de Oliveira, José Custódio Sobrinho (pai de Olivino Custódio), Luiz Francisco Lopes, José Camilo Pereira, Joaquim Teodoro de Oliveira, os dois negros à direita eram filhos de Jorge "Preto" Cafurna (ex-escravo) e o cachorro onceiro é o Coronel.

O amigo Olivino brincou ao identificar o carpinteiro Luiz Francisco Lopes, que também fazia caixão pra defunto: "está de cabeça baixa, calculando o tamanho da bicha, pra fazer um caixão pra ela", rindo muito.


(Foto do arquivo do vereador Olivino Custódio).
Abra a foto em 'Nova Janela pra ver a imagem no tamanho original.

Tipos de políticos, por wibaju


Não adianta só reclamar do político A ou B sabendo que foi parte do eleitorado que o colocou no pedestal. Um destes eleitores pode ser Vc.
A Escola de Formação Política ensina que: “antes de fazer qualquer escolha, analise o perfil dos candidatos a fim de Vc errar por pouco, ou eleger o menos ruim".
Existe uma gama de políticos que podemos “sacar logo qualé a sua” pelo tipo de comportamento quando pede votos. Mas não se deixe iludir facilmente. Vejamos os tipos:

O dissimulado:
Mente na cara dura, a fim de alcançar objetivos imediatos. Faz promessas grandiosas nas campanhas, ciente que jamais poderá cumpri-las.
O narcisista:
Conta mentiras mesmo depois de eleito. Estufa seus atributos pessoais e super valoriza os feitos de sua administração pelo simples prazer de ser aplaudido. No bolso ou na gaveta sempre tem um espelhinho.


O delirante:
Diz as suas bases que é uma das pessoas mais influentes do partido, mas faz parte do segundo escalão, classe C. Por viver de suas fantasias, nem tem consciência de suas mentiras.


O incurável:
Vive roubando o dinheiro público, mas insiste em dizer que é honesto. Acredita que está acima das leis e que merece um reconhecimento mais polpudo pelo seu “trabalho”. Esse não tem cura.


O viciado
Pensa que cargo público é mina de ouro e bota a mão no jarro até onde dá. Mas quando é flagrado e denunciado por roubar dinheiro do povo, renuncia o cargo, foge e volta na eleição seguinte, dizendo-se ficha-limpa. Ou: “eu roubo, mas faço”!

O eucalipto
Não permite e nem deixa que nenhum dos seus companheiros cresça, politicamente, à sua sombra. Ou afasta ou demite e não dá explicações.

O tratante
Durante a campanha, na ânsia de vencer, promete cargos de confiança (sem habilitação) ao diabo e a todo mundo. Se elege; esquece a promessa, e só nomeia quem está no seu esquema e compartilha dos seus desmandos. Faz acertos nas concorrências, mas não dá nada em troca. Só recebe.

Obs: na próxima postagem vamos ver tipos de vereadores.

22/01/2017

Juscelino Kubitschek em Campo Mourão

 
Retorno - Musica de Juca Chaves, censurada pela ditadura
A volta do exílio de Juscelino - 1962

Juscelino Kubistchek de Oliveira, nasceu em Diamantina/MG. dia 12 de setembro de 1902 e faleceu em Resende/RJ, dia 22 de agosto de 1976, vítima de acidente automobilístico.
Em 1920, concluiu o curso de Humanidades do Seminário de Diamantina e foi morar em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Em 1927, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em 1930, especializou-se em urologia em Paris e fez um estágio em Berlim.
Em 1931, casou com Sarah Lemos, com quem teve a filha Márcia e adotaram Maria Estela quando esta, tinha apenas cinco anos de idade.
Em 1931, ingressou na Polícia Militar mineira nomeado médico oficial da corporação. Neste período, tornou-se amigo do político Benedito Valadares que, ao ser nomeado Interventor Federal em 1933 do Estado de Minas Gerais, o nomeou seu chefe de gabinete.
Em 1934, foi eleito deputado federal, mas perdeu seu mandato com o advento do golpe do Estado Novo
Em 1940, foi nomeado prefeito de Belo Horizonte por Benedito Valadares, cargo em que permaneceu até outubro de 1945. Na eleição seguinte, se elegeu deputado constituinte pelo Partido Social Democrático – PSD.
Em 1950, venceu Bias Fortes nas prévias do PSD, na escolha convencional do candidato do partido ao Governo de Minas Gerais.
Em 1951, foi empossado governador dia 31 de janeiro, após vencer o seu concunhado, Gabriel Passose, na eleição geral, pelo voto direto. Seu primeiro grande feito depois da sua posse, foi criar a  Companhia Energética de Minas Gerais (CEMG). Passo seguinte priorizou as estradas e a industrialização no Estado de Minas Gerais.
Em 1954, outubro, anunciou sua candidatura à Presidência da República com vistas à eleição de 1955, sendo oficializada em fevereiro deste ano. Na oportunidade, JK apresentou um discurso desenvolvimentista e utilizou como slogan de campanha "50 anos em 5". Em uma aliança formada por seis partidos, seu vice e companheiro de chapa foi João Goulart.
Em 1955, dia 3 de outubro, foi eleito presidente pelo PSD, com 35,6% dos votos, contra 30,2% de Juarez Távora, da UDN.
Em 1956, dia 31 de janeiro, a oposição tentou anular a eleição sob alegação de que JK não havia obtido a maioria absoluta dos votos. No entanto, o general Henrique Lott encabeçou uma mobilização militar que garantiu a posse de JK e do seu vice, Jango Goulart, normalmente.
De 1956 a 1961, foi presidente do Brasil, eleito pelo voto popular e cumpriu integralmente o seu mandato.
Na presidência, foi o responsável pela construção de Brasília, executando assim um antigo projeto com intuito de promover o desenvolvimento do interior e a integração do país.
Durante todo o seu mandato o país viveu um período de notável desenvolvimento econômico e relativa estabilidade política.
No entanto, houve também um acentuado aumento da dívida pública interna, da dívida externa, e, segundo alguns críticos, seu mandato terminou com crescimento da inflação, com aumento da concentração de renda e arrocho salarial.
Na época, não havia reeleição e em 31 de janeiro de 1961 foi sucedido por Jânio Quadros, seu opositor apoiado pela UDN.

Em 1962, elegeu-se senador por Goiás e tentou viabilizar sua candidatura à presidência em 1963, ano em que esteve em Campo Mourão, no mês de outubro e apoiou, publicamente, a candidatura a prefeito, de Ivo Mario Trombini. Ambos foram carregados nos ombros por correligionários e simpatizantes que lotaram a praça Getúlio Vargas, no maior evento político registrado na cidade. Cerca de 10 mil pessoas de toda a região vieram conhecer e aplaudir entusiasticamente, o responsável pela construção de Brasilia, a nova capital do Brasil
Contudo, JK foi impedido, pela ditadura, de sair candidato a presidente da República e Ivo Trombini (PSD) perdeu a disputa pela prefeitura de Campo Mourão, ao candidato Milton Luiz Pereira (PDC) que teve apoio do governador Ney Braga. 
Com o golpe militar de 1964, JK foi acusado pelos militares de corrupção e de ser apoiado pelos comunistas o que resultou na cassação do seu mandato e a na suspensão dos seus direitos políticos. Deixou o Brasil e, a partir de então, passou a percorrer cidades dos Estados Unidos e da Europa, em um exílio voluntário.
Em março de 1967 voltou definitivamente ao Brasil e uniu-se a Carlos Lacerda e João Goulart na articulação da Frente Ampla, em oposição a ditadura militar, que foi extinta um ano depois. A mesma ditadura que levou JK à prisão por um curto período. Mesmo assim JK pretendia voltar à vida política após os dez anos da cassação de seus direitos.
Em outubro de 1975, concorreu, sem sucesso, a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
Menos de 1 ano depois, dia 22 de agosto de 1976, morreu em trágico acidente automobilístico.
Juscelino Kubistchek é reconhecido nacionalmente como o “Pai do Brasil Moderno” e está entre os políticos de legado positivo, ao lado de Getulio Vargas, dentre os mais lembrados em todo o pais.


17/01/2017

Leonel Brizola em Campo Mourão


Leonel de Moura Brizola nasceu em Carazinho – RS, dia 22 de janeiro de 1922. Filho de colonos italianos, foi batizado com o nome de Itagiba Moura Brizola, mas suas atividades políticas o levaram a mudar seu próprio nome por Leonel, homenagem ao destacado líder dos ‘maragatos’, na Revolução de 1923, Leonel Rocha.
Itagiba (Leonel) Brizola estudou em Porto Alegre - RS, na atual Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Formou-se em Engenharia Civil e chegou a trabalhar na área por um período, mas seu envolveu com a política que tomava todo o seu tempo. 



Em 1945, aos 23 anos, foi um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) ao lado de Getulio Vargas e João Goulart.  
 Em 1946, foi eleito deputado estadual, o que lhe valeu o começo de uma longa e polêmica carreira política.
 Em 1951, disputou a prefeitura de Porto Alegre pela primeira vez, mas foi derrotado por apenas 1% dos votos.
 Em 1954, foi nomeado secretário de estado de obras do RS  e, em seguida, se candidatou e foi eleito deputado federal com a maior votação até então, obtida no Rio Grande do Sul.
 Em 1955, disputou novamente a prefeitura de Porto Alegre e ganhou mais votos que todos os seus concorrentes juntos.
 Com uma carreira política de sucesso, aos 36 anos de idade Leonel Brizola foi eleito governador do Rio Grande do Sul, época em que iniciou um projeto de construção de seis mil escolas públicas no seu estado.
 
Brizola com João Goulart

 Foi durante seu mandato de governador que o presidente Jânio Quadros renunciou ao cargo inesperadamente. Seu sucessor legal era o vice, João Goulart. No entanto, grupos de oposição tentaram impedir que João Goulart - em viagem a China - voltasse ao país e assumisse a presidência. Foi quando Leonel Brizola liderou a Marcha da Legalidade, que defendeu o direito de João Goulart tomar posse como novo presidente, e o movimento foi vitorioso.
 Em 1962, Leonel Brizola passou a morar no Rio de Janeiro onde se elegeu deputado federal, até que em 1964, militares comandaram o golpe que derrubou o presidente João Goulart, e instalou-se a ditadura militar no Brasil. Ameaçado de prisão, se exilou no Uruguai.

Em 1977, o regime militar brasileiro pediu sua expulsão do país vizinho e foi deportado para os Estados Unidos, onde desenvolveu boas relações. 
 
Brizola de volta do exílio

Em 1978, pediu asilo a Portugal e se juntou a outros exilados até voltar para o Brasil em 1979, graças a Lei da Anistia. Neste mesmo ano, foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e retomou sua vida política no Brasil.
 
 Em 1982, Leonel Brizola alcançou um feito ainda inigualado na história política do Brasil. Foi eleito governador por um estado diferente, o Rio de Janeiro. Pouco depois, a ditadura militar finalmente foi extinta no Brasil, em 1985.
 1989 - Com a volta das eleições diretas para presidente e a abertura eleitoral para os civis, Brizola se candidatou ao posto máximo da política brasileira em 1989. Esse pleito teve 22 candidatos e Brizola foi o terceiro mais votado, ficando atrás de Collor e Lula, que disputaram o segundo turno. Brizola apoiou Lula, mas Collor venceu. 
  
Comício de Brizola em Campo Mourão - PR

1989 - No roteiro de seus comícios, Brasil afora, incluiu Campo Mourão e se fez presente, diante de mais de aproximadamente 3 mil pessoas, na praça Getúlio Vargas, esquina da rua Brasil com av. Índio Bandeira, na frente do Ed. Mourão.
 
Namir Piacentini com Brizola em Campo Mourão - PR

Um dos anfitriões, ligado ao PDT de Campo Mourão e do Paraná, foi Namir Alcides Piacentini.

1990 - Brizola disputou o governo do Rio de Janeiro e se elegeu pela segunda vez.

Em 1994 tentou, novamente, a eleição para presidente, só que sua carreira política foi abalada ao apoiar Fernando Collor de Melo, que sofreu impeachment pelos atos de corrupção revelados em seu governo.
 
Com a esposa Neuza Brizola

Nos últimos 10 anos, o prestígio de Brizola caiu muito, tanto que sua votação foi insignificante em 1994. Na eleição seguinte para presidência, foi vice na chapa liderada por Lula, mas Fernando Henrique Cardoso conseguiu a reeleição. 
Nesse período, a jornada política de Brizola só colheria derrotas até sua morte. Perdeu nas eleições de 2000 para prefeito do Rio de Janeiro e nas eleições de 2002 para uma vaga no Senado.

Após os fracassos políticos, Leonel Brizola, continuou na militância do PDT, porém sem notória importância.
Depois de uma viagem a sua fazenda no Uruguai, retornou ao Brasil com infecção intestinal e muito gripado. Apresentava um quadro clínico bastante delicado que o deixou debilitado. Sua situação piorou e o forçou a ser hospitalizado. Exames foram feitos, mas nada de 'anormal' havia sido encontrado. Quando Brizola estava na entrada do elevador para deixar o hospital, sofreu um infarto agudo do miocárdio e ali faleceu no dia 21 de junho de 2004.

Leonel Brizola foi velado no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, e também em Porto Alegre, mas foi sepultado em São Borja, fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, mesmo local onde estão os ex-presidentes: Getúlio Vargas e João Goulart.


 
Citações e aforismos de Leonel Brizola

“Estou pensando em criar um vergonhódromo para políticos sem-vergonha, que ao verem a chance de chegar ao poder esquecem os compromissos com o povo.” 

“Todas as crianças deveriam ter direito à escola, mas para aprender devem estar bem nutridas. Sem a preparação do ser humano, não há desenvolvimento. A violência é fruto da falta de educação.” 

“O amanhecer é o momento mais bonito do dia, mas, quando ele chega, encontra a maioria das pessoas dormindo.” 

“Nossos caminhos são pacíficos, nossos métodos democráticos, mas se nos tentam impedir só Deus sabe nossa obstinação.” 

“Nunca coloquei a Igreja debaixo do braço para me eleger.” 

Esse sujeito (Collor) bate no peito e diz que "O Estado sou eu". Depois dizem que o Brizola é que é o caudilho. 

“Esses pastores querem é estação de rádio e dinheiro. São adoradores dos bezerros de ouro.” 

“Essa reforma ministerial é um balaio de caranguejos. Uns caranguejos entrando, outros saindo.” 

“Venho e volto do campo e os bois são os mesmos: não mudam de caráter.”

"Sou como uma planta do deserto. Uma única gota de orvalho é suficiente para me alimentar."

"Em matéria de necessidade pública, primeiro a gente faz a despesa necessária ao interesse coletivo e depois, a receita."

"Eu amo a Justiça Eleitoral. Mas não estou tranqüilo com a informatização." (urna eletrônica).

Nós queremos um regime que não seja apenas da raposa, queremos um regime da raposa e da galinha, onde existam espaços para os dois.


Candidatos em 89

A eleição presidencial brasileira de 1989 foi realizada em 15 de novembro, sendo a 25ª eleição presidencial do Brasil, na qual concorreram 22 candidatos. Seriam 23 se Silvio Santos não fosse trapalhão. Os candidatos abaixo estão pela ordem de votação da maior a menor:

20 – Fernando Collor de Mello – PRN.
13 – Luís Inácio Lula da Silva – PT
12 – Leonel Brizola – PDT
45 – Mário Covas – PSDB
11 – Paulo Maluf – PDS
22 – Guilherme Afif Domingos – PL
15 – Ulysses Guimarães – PMDB
23 – Roberto Freire – PCB
25 – Aureliano Chaves – PFL
51 – Ronaldo Caiado – PSD
14 – Affonso Camargo – PTB
56 – Enéas Ferreira Carneiro – PRONA
42 – José Alcides Marronzinho – PSP
54 – Paulo Gontijo – PP

31 – Zamir José Teixeira – PCN
27 – Lívia Maria de Abreu – PN
55 – Eudes Mattar – PLP
43 – Fernando Gabeira – PV
33 – Celso Brant – PMN
16 – Antônio Pedreira – PPB
57 – Manuel Horta – PDC do B

26 – Armando Corrêa – PMB
Leonel Brizola – PDT 12:  foi o terceiro colocado no pleito de 1989, dentre 22 candidatos. Fernando Collor de Mello venceu e depois foi impichado.


Nos comícios de Brizola o povo cantava: “lá lá lá lá lá brizoooola”. Se eleito fosse, disse que sua 'primeira prioridade' de governo seria: rever a concessão da TV Globo.

OoO