24/03/2017

Escrever diferente por Wibaju

 
Histórinha da Escrita

É possível escrever sem usar os artigos ‘o’ e ‘a’ e sem as palavras: acho, como e para? (abomináveis, por sinal). --Vamos tentar?


Quando Cabral descobriu uma terra que apelidou de Brasil, não chovia, nem ventava, fazia uma calmaria danada, escreveu Pero Vaz de Caminha.
Mas será que ele descobriu mesmo?
-- Creio que não!
Duvido porque na tal Terra Brasilis, batizada Pindorama pelos nativos que aqui habitavam, os ameríndios se encontravam aos milhões por todo continente povoado do Novo Mundo.
Outra contradição, nesta história de descobrir nosso Brasil em 1500, é chamada de Tratado de Tordesilhas, assinado entre Espanha e Portugal em 1493. Um tratado antes da descoberta. Pode?
Na realidade tudo nos faz acreditar que Cabral veio com 10 caravelas, que não enfrentaram chuva nem calmaria alguma, justamente buscar e carregar toneladas de pau-brasil, na época muito usado na China em tinturas de tecidos, primordialmente na seda.
Esse tal descobrimento foi desculpa portuguesa no sentido de explorar, fartamente, essa madeira cor de brasa com fins comerciais, movidos pela ganância e crença no enriquecimento rápido sem custo na aquisição da preciosa matéria prima, então abundante e de graça na Mata Atlântica de Pindorama (terra de muitas palmeiras).
Em resumo, o Brasil é explorado por estrangeiros desde 1500, nada diferente do que ocorre até hoje. Esse país pacato, hospitaleiro, assaltado por tantos outros povos de vários países, continua sendo roubado na sua madeira, fauna, pedras preciosas e todo tipo de riqueza natural, além da raça insaciável dos gatos e ratos de porão proliferantes no Mensalão, no Petrolão, e coisa e coisa, num poço sem fim.

--Agora vamos conferir o texto e verificarmos se usamos as palavras citadas acima.

-- Pelo visto é possível, sim, escrevermos sem utiliza-las. Não encontrei nenhuma, viu?!




Wille Bathke Jr

20/03/2017

Campo Mourão: Fala Horácio Amaral*


“Nossa vida, embora cheia de revezes e vitórias tem, graças a Deus, decorrido normalmente sem qualquer acontecimento que possa merecer algum destaque. Somos formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná. O primário fizemos na minha cidade natal (Mallet), no Grupo Escolar Dario Vellozo e, desta forma, sempre nos lembramos eternecidos pela saudade, principalmente dos primeiros mestres que tivemos. Após concluído o primário fomos alunos no Seminário São Vicente de Paula (Irati - PR) por menos de um ano. Em 1943 iniciamos o curso ginasial no Colégio Regente Feijó (Ponta Grossa – PR). Em 1946 nos transferimos para Curitiba onde continuamos os estudos no Colégio Estadual do Paraná. Cursamos o Clássico, hoje chamado de Colegial. Posteriormente enfrentamos o famigerado Vestibular na Faculdade de Direito e dissemos o Ego promito!! em 1954. Devo esclarecer... que embora sempre tivéssemos o apoio e o auxílio do meu querido e saudoso pai (Ângelo Amaral), levei sempre vida de estudante pobre, como soe acontecer com a maioria dos estudantes da atualidade, que enfrentam serias dificuldades para prosseguir nos estudos. Tanto isto é verdade que de 1943 a 1954, trabalhei em várias atividades, tais como: balconista, ferroviário, bancário, professor e viajante (caixeiro) comercial. Como balconista tive a felicidade de ter como patrão um dos industriais mais categorizados de nossa cidade (Campo Mourão), o senhor Delcides Constantino Miguel, na época, proprietário de um dos maiores armazéns de secos e molhados, o tradicional Armazém da Ordem, situado na Praça (Largo) da Ordem, em Curitiba. Quando cursávamos o último ano de Direito e já de posse da carteira de Solicitador Acadêmico (advogado não formado) prestei exame de suficiência e fui nomeado como professor no Ginásio Estadual de Assai. Naquela cidade cheguei não só como professor mas também como advogado. No Município de Assai fui eleito Vereador, tendo sido presidente da Câmara Municipal durante todo o mandato, isto é, por quatro anos. Exerci também o cargo de Prefeito Municipal de Assai, pois naquela época inexistia o cargo de Vice-Prefeito. Felizmente podemos dizer, sem qualquer pretensão, que nossa passagem pelo Executivo Assaiense foi marcada por muitas realizações de ordem administrativa”, concluiu Horácio Amaral.

Depoimento ao Jornal Tribuna do Interior, em 03 de Junho de 1973 - na coluna Lideranças & Comunidade - Autor: *Joani Teixeira.


Depois de cumprir seu mandato de prefeito de Campo Mourão e realizar uma profícua gestão municipal, Horário Amaral estava candidato a deputado estadual quando sofreu acidente automobilístico na BR-158 - que leva seu nome - nas proximidades do Horto Municipal de Campo Mourão.

Santinho – No verso do seu “santinho” de campanha a deputado estadual lê-se:

AFIRMAÇÃO PELO VOTO
A nossa candidatura surgiu pelo propósito que temos de lutar por um programa de realizações mais justas e humanas. Reafirmamos a nossa fé no regime democrático e nas tradições cristãs da nossa gente. Anima-nos a idéia de atuar em todos os setores e situações em prol do desenvolvimento do Paraná e do bem-estar social da nossa gente.
Honre-nos com seu voto, para que possamos concretizar estes objetivos.
          Com um abraço do amigo


           – Horácio Amaral”.

31/01/2017

Campo Mourão É Nós no Face

 

 
Esta foto de 1959 leva Campo Mourão ao passado recente

À esquerda, hoje está a praça São José. Ainda se vê ali o antigo Instituto Santa Cruz todo de madeira, do piso ao telhado.
Onde se vê o Bar e o Posto Ipiranga hoje tem um quiosque.
À direita mais parece com o que ainda tem por ali, e a avenida Capitão Índio Bandeira estava no início da terraplenagem a fim de começar a receber as benesses do asfalto, iniciado (4 quadras) pelo prefeito Antonio Teodoro de Oliveira e, inaugurado pelo prefeito Milton Luiz Pereira, em 1963.

Vanderleia Regiane Gostei do bar atrás com café, leite e  kibe.
Wille Bathke Junior tem um quiosque do japa agora ali.
Francisco Jorge Spartalis Teixeira Esquina da Harrison Borges a rua em que eu morava. Uma quadra abaixo na esquina com a M.M. Camargo ! Posto do Kopko (Ipiranga) à esquerda e a direita ficavam, também, a Barbearia do João e a Casa Amaral.
Wille Bathke Junior o posto era dos Kopko, mas a Casa Amaral não aparece, era mais prá cá. O que aparece ali, à direita, hoje é o Shopping Zé Mineiro com lojinhas de tudo.
Danilo Kravchychyn Fotografia impressionante, dá para imaginar o que era chegar à progressista Campo Mourão de hoje, desde aquela época!!!
Nerilma Barboza Imagina em 1911 Danilo! Foi o ano que minha avó Benedita Pereira da Cruz nasceu, aqui em Campo Mourão!!!
Glaucia Stocki Que bela fotografia, não da para acreditar, é impressionante.
Marcia Tais Traple Esse desnível que tinha na Índio Bandeira era preparação para o asfalto. Quem lembra da cerca de arame farpado que separava enquanto faziam o asfalto?
Francisco Jorge Spartalis Teixeira Eu lembro, pois passava ali todos os dias !
Wille Bathke Junior Bem lembrado... o prefeito Antoninho que mandou cercar a fim de evitar acidentes. Os buracos antes do asfalto tinham mais de metro de fundura. Esse trecho, tão bem feito, nunca precisou de reparos.
Marcia Tais Traple Eu morava no prédio da esquina e ia com a Mariza Zanini pro Instituto Santa Cruz e um dia ela enroscou o calcanhar na cerca de arame e teve que levar nem lembro quantos pontos. Moramos nesse prédio (Edifício Mourão) até 1968.
Wille Bathke Junior Seu Albano Zanini - pai da Mariza - tinha ali a Loja Renner. Depois montou funerária. Teu pai saia desse prédio, atravessava a rua Brasil e já estava na antiga Sta Casa, na rua Brasil, com Dr José Luiz Tabith. Boas lembranças essa foto traz.
Nerilma Barboza Que legal essa foto! Um ano antes de eu nascer.
Wille Bathke Junior Começou a ser asfaltada em 1960 pelo prefeito Antonio Teodoro de Oliveira (seu Antoninho) e o Dr Milton Luiz Pereira inaugurou, com presença do governador Ney Braga, do bispo diocesano Dom Eliseu Simões Mendes e outras autoridades. Vinha gente de longe ver como era o tal do asfalto. Era grande a curiosidade pela novidade.
Marcia Tais Traple Eu estudei no Instituto Santa Cruz até 1963 e o asfalto foi inaugurado em torno desse ano.
Dirce Bortotti Salvadori quando nos mudamos pra Campo Mourão, em Dez/1965, tinha só 4 quadras asfaltadas na Cap.Indio Bandeira.
Wille Bathke Junior  eram entre as ruas: Francisco Albuquerque, Brasil, Harrison J. Borges, e São Paulo, mas logo ampliaram, principalmente o prefeito Renato Fernandes Silva. Daí não parou mais.
Wille Bathke Junior  em 63/64 seu Osvaldo construiu o Ed Alvorada e alugou o térreo a Casa dos Retalhos e seu pai (Reinaldo) veio instalar e gerenciar a loja, em seguida. Por causa dos alto-falantes da loja e do Chalé dos Milhões, do lado de fora, começaram apelidar o local de 'esquina do barulho'.
Dirce Bortotti Salvadori  Isso mesmo! Havia som por ali o dia todo. Também tinha a banca de jornais, revistas, loteria e de discos do Machadinho, logo ao lado, que tocava músicas variadas o dia todo! Se o Machadinho parava de tocar, alguém da Casa dos Retalhos ia até ele pedir uma música e ele rodava o disco, com volume alto. O tio Benedito ( Coronel Bastião) realizou os dois primeiros shows musicais sertanejos dentro da Casa dos Retalhos. Faziam parte das campanhas de vendas: Festa do vinho, festa do quentão, etc...
Regina Menin Gaertner eu cheguei em Campo Mourão em 1973 e as avenidas Cap Indio Bandeira, Manoel Mendes de Camargo e Irmãos Pereira já eram asfaltadas. Também parte da av Goioerê e algumas transversais. Mesmo assim, em tempo de seca, os vendavais enchiam nossas casas de poeira. Era uma tristeza!
Marcia Linhares Em 1959 já era cidade grande!! imagina em 1951!!
Wille Bathke Junior e vocês na esquina da Harrison J Borges ao lado do futuro Santa Maria. Sua casa de madeira, mas tinha até jardim de inverno, construída a mando do seu pai, Armando Queiroz de Morais (advogado e deputado estadual).
Maria Alcione Martins Boiko quando sentimos Saudade é porque fomos felizes. Eu sinto saudades dessa época.
Aquiles Nizer Saudades dessa época.
Carmem Fulgencio Saudades . . . Ja era linda !

Mais curiosidades de Campo Mourão
  
Acima nós vimos a av. Índio Bandeira no início de 60. Agora a mesma avenida no início de 50. Foi o ano que chegamos a Campo Mourão. Note que ali abaixo tem um cachorro morto e não tinha 'coleta de lixo, nem rede elétrica, só os postes falquejados de pinheiros, feitos na serra manual e no machado. Já pensou que bucólico isso? Não esqueço nunca a mudança de Curitiba pra cá. Foi radical. Um choque. Tudo diferente de lá. Até de falar. Mas me afeiçoei mais por Campo Mourão que não troco por lugar nenhum. Viajo, bate a saudade, aí volto ligeirinho. .
Francisco Jorge Spartalis Teixeira Eu vi a colocação destes postes. Vivi essa época correndo de bicicleta pela rua enlameada. Que farra !
Wille Bathke Junior Era tudo descida e subida pelo espigão. Depois foram aplainando e a cidade ficou um platô.
Ana Isaura Nunes Minha família veio de Castro em 1951. Lembro que no dia que chegamos chovia muito, a casa não estava pronta e foi improvisada uma barraca. A noite se ouvia muitos tiros por conta das brigas por terras. Meu pai quis fazer o caminho de volta, mas minha mãe não deixou. 
Wille Bathke Junior Hoje somos brindados com essa cidade bonita. Valeu enfrentar as dificuldades. Tua mãe era jovem, bonita e quando chegou usava roupa branca. Aí já viu, neh. Tudo diferente de Castro. 
Adalbrair Albuquerque Rego Só um lembrete ... na cidade no inicio até na gestão do primeiro prefeito, nosso amigo Pedro Parigot de Souza Filho, existia muitos LAGARTOS que corriam nas ruas e muitas grandes cobras CASCAVEL com muitos GUISOS na ponta do rabo e enormes URUTÚ. Até agora tomo susto só de lembrar.
O QUÊ FALTA NA POLÍTICA DE CAMPO MOURÃO? 

Cida Freitas Precisam surgir novos nomes . Pessoas de caráter ilibado, com visão aberta para o desenvolvimento, que saibam dialogar e que não usem a política como trampolim para si e para os seus. Que saibam somar talentos e agregar pessoas, que tenham projetos e a humildade de ouvir a comunidade. Pessoas cujo ego não suplante o bom senso e a capacidade de ver e ouvir! 

16 de fevereiro às 19:53

Ivone Brito E que seus ideais sejam para o bem comum e a política não seja profissão, mas sim exercício da cidadania. Ter capacidade de interagir, ouvir, dialogar, elucidar e promover, sobretudo, o despertar dá responsabilidade cidadã em toda comunidade. Há necessidade urgente de mudanças, pois temos algumas pessoas que não são líderes, são apenas e tão somente políticos.


Angela Kraus (prefeita de Farol)

16 de fevereiro às 15:34 · 
Gostaria de expressar minha opinião pois hà uma confusão entre bondade e administrar. Um administrador age de forma a cuidar do presente e do futuro das pessoas e da empresa que gerência. E um grande princípio da administração pública é a legalidade qual diz: no particular podemos fazer tudo o que a lei NÃO proíbe. Porém na administração pública podemos somente fazer o que a lei permite!
Outro assunto é a crise. Ela abrange o país do qual fazemos parte e o que vemos na TV também nos atingiu. Estamos a beira de um colapso e se não pisar no freio estaremos nos noticiários com salários e compromissos com credores atrasados. Portanto devemos lembrar da responsabilidade de cada poder. União, Estado e Municípios. Estamos estagnados de tanta responsabilidade que não nos cabe. 
Defender direitos é fundamental quando se coloca no coletivo. Coletivo refere a maior parte dos interesses da sociedade. Onde ha Deus não existe espaço para mágoa rancor ou vaidade. Peço a Deus que coloque sua mão e interceda. Que a sua mão sagrada não mude nenhum milímetro do que nos foi concedido. 
Amém!

Vanderleia Regiane 

17 de fevereiro às 12:35 · 
Ta na hora de Campo Mourão sacudir a poeira de baixo do tapete hehehehehe vamos ver no que vai dar. Está tendo muitas apresentações e bastante blábláblá nos bastidores. Quando começar a funcionar e por em prática, os elogios podem ser maiores. Por enquanto estou de camarote, só observando.  

Adriana Aparecida de Mello

18 de fevereiro
A política para mim é a ciência mais extraordinária que conheço, nas mãos certas transforma a vida das pessoas e a sua própria vida, porque não há como não mudar a si próprio quando muda a realidade do outro para o bem é claro. Muitos dizem e eu mesmo contrariada por vezes tenho que admitir, o estado novo foi arquitetado para os corruptos, para os usurpadores da republica, para poucos usufruírem o que muitos precisam.  Tenho em mim a esperança de um estado novo, que nosso contemporâneo seja escasso, todas as vezes que penso no agente político penso que gostaria de estar perto do homem que não tenha preço e sim valor.

Francisco Jorge Spartalis Teixeira 

Os problemas da política são essas ideologias distorcidas, atrasadas, retrógradas, que contaminam tudo e é aí que vira verdadeira Torre de Babel onde todos querem se agarrar !

Mario Telmo Ferri Alessi 

Ser político não eh problema, o problema eh a índole da pessoa, se é boa, ninguém a corrompe, toda pessoa que tem uma visão de coletivismo e boa índole, eh capaz de viver e fazer o bem na política, alguns com mais aptidão e visão, são os estadistas, mas jamais menosprezemos o justo, porque este fará a diferença na política, o estadista nos guiará para sonhos, para o futuro promissor, então antes de tudo vamos torcer por uma legislação que beneficie o correto e impeça do corrupto continuar na política, jah eh um começo, a partir daí surgirão bons nomes sim.
Neiva Maria 
Realmente precisamos de políticos de caráter descompromissado com seus interesses particulares e voltados para os interesses da população de Campo Mourão.

5 de março às 10:13 · Campo Mourão:
Estrada Boiadeira - do sonho centenário à realidade. 
Falta bem pouco... mais de 50% estão prontos.
Campo Mourão vai sentir um grande impacto do tráfego oriundo de Mato Grosso e estados acima, em busca do corredor do Merco Sul e do Porto de Paranaguá.

 
Estrada Boiadeira esperança de Campo Mourão

Comentários:

Luiz Alfredo Da Cunha Bernardo, bom Wille, ao relatar o sistema viário urbano e rural, já previmos um desvio defronte à hoje JBS (boiadeira), sentido BR 272, que por sua vez se liga ao anel viário, no início do parque industrial. Lembro ainda que foi planejado o sistema viário para os próximos 40 anos, com demandas habitacional, industrial, faculdades, etc. Inclusive vejo que a atual gestão ainda esta se familiarizando com o tema.
Wille Bathke Junior: Planejar é preparar o futuro. Parabéns Dr !!
Mario Telmo Ferri Alessi Em Maringá fez-se planejamento urbano e rodoviário (trans-modal na realidade, ferroviário, rodoviário e aéreo) todos se integrando, sempre olhando o longo prazo, e isto foi uma das molas propulsoras do desenvolvimento daquela cidade. Fico feliz, Luiz Alfredo, que aqui tb estejamos desenvolvendo este hábito. Parabéns a quem tomou tal iniciativa, e que as futuras administrações os sigam, independente de sigla partidária, para o bem de nossa população.
Wille Bathke Junior Bem lembrado, Mario. Abç amigo !!
Geovani Oliveira Infelizmente muitos de Campo Mourão não pensam na cidade a longo prazo, e isso atrasa nossa terra em relação a outras cidades. Só para citar 2 exemplos.... O que era Toledo a 15 anos atrás? Vocês sabiam que já existe planejamento para "Maringá 100 anos".... Em tempo: MARINGA tem quase a mesma idade de Campo Mourão!!
Luiz Alfredo Da Cunha Bernardo Temos uma formação étnica voltada em Campo Mourão ao "isso é meu; aqui tem dono". O que é muito comum nas regiões desenvolvidas nos seus primórdios por atividades econômicas de extração e não cultivo. Nas regiões e lugares que citou a formação étnica não se prendeu a esta situação; já que o plantar e colher se implementou de inicio. E infelizmente ainda é assim em Campo Mourão; apenas saíram da mata e foram para as prefeituras, sindicatos e algumas organizações civis. Contudo vejo nos últimos dois anos pessoas que tem independência econômica gerada pelo esforço pessoal, não hereditário, opinando e indicando direções, sem tendência pessoal, mas social. São observações e não apontamentos negativos. Se consolidar essa cultura de sociedade para todos, as soluções brotarão automaticamente.
Wille Bathke Junior Diferença de meses em relação a Mga e Cpm, Geovani... Mas a diferença de cabeças pensantes, é bem maior, inclusive politicamente. Abç amigo !!
Alice Semtchuk Essa boiadeira tem histórias!!
Wille Bathke Junior Depois de mais de 100 anos, parece que as 'histórias' terão aquele fim... E Fomos Felizes por um bom tempo !!
Lidia Mizote Com a Boiadeira concluída, imprescindível concluir o contorno viário.
Wille Bathke Junior Faz parte do sistema, neh ?? Será que nossos governantes atentaram para esse detalhe super importante, Lidia Mizote?
Wille Bathke Junior As pessoas que têm debatido esses temas de interesse geral de Campo Mourão se mostram ponderadas, com conhecimento de causa e visam, justamente, o bem comum-social da população. Obrigado por opinarem com sensatez.
Sula Santos Maravilha. Pena que já esteja sendo intitulada: "Estrada da morte'.
Wille Bathke Junior haaannn ??
Sula Santos Sim meu amigo. Infelizmente essa é a realidade. Trabalho com seguro de acidente de trânsito e só em 2016 e começo de 2017 atendemos 9 acidentes na Boiadeira, sendo 5 óbitos, 1 invalidez permanente e 3 fraturas com fixadores, uma senhorinha de 72 anos com 8 pinos nas costas. Isso o que passou por nós, fora os q não passaram, tipo esse da última quarta-feira entre 2 veículos que ninguém sobreviveu. Me parece q 6 ou 7 pessoas morreram. Estou com o vídeo aqui mas infelizmente não poderei postar pra vc ver pq são cenas fortíssimas :'(. Muito triste. A todo momento a gente presencia combinações de rachas na Boiadeira :'(. Tipo assim.."vamos lá pra Boiadeira!!!"
Wille Bathke Junior Sula Santos caramba macanuda. Como coibir os abusos na Boiadeira asfaltada? Falta sinalização? Falta Polícia Rodoviária? Praça de Pedágio resolveria ?? Afinal ninguém fica feliz quando morre alguém, neh, ainda mais dessa forma. Abç Sula !!
Fortunato Sasaki Estou NP Pr desde Março dr 1960, rodovia pavimentadas apenas Lond X Cbe, e já se falava da Boiadeiro! 57 apos ainda faltam 10%!! Quantas promessas de políticos !! Até ouvi falar que o Norte Paranaense seria prejudicado pelo desvio do escoamento do Mato Grosso ! (se falava que a cidade era privilegiada se a rodovia passasse pelo centro). Vamos políticos, mais 57anos de plataforma política par duplicar a Boiadeira !!
Edson Battilani Na verdade para a conclusão da boiadeira ainda falta um longo trecho. De Cruzeiro do Oeste a Porto Camargo no Rio Paraná. Será que algum dia será concluído. A Estrada não interessa a Umuarama. De qualquer forma, com a conclusão do trecho em obras deverá haver aumento de fluxo no perímetro urbano da cidade.
Edson Battilani Campo Mourão necessita da construção do contorno norte. Até a presente data, na prática, apenas o Deputado Rubens Bueno tem se empenhado para a sua construção. Por várias vezes tentou e agora conseguiu colocar recurso no orçamento da União. Está cobrando o projeto no DNIT.
Edson Battilani De fato, aprovamos na Lei do sistema viário o desvio (uma parte do anel viário - contorno norte) Mas da lei a obra existe a necessidade de alguns milhões de reais que precisam ser viabilizados. Isto requer o esforço de todos.
Rosira Brisola Maciel Meu pai dizia que qdo isso acontecesse, traria grande benefício para CM. Estamos esperando que aconteça, a estrada é linda, e que venha o progresso. Contamos com o Tauilo e empresários etc, etc.
Wille Bathke Junior Rosira Brisola Maciel, cremos que esses benefícios advirão na condição do leque de rodovias que cruzam Campo Mourão, em todos os sentidos. É bom de investir aqui, a começar por essa vantagem da facilidade de entrada e saída das produções agrícolas e empresariais. Mas neste sentido há que termos incentivos legais e bem projetados, do governo municipal, em todas as gestões.

