12/09/2017

Dr Claudino homenageado em Campo Mourão

 

Francisco Fernandes Claudino (Rildo), herdou o nome de sua veneranda mãe. Nasceu em Cajazeiras PB, dia 26 de maio de 1938. Filho de Joca e Francisca Fernandes Claudino. Joca e Francisquinha tiveram 17 filhos: Antonio, Nicéa, Socorro, Lindalva, Valdecy, João, Valderi, Mônica, Raimunda Nonato, Lourdes, Lizeri, Francisco (Rildo), Iuná, Nairton, Ideth, Neudson e Iolani.


Dr. Claudino foi diplomado em Medicina, em 1963, pela Faculdade da Paraíba. Especializou-se em Cirurgia Geral na Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia e, em Ortopedia-Traumatologia, na Universidade de São Paulo, com especialização médica no Hospital das Clínicas. Dr. Claudino é agregado permanente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e membro da Sociedade Brasileira do Trauma, e da Sociedade Latino Americana de Ortopedia e Traumatologia.

Casou com a professora por vocação e administradora por opção, Lilian Achoa Claudino, a qual foi eleita a Empreendedora Destaque de 2016 a nível regional e reconhecida estadualmente, oportunidade em que foi alvo de várias homenagens, inclusive em Cascavel - PR. Desta união nasceram: Denise (psiquiatra), Pérsio (hemodinamicista e especialista em neuroradiologia vascular) e Cláudia (hotelaria).

Francisco Claudino, com sua esposa Lílian Achoa, chegou a Campo Mourão em janeiro de 1967. É o primeiro ortopedista da região. Iniciou atendimentos e trabalhos clínicos numa modesta casa na rua São Paulo (em frente da Sicoob).


Em 1975 ingressou - por concurso público - no Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social – INAMPS, classificado, por méritos, em segundo lugar. No mesmo ano iniciou atividade no antigo Pronto Socorro, atual e moderna Central Hospitalar - Center Clínicas, na avenida Manoel Mendes de Camargo, entre as esquinas das ruas Roberto Brzezinski e Devete de Paula Xavier propriedade, em regime familiar, administrada pela sua dinâmica esposa Lílian Achoa Claudino, apoiada por cerca de 90 funcionários que ela chama, carinhosamente, de “meus parceiros”. “Quando chegamos, era tudo difícil por aqui. A cidade evoluía e nós nos esforçamos para acompanharmos esse progresso, com muita luta. Enquanto meu marido cuidava dos pacientes, eu me dediquei aos ensinamentos às crianças, em escolas distantes do centro, mas com muita abnegação”, orgulha-se dona Lílian.

O mais recente e importante investimento da empresa hospitalar, segundo Dr. Claudino, “são ampliações da área física e incorporação dos modernos equipamentos de serviços de hemodinâmica cardiovascular, sistema pioneiro em nossa cidade e atendemos  todo Centro Oeste e Noroeste do Paraná, no novo Centro Cirúrgico para Cirurgia Cardíaca e Transplante de Órgãos, anexo à Central Hospitalar do Pronto Socorro", explicou a importante conquista regional. 

Ao completar 50 anos de residência e profícuas atividades em Campo Mourão, recebeu o honroso título de Cidadão Benemérito, em belíssima cerimônia que contou com mais de uma centena de convivas, autoridades e parentes do Piauí. 

A sessão solene da Câmara de Vereadores, iniciada às 20hs, do dia 8 de setembro de 2017, destinada especificamente à entrega do diploma a Francisco Fernandes Claudino, em agradável jantar, foi realizada nas dependências do Recanto do Criador. 
Dentre os presentes, o senador Elmano Ferrer (Piauí), suplente de senador e irmão do homenageado, João Claudino (Piauí) e do ex-senador João Vicente Claudino (sobrinho do Dr. Claudino).

Coube aos vereadores Olivino Custódio de Oliveira e Miguel Batista Ribeiro conduzir Francisco Fernandes Claudino até a mesa principal. Após a execução do Hino Nacional e da leitura de um trecho bíblico, o Poder Legislativo Municipal prestou homenagens às autoridades vindas do Piauí. 
Na condição de autor do projeto de resolução que concedeu a honraria, o ex-vereador Luiz Carlos Kehl destacou a atuação do novo Cidadão Benemérito Mourãoense ao ressaltar “a sua dedicação e empreendedorismo em benefício da saúde do nosso povo”. 

O prefeito Tauillo Tezelli enfatizou que o homenageado radicou-se na cidade com cerca de 30 anos de idade e praticamente dedicou toda a sua vida a Campo Mourão. Também acentuou que enquanto muitos hospitais fecham portas, Dr. Claudino continua a ampliar o seu, ”sempre prestando relevantes serviços a toda a comunidade” e finalizou: “os mourãoenses e região têm muito a agradecer ao homenageado”.

As autoridades e parentes do Piauí, em suas oratórias, disseram, com ênfase, da inusitada satisfação de participar da cerimônia. Revelaram-se surpresos com a grandeza de Campo Mourão e enalteceram Francisco Claudino e se referiam a ele como Dr. Rildo (apelido de infância), pela dedicação a medicina. Já o vereador professor Cícero Pereira de Souza prestou homenagem ao novo Cidadão Benemérito e aos visitantes, com declamação de um oportuno cordel nordestino.

Após receber o diploma de Cidadão Benemérito de Campo Mourão, das mãos do ex-vereador Luiz Carlos Kehl e do prefeito Tauillo Tezelli, Francisco Fernandes Claudino falou da sua vinda a Campo Mourão, das dificuldades enfrentadas nessas cinco décadas de atuação e a luta pela implantação da Central Hospitalar. Também agradeceu a honraria municipal e o grande apoio recebido dos profissionais de saúde. Destacou o trabalho dos funcionários, em especial o apoio da família, “que sempre me apoiou e é solidária comigo”.

A histórica sessão solene foi conduzida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Campo Mourão, Edson Battilani, com a presença de 12 dos 13 edis e encerrada com o cantar do belíssimo Hino de Campo Mourão, que reproduzimos aqui.




05/09/2017

Bang-bang em Campo Mourão por Amélinha

 
Amélia de Almeida Hruschka - Dona Amélinha

"Sabe!..  entre 1950/60 Campo Mourão era um farvestão melhor que filme americano. Era tudo ao vivo, real e a cores. Se matavam muito, todo dia pelo sertão e até na cidade. Uma das vítimas desse bang-bang mourãoense foi o pai de uma amiga minha. Mataram ele dentro de uma churrascaria (não revelou o nome por respeito à família). Pedi ao meu pai se deixava eu ir no velório com ela?! Ele não deixou, de jeito nenhum. É que acreditava-se que nesses velórios de gente 'matada' dava muitos bandidos que marcavam as pessoas testemunhas, e depois as matavam por medo de serem reconhecidos e condenados" - (queima de arquivo).

Sádico – “Tinha um tal de Pedro Cândido (Candinho), que matou até a própria mulher a facão. Esse pistoleiro era piolho de velório. Ele atocaiava (se escondia) no caminho que a vítima passava e matava no tiro, a traição (pelas costas). Á noite ele ia ao velório de suas vítimas,  só pra escutar os comentários e ouvir se alguém falava da ‘coragem’ e da ‘fama’ dele. Era sádico”.

Sangue e pó – “Uma bela manhã ensolarada eu soube que mataram um tal de Otávio, na rua Araruna, na frente do famoso Hotel Brasil, da querida dona Dalva. Não sei porque cargas d'água me chamaram a fim de cuidar do corpo ali estendido no pó... Sol quente demais... ardia na pele da gente... Campo Mourão não tinha 'funerário'. Na esquina de baixo tinha o hospital do Dr. Odilon (Rua Araruna esq José Custódio de Oliveira). Pegamos o homem, todo melecado de sangue misturado com poeira e o tiramos do meio da rua... Eu estava tirando aquela roupa imunda dele, mas parei na cueca (faz pose de encabulada). Pedi que algum homem a tirasse... pra mulher não pegava bem fazer isso, sabe? A casa lotou de curiosos e parentes... sei lá quem eram!! Mas ninguém quis tirar. Aí chamei um policial presente, enalteci a autoridade dele, e ele tirou com cara de nojo. Ele me ajudou e dei banho no corpo, numa bacia grande de latão. A água ficou mais cor de sangue e mingau de pó, do que água. Dei dois banhos de sabão de cinza no morto, pra ficar, quaaase, bem limpo. Pedi e me arranjaram uma camisa e uma calça qualquer... vesti nele (sem cueca), descalço e o pusemos em cima de uma mesa de madeira, esticadão. Tinha vários balaços pelo corpo e um tiro no meio da testa que não parava de verter sangue. Entupi o buraco com algodão, mas não estancava. Peguei uns palitos de fósforo e calquei bem o algodão, tipo uma rolha... daí parou... fazer o quê?
Arrumei o velório e fui pra casa preparar almoço. Nem comentei nada com meu marido (Alfonso Germano Hruschka).
Estávamos comendo... eu usava uma aliança larga, de ouro, cravejada de diamantes... presente de casamento -Naquele tempo podia, né? -Não tinha assaltantes como hoje!.. rindo.
Fui dar uma ajeitada na aliança, que estava meio virada, cutucando o mindinho, olhei e vi...(écaa)... estava cheia de sangue encalacrado, assim, por baixo das pedrinhas de diamante, sabe?.. disfarcei... levei a mão pra baixo da mesa, esfreguei bem a aliança e limpei no vestido, em cima da coxa... olhei de novo, estava limpinha, brilhando e continuei almoçando!

No pé do ouvido – “Um outro dia fui procurar a Lucila Traple (esposa do Dr. Germano), que era sócia da boutique A Triunfal, com Beno Nadolne, na Irmãos Pereira. Era ao lado do antigo Armarinhos Continental. Em frente da loja vi uma vaga. Estava manobrando meu fusca vermelho... tinha um carro preto na frente e um jeep cinza, atrás. O Celso e a Greice (filhos) eram pequenos e estavam sentadinhos no banco traseiro... aí ouvi uns tiros bem pertinho de mim, quase no meu ouvido esquerdo... olhei e vi um tal de Manézinho do Pinhalzinho (Janiópolis) com o revólver na mão, fumegando. -Atirou e matou o rapaz que estava sentado no jeep... morreu na hora, de cara sobre o volante. O Manézinho deu no pé, escafedeu-se.
Rapidinho juntou gente por ali. Teve alguém que me disse: -Some daqui dona, senão vai sobrar pra senhora! - Me mandei, preocupada com a segurança dos meus filhos, e até esqueci o que eu tinha pra falar com a Lucila", sorri.


 
"Mas, entre 1950 e 1960 isso parecia normal em Campo Mourão. Teve um mês de dezembro, entre o Natal e Ano Novo, que ocorreram umas 30 mortes - seguidinhas - por facas e tiros, só na cidade. No mato não sei".

Pegadinha - "Em 1950/51, quando a gente vinha com papai e amigas minