15/11/2018

Agradeço, Agradeço... Pai


Agradeço! 

Agradeço... pela música no meu coração, o sorriso nos meus lábios e a alegria em minhas mãos.

Agradeço... pela grande fé na mais profunda necessidade que sempre ajuda a manter a esperança e pelo Anjo da Guarda ao meu lado que me ajuda nos momentos de temor.
Agradeço... pelas oportunidades de exercitar a paciência, adquirir experiência e ganhar sabedoria.
Agradeço... por todos os desafios que me ajudam a amadurecer. 

Agradeço... pelos amigos e companheiros de caminhada.
Agradeço... pelo sorriso de uma criança, a coragem de um homem sábio e a sabedoria de uma mulher culta. 
Agradeço... pelo amor e a confiança que recebo e devo passar adiante.
Agradeço... pela imensa riqueza e bens com que sou abençoado.
 Agradeço... por toda dor que me tornou quem eu hoje sou.
Agradeço... por todas as lágrimas derramadas que atestam a profundidade de minha alma e a purificam.
Agradeço... pela força e a coragem de lutar e nunca desistir.
Agradeço... pela vida e pela capacidade de me maravilhar com pequenos e grandes milagres.
 Agradeço... pelos amores  e pelas pessoas ao meu lado.
 Agradeço... por uma visão e por um amplo horizonte espiritual.

 Agradeço... pelos meus defeitos e fraquezas – que me tornam humano.
Agradeço... por tudo, porque é bom, tem sua finalidade e seu sentido.
Agradeço, querido Pai de Tudo  e de Todos!
Amém !!!



13/11/2018

Campo Mourão e o perigoso Ivaí

 
Rio Ivaí imagem de satélite

O Estado do Paraná possui 16 bacias hidrográficas: Bacia Litorânea, Bacia do Ribeira, Bacia do Cinzas, Bacia do Iguaçu, Bacias do Paraná 1, 2 e 3, Bacia do Tibagi, Bacia do Ivaí, Bacia do Piquiri, Bacia do Pirapó, Bacia do Itararé, Bacias do Paranapanema 1, 2, 3 e 4.
O rio Ivaí  nasce em Prudentópolis, resultado da fusão das águas dos  rios: São João e dos Patos (25°1'13.50"S - 50°58'25.88"W) de onde segue noroeste, por  cerca de 685 quilômetros, até desaguar no grande rio Paraná, entremeio as cidades de Icaraíma (Porto Camargo) e Querência do Norte na divisa  com Mato Grosso do Sul. 
Sua bacia tem área de 36.662 km². É eminentemente paranaense e corre em sentido inverso, a exemplo do Piquiri e Iguaçu, que não deságuam no Atlântico, mas sim no 'Paranazão'.
O rio Ivaí é o maior rio totalmente paranaense já que o rio Iguaçu banha também trechos do estado de SC e o Paranapanema nasce no estado de SP e serve de limite entre os estados do Paraná e de São Paulo até a sua Foz no Rio Paraná, banhando, portanto dois estados.
O Ivaí se destaca dos demais grandes rios paranaenses pela sua principal característica que é a cor da suas águas que,  na maior parte do ano, apresentam-se é amarronzadas ou ocre-avermelhadas. Por isso a confluência de suas águas com as do rio Paraná exibe o fenômeno de instabilidade hidrodinâmica, com a formação de vórtices  de cores diferentes, semelhantes aos observados na junção dos rios Negro e Solimões  na formação do rio Amazonas, fenômeno popularmente conhecido como o encontro das águas.
O Ivaí, historicamente, é um dos rios mais importantes do desenvolvimento do Estado do Paraná e do Brasil. 
Nas pós-descobertas da América do Sul e do Brasil, várias missões religiosas, reduções jesuíticas e vilas espanholas surgiram na região dentro dos limites da Província Del Guairá, pertencente ao Paraguai - capital Assunção, quase todas elas às margens da calha do Ivaí, na época, importante via hidrográfica, preferida dos castelhanos.
 
Ubah
Imagem relacionada
Seu nome é de origem linguística guarani. Ubah: cana brava, 
que viceja em banhados e brejos. I em guarani é água (rio). Daí a junção Ubahi 
Em 1570 (maio) surgiu a primeira povoação mais próxima a Campo Mourão. Trata-se da Villa Rica del Espirictu Sanctu, fundação espanhola, a 60 léguas da Ciudad Real (Guaíra), à margem esquerda do rio Ivaí, nos Campos de Coaracyberá (região próxima a Ivatuba, Ivailândia e Campo Mourão) fundada por Ruy Diaz de Melgarejo.


Em 1575, Ruy Dias de Gusmán, transferiu Vila Rica do Espírito Santo até a foz do rio Corumbataí, confluência com o Ivaí, proximidades de Fênix – PR, face os constantes ataques à primeira fortaleza de madeira, ordenados pelo cacique Coaracyberá (coaracy/sol, berá/brilhante) .
 
1957 - Porto Bananeira
Entre os anos de 1940 a meados de 1960, o caudaloso e piscoso  Ivaí tinha vários portos  com frágeis  balsas de transposição de pessoas e veículos por sobre seu leito largo e profundo, Os principais eram: Porto Fênix, Porto Bananeira e Porto Figueira, estes localizados acima do Porto Metrópole que ligava Campo Mourão à Floresta e Maringá nos anos 50/60 e, outros tantos rio abaixo.

 
1955 Balsa Hilda - Porto Metrópole
“Meu pai tinha um restaurante por ali e comecei trabalhar com balsa e pesca aos 17 anos.” (depoimento de Jurandir Zerede, 78, de família pioneira na região do Rio Ivaí). "Nosso comércio (restaurante) foi comprado por um primo meu e funciona ao lado da rodovia, em Floresta. Na fachada tem uma pintura bem grande copiada de uma foto da época das balsas e botes de travessia", recorda. 

  
 
Bote feito de tronco de árvore - transporte e desembarque

"Lembro-me também, dos arrojados barqueiros que transportavam, perigosamente, pessoas em frágeis canoas deslocadas com a força braçal dos remos e varejões por pontos esporádicos e não menos profundos do caudaloso Ivaí."  
"As pontes sobre o Ivaí começaram a ser construídas por volta de 1955." - lembra Jurandir. "Até então a travessia era pelos lajeados, nas passagens rasas das corredeiras. Foram muito úteis na passagem de tropas, boiadas e porcadas que eram tocadas a pé, e vendidas em Apucarana. Quando o rio enchia não passava nada." 



"A primeira ponte era toda de madeira no Porto Metrópole, que veio em substituição a Balsa Hilda. Esta ponte, do tempo do primeiro mandato do Lupion, rodou, levada por forte  enchente logo após concluída. A balsa voltou a operar até que a  primeira ponte  de concreto veio logo após, aberta ao tráfego em 1956 e inaugurada em 1957, e que resiste até hoje, mesmo nas grandes cheias que cobrem tudo de galhadas e barro" explicou o pescador Jurandir.
 

Mais recentemente, com a duplicação da rodovia Campo Mourão/Maringá, fez-se necessária uma segunda ponte iniciada em 2016 e concluída pela Viapar, em meados de 2018, empresa responsável pela arrecadação do pedágio no importante trecho de aproximadamente 100 km.
 

Cida Borghetti, governadora em exercício,  inaugurou dia 06 de julho de 2018, às 08:54, sexta-feira, a nova ponte construída sobre o Rio Ivaí, na PR-317, entre Floresta e Engenheiro Beltrão ou, mais exatamente Campo Mourão/Maringá. Apesar de nova já teve algumas interdições e recebeu reparos em sua estrutura, enquanto a mais antiga, com mais de 50 anos, permanece intacta e segura.


Em pé:  Armando Queiros, Ligia Maria Ferreira, Márcia Queiros, Marieta Giani e Odethe Schen. Sentados: Armando Queiros Jr., Ubirajara Giani, Margareth Giani, Maria C. Queiros e Luiz P. Schen - Mourãoenses na inauguração da primeira ponte - 1957

A primeira, em concreto aramado, foi inaugurada em 1957 por Moisés Lupion (56-61).
A rodovia pedagiada e conservada está em fase final de duplicação, daí a necessidade das duas pontes de mão única e rápida, a qual faz parte da rota turística à Argentina, Paraguai, Cataratas do Iguaçu e atende as exigências do Mercosul  passando, obrigatoriamente, por Campo Mourão, que detém o maior entroncamento rodoviário do sul do Brasil.

 
Com 33 metros de altura a ponte nova tem 
280 metros de extensão e 12 de largura.


Galeria de Fotos do Rio Ivaí

 
Balsa - lanchão - metálica abandonada
  
Antes de embarcar na balsa:
Desçam. O caminhão vai vazio, só com o motorista.
 
A  frente do bote era presa em uma corda 
como medida de segurança caso virasse
Porto das canoas

Bote perdido na correnteza
Porto Ubah 

 
Porto Bananeira
A primeira ponte

Dupla cheia do Ivaí
 



 
Encontro das águas do Ivaí e Paraná
Fim do Ivaí em Dr Camargo 

Dia de chuva, Ivaí cheio, pista lisa  - Ponte 1
Ivaí entre  Manoel Ribas e Cândido de Abreu
Lajeado do Ivaí por onde se passava a pé 
próximo à Floresta
Afluente do Ivaí - cadê a ponte?

O Ivaí passa por Fênix próximo à Vila Rica.
Aqui a Volta Grande, antigo Porto de Areia
 
Passagem margem à margem em tempo de seca


Trecho entre São Pedro do Ivaí e São João do Ivaí

Dupla visão da Ponte que substituiu a balsa no Porto Ubah

Detalhes da construção da Ponte 2 
Rio Ivaí Campo Mourão Maringá
   
  
 
 
 
 
A Ponte 2 no Ivaí - Campo Mourão Maringá

12/11/2018

Troquei a Microsoft por Tomates

Sou de origem humilde. Nasci na roça e me criei na Vila Cândida, periferia de Campo Mourão. Passei muitas necessidades e tive pouco estudo. Sei assinar meu nome e sou bom em números, cálculos simples a partir do 1 + 2, e paro por aí.
Mesmo sem preparo e renda fixa decidi me casar com Marta da Mata, bonita de tudo, carinhosa, boa de coração, corpo e alma. Em dois anos já tínhamos dois meninos amados. Não dei folga.
Mas no trabalho sofria altos e baixos. Nunca assinaram minha carteira por onde passei, e ganhava nada além de salário mínimo, flutuante.
Decidimos e fomos morar em São Paulo por ter muitas empresas e maiores chances de emprego. Mudamos, mas a vida malvada não. Continuou me batendo e eu, me debatendo, na luta pela sobrevivência nesse mundo cruel para quem não tem nada. 
Certa manhã, com apenas cinco reais no bolso e muita fome no estomago, perambulava eu pela rua no meio daquela multidão apressada pensando no que comprar com aqueles míseros trocados. Eram quatro bocas para alimentar, além do gato, do cachorro, da arara azul palradora e o coletivo para pagar.
De soslaio vi um reclame na parede do prédio todo envidraçado, na minha frente, e uma placa na fachada: ‘CONTRATAMOS’.
Pensei: deve ser Deus que me vai dar uma boa chance!
Entrei, mal vestido e, a cerca de dois metros, no final de um corredor atapetado estava um balcão e uma moça bem vestida, educada e de ótima aparência. Sentada, lixava as unhas.
Na pequena sala da recepção, indiferentes como ela,  estavam nove pessoas sentadas. Eu era o décimo. Fui direto ao balcão e a moça olhou-me de cima a baixo e pelo visto não gostou da estampa. Mandou-me sentar e aguardar. 
Deu uma torcedela no nariz, como se tivesse sentido algum mau cheiro. Na verdade nem banho estava tomando porque a água estava muito cara e, a barba também queria um trato, e eu liso igual Durango Kid. 
Em pensamento dei razão a ela, toda cheirosinha perto de um ‘gambá’. Ninguém merece!
Passadas umas duas horas – creio eu – dei até um bom cochilo, a moça me chamou. Perguntou meu nome e o que eu desejava?
Me chamo Paulo José de Arruda e quero emprego. Vi uma placa lá na frente, respondi.
Ela anotou e disse que a vaga era de faxineiro e que eu estava na maicrosófe (Microsoft), a maior companhia em informática do mundo, de Mister Bill Gats.
Só entendi a vaga e falei: tudo bem moça! 
O resto compreendi, mas não entendi. Eu queria é trabalho e renda só, sem mimimi.
Ela me levou até uma porta envidraçada, das muitas por ali, com duas letras douradas no meio: RH. Acompanhou-me até uma mesa onde outra moça bonita me atendeu e mandou eu me sentar. A primeira me desejou boa sorte e retirou-se.
A do RH me explicou tudo sobre faxina do prédio (três andares), comentou do salário (mais de mil reais), carteira assinada com direito a VT e AR. Passou-me um formulário para eu preencher em casa. Fiz uma entrevista rápida e, meia hora depois me disseram que fiquei em primeiro lugar.
“O senhor preencheu os requisitos”! 
Me emocionei. Não sabia se chorava ou ria. 
O senhor já pode começar amanhã, tá? Esteja aqui pouco antes das 8 horas. Agora o senhor pode ir, responda as perguntas, anote seus documentos, seu endereço e nos mande  tudo por Em@ail. tá?"
Putzzz, ai complicou
Ohhh dissgraçaa!! Quase falei um palavrão. %#@??/
Que diabo é esse tal email? Nem computador tenho, raios! Eu não sabia de nada disso, muito menos de informática. Desisti antes de começar. Pode?
Triste, não queria voltar sem nada à minha casa. Vi uma feira-livre, direto da horta para sua mesa, e dentre tantos hortifrutigranjeiros fresquinhos, me deparei com caixas de tomates por 5 reais cada, bandejas de 30 ovos por 10 reais e um jovem que gritava: oolhaa a pamoonhaa, tá quentinha!!
Ovos de lado, pamonha à parte comprei uma caixa de tomates graúdos, bem vermelhos e fiquei duro.
Joguei-a no ombro esquerdo - uns 30 quilos - e saí torto a vender de porta-em-porta. Vendi tudo pelo dobro. Voltei na feira e comprei outras duas. Vendi pelo dobro. No primeiro dia lucrei 20 reais. No seguinte, 80. Em uma semana comprei uma bicicleta de carga. Em um mês comprei uma kombi. Em um ano tinha uma frota.
O tomate melhorou minha vida totalmente. Havia fartura. Construí um sobrado lindo e abri uma baita empresa denominada “Rei do Tomate’.
Atualmente incentivo o produtor rural, compro toda a safra e comercializo toneladas do fruto internamente e exporto, em larga escala, para o mundo todo.
A vida me sorriu depois dos desafios que encarei sem esmorecer. Descobri que ela só é boa para quem nunca desiste. Passei a me vestir socialmente, gravata, esporte fino direto, cheirosinho. Afinal agora sou executivo e trato dos negócios diretamente com outros empresários como eu, elegantes. Até me chamam de doutor Arruda. Aí eu dou risada.
 
Hidrovia chinesa divisa com Vietnã

Recentemente recebi a visita de uma comitiva chinesa, que ia fazer palestras em Campo Mourão sobre navegação e transporte fluvial. Segundo o chefe, disse ele, que nos fretes embarcados por rios “o preço cai 80 por cento do custo da mercadoria fretada. De trem baixa uns 50 por cento e o transporte rodoviário é 100 por cento em cima das mercadorias. Caminhão e combustível são caros demais no Brasil, que tem muitos rios enormes, mas não tem hidrovias!!
Cafezinho vai, papo vem, fechamos um grande negócio em milhares de euros.
O chefe Chin então me disse todo contente, com aquele sorrisão característico do oriente: agora tudo certo, negócio fechado, manda fatura por em@ail e nós deposita valor na sua conta na hora”.
Olhei bem nos olhos apertados dele, sorri e respondi: “os senhores não notaram que na minha empresa não tem computadores?  Só vendo à vista!
Mass porr quê isso, doto Alluda?
Porque se eu tivesse computador, hoje eu seria faxineiro da maicrosófe e capacho do tal Bill Clinton.
Boa tarde, sucesso na palestra lá na minha terra e passem bem !!
Rita... por favor, mande entrar o próximo !! 
>0<


Eu, particularmente, não como tomate, com todo respeito por aquele que mudou a nossa vida e de mais de cem famílias de empregados contratados por mim, no campo e na cidade. Mas é um alimento super nutritivo, quando maduro (vermelho). Recomendo, afinal sobrevivo disso. 

Tomate é um dos frutos mais consumidos na culinária mundial. Rico em vitaminas A, B e C e sais minerais: fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Esses nutrientes ajudam no desenvolvimento dos dentes, músculos, ossos e protege o sistema imunológico. No tomate existe uma substância importante que dá sua coloração vermelha: licopeno. Esse nutriente é antioxidante que combate envelhecimento precoce. Outro benefício é a proteção do sistema cardiovascular e contra alguns tipos de câncer. 
Diferente de muitos outros frutos, tomate cozido é mais nutritivo do que cru, porque o licopeno é melhor absorvido nessa situação. Por isso, molhos e sopas são ótimos em qualquer dieta, principalmente para quem se preocupa com o peso, já que tomate possui poucas calorias, menos de 20 kcal em 100 gramas. 
Sugestão: tomate assado ou recheado com queijo fica delicioso e é perfeito para acompanhar carnes. Para retirar a pele espete o tomate com um garfo, mergulhe-o em água fervente, retire lentamente e descasque. A pelinha é indigesta. O estômago não a dissolve.
tomate_hortifruti (Foto: Thinkstock)  
Coma Tomates e Viva 100 Anos !!

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