 
O asfalto da Boiadeira em Campo Mourão está concluído

 
...







26/01/2017

Campo Mourão e os Amigos das Onças

 
Caçadores de onça em Campo Mourão - PR

Esta onça matava gado na região do Rio Ranchinho, próximo ao Rio da Várzea e Salto Natal e foi abatida pelo pai de Olivino Custódio (José Custódio Sobrinho) que aparece de camisa xadrez, com a espingarda na mão esquerda, usada nesta caçada.
Segundo narrativa da saudosa  Adelaide Teodoro, essa foi a 53ª onça abatida na região de Campo Mourão, no início dos anos 50. “Meu pai, Joaquim Teodoro de Oliveira, não era caçador  e nem tinha prazer em matar animais silvestres, mas era bom de tiro e cada vez que as onças começavam a matar porcos e gado nas fazendas e sítios vizinhos, os compadres chamavam meu pai e, como ele era gentil e delegado de polícia da época, atendia os pedidos e perseguia a bichana, ajudado pelos cachorros, até encontrá-la e matá-la. 

Coronel - Ele tinha, também, os três melhores cachorros onceiros, mas o Coronel era o chefe da matilha. Eles que procuravam e encurralavam as onças, que se obrigavam – pelo instinto de vida - a subir nas árvores (de medo deles). Então o pai chegava (com uma Winchester/20). Mirava bem no peito, entre as patas dianteiras e atirava. A onça caia, a maioria já morta, e os cachorros a atacavam até que ela parasse de espernear-se. Certa vez, numa destas caçadas, a onça não parava de ir pra lá e pra cá, muito brava em cima da árvore. Assim mesmo o pai atirou, mas ela se virou e a bala, calibre 44, pegou na espinha dorsal dela; caiu no chão... tentava se levantar; se arrastava nas patas traseiras pra se livrar dos dentes dos cachorros: não conseguia mais se equilibrar. Essa, o pai teve que acabar de matar a golpes de facão, pra economizar munição. Disse ele que sentiu demais ter errado o tiro e ficou com muita dó da onça, por causa da maneira cruel como teve que acabar com a vida dela. Desse dia em diante não caçou mais porque – como te disse - não gostava de matar bicho nenhum. Ele sempre respeitou a natureza”, contou orgulhosa do pai gentleman. 

Desarmado - "Quando delegado de polícia, não portava arma nenhuma e se apresentava com elegância, de botas brilhantes e em traje social (camisa branca e calça preta) nas ocorrências e nas prisões dos foras-da-lei daqueles tempos violentos de Campo Mourão. Atendia a região toda entre os rios Piquiri e Ivai, num cavalo bom e bem aperado" descreveu. 

O capetaAo contrário dessa postura de gentleman do seu Joaquim, ele tinha um auxiliar de delegado que só de olhar na cara dele, o bandido já se entregava... mal encarado mesmo... parecia um capeta chupando manga e estava sempre bem armado, até os dentes; aí se fosse preciso ele atirava; matava se o seu Joaquim ordenasse. Era conhecido por Zé Gaúcho, mas, a exemplo de Joaquim Teodoro de Oliveira consta que, também, nunca matou ninguém. 

 
Última caçada de onça em Campo Mourão - PR - 1953

Da esq > dir: José Camilo Pereira Fº, Cesário Rosseti, Joaquim Custódio de Oliveira, José Custódio Sobrinho (pai de Olivino Custódio), Luiz Francisco Lopes, José Camilo Pereira, Joaquim Teodoro de Oliveira, os dois negros à direita eram filhos de Jorge "Preto" Cafurna (ex-escravo) e o cachorro onceiro é o Coronel.

O amigo Olivino brincou ao identificar o carpinteiro Luiz Francisco Lopes, que também fazia caixão pra defunto: "está de cabeça baixa, calculando o tamanho da bicha, pra fazer um caixão pra ela", rindo muito.


(Foto do arquivo do vereador Olivino Custódio).
Abra a foto em 'Nova Janela"  pra ver a imagem no tamanho original.

Tipos de políticos, por wibaju


Não adianta só reclamar do político A ou B sabendo que foi parte do eleitorado que o colocou no pedestal. Um destes eleitores pode ser Vc.
A Escola de Formação Política ensina que: “antes de fazer qualquer escolha, analise o perfil dos candidatos a fim de Vc errar por pouco, ou eleger o menos ruim".
Existe uma gama de políticos que podemos “sacar logo qualé a sua” pelo tipo de comportamento quando pede votos. Mas não se deixe iludir facilmente. Vejamos os tipos:

O dissimulado:
Mente na cara dura, a fim de alcançar objetivos imediatos. Faz promessas grandiosas nas campanhas, ciente que jamais poderá cumpri-las.
O narcisista:
Conta mentiras mesmo depois de eleito. Estufa seus atributos pessoais e super valoriza os feitos de sua administração pelo simples prazer de ser aplaudido. No bolso ou na gaveta sempre tem um espelhinho.


O delirante:
Diz as suas bases que é uma das pessoas mais influentes do partido, mas faz parte do segundo escalão, classe C. Por viver de suas fantasias, nem tem consciência de suas mentiras.


O incurável:
Vive roubando o dinheiro público, mas insiste em dizer que é honesto. Acredita que está acima das leis e que merece um reconhecimento mais polpudo pelo seu “trabalho”. Esse não tem cura.


O viciado.
Pensa que cargo público é mina de ouro e bota a mão no jarro até onde dá. Mas quando é flagrado e denunciado por roubar dinheiro do povo, renuncia o cargo, foge e volta na eleição seguinte, dizendo-se ficha-limpa. Ou: “eu roubo, mas faço”!

O eucalipto.
Não permite e nem deixa que nenhum dos seus companheiros cresça, politicamente, à sua sombra. Ou afasta ou demite e não dá explicações.

O tratante.
Durante a campanha, na ânsia de vencer, promete cargos de confiança (sem habilitação) ao diabo e a todo mundo. Se elege; esquece a promessa, e só nomeia quem está no seu esquema e compartilha dos seus desmandos. Faz acertos nas concorrências, mas não dá nada em troca. Só recebe.

Obs: na próxima postagem vamos ver tipos de vereadores.

22/01/2017

Juscelino Kubitschek em Campo Mourão

 
Retorno - Musica de Juca Chaves, censurada pela ditadura
A volta do exílio de Juscelino - 1962

Juscelino Kubistchek de Oliveira, nasceu em Diamantina/MG. dia 12 de setembro de 1902 e faleceu em Resende/RJ, dia 22 de agosto de 1976, vítima de acidente automobilístico.
Em 1920, concluiu o curso de Humanidades do Seminário de Diamantina e foi morar em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Em 1927, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em 1930, especializou-se em urologia em Paris e fez um estágio em Berlim.
Em 1931, casou com Sarah Lemos, com quem teve a filha Márcia e adotaram Maria Estela quando esta, tinha apenas cinco anos de idade.
Em 1931, ingressou na Polícia Militar mineira nomeado médico oficial da corporação. Neste período, tornou-se amigo do político Benedito Valadares que, ao ser nomeado Interventor Federal em 1933 do Estado de Minas Gerais, o nomeou seu chefe de gabinete.
Em 1934, foi eleito deputado federal, mas perdeu seu mandato com o advento do golpe do Estado Novo
Em 1940, foi nomeado prefeito de Belo Horizonte por Benedito Valadares, cargo em que permaneceu até outubro de 1945. Na eleição seguinte, se elegeu deputado constituinte pelo Partido Social Democrático – PSD.
Em 1950, venceu Bias Fortes nas prévias do PSD, na escolha convencional do candidato do partido ao Governo de Minas Gerais.
Em 1951, foi empossado governador dia 31 de janeiro, após vencer o seu concunhado, Gabriel Passose, na eleição geral, pelo voto direto. Seu primeiro grande feito depois da sua posse, foi criar a  Companhia Energética de Minas Gerais (CEMG). Passo seguinte priorizou as estradas e a industrialização no Estado de Minas Gerais.
Em 1954, outubro, anunciou sua candidatura à Presidência da República com vistas à eleição de 1955, sendo oficializada em fevereiro deste ano. Na oportunidade, JK apresentou um discurso desenvolvimentista e utilizou como slogan de campanha "50 anos em 5". Em uma aliança formada por seis partidos, seu vice e companheiro de chapa foi João Goulart.
Em 1955, dia 3 de outubro, foi eleito presidente pelo PSD, com 35,6% dos votos, contra 30,2% de Juarez Távora, da UDN.
Em 1956, dia 31 de janeiro, a oposição tentou anular a eleição sob alegação de que JK não havia obtido a maioria absoluta dos votos. No entanto, o general Henrique Lott encabeçou uma mobilização militar que garantiu a posse de JK e do seu vice, Jango Goulart, normalmente.
De 1956 a 1961, foi presidente do Brasil, eleito pelo voto popular e cumpriu integralmente o seu mandato.
Na presidência, foi o responsável pela construção de Brasília, executando assim um antigo projeto com intuito de promover o desenvolvimento do interior e a integração do país.
Durante todo o seu mandato o país viveu um período de notável desenvolvimento econômico e relativa estabilidade política.
No entanto, houve também um acentuado aumento da dívida pública interna, da dívida externa, e, segundo alguns críticos, seu mandato terminou com crescimento da inflação, com aumento da concentração de renda e arrocho salarial.
Na época, não havia reeleição e em 31 de janeiro de 1961 foi sucedido por Jânio Quadros, seu opositor apoiado pela UDN.

Em 1962, elegeu-se senador por Goiás e tentou viabilizar sua candidatura à presidência em 1963, ano em que esteve em Campo Mourão, no mês de outubro e apoiou, publicamente, a candidatura a prefeito, de Ivo Mario Trombini. Ambos foram carregados nos ombros por correligionários e simpatizantes que lotaram a praça Getúlio Vargas, no maior evento político registrado na cidade. Cerca de 10 mil pessoas de toda a região vieram conhecer e aplaudir entusiasticamente, o responsável pela construção de Brasilia, a nova capital do Brasil
Contudo, JK foi impedido, pela ditadura, de sair candidato a presidente da República e Ivo Trombini (PSD) perdeu a disputa pela prefeitura de Campo Mourão, ao candidato Milton Luiz Pereira (PDC) que teve apoio do governador Ney Braga. 
Com o golpe militar de 1964, JK foi acusado pelos militares de corrupção e de ser apoiado pelos comunistas o que resultou na cassação do seu mandato e a na suspensão dos seus direitos políticos. Deixou o Brasil e, a partir de então, passou a percorrer cidades dos Estados Unidos e da Europa, em um exílio voluntário.
Em março de 1967 voltou definitivamente ao Brasil e uniu-se a Carlos Lacerda e João Goulart na articulação da Frente Ampla, em oposição a ditadura militar, que foi extinta um ano depois. A mesma ditadura que levou JK à prisão por um curto período. Mesmo assim JK pretendia voltar à vida política após os dez anos da cassação de seus direitos.
Em outubro de 1975, concorreu, sem sucesso, a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
Menos de 1 ano depois, dia 22 de agosto de 1976, morreu em trágico acidente automobilístico.
Juscelino Kubistchek é reconhecido nacionalmente como o “Pai do Brasil Moderno” e está entre os políticos de legado positivo, ao lado de Getulio Vargas, dentre os mais lembrados em todo o pais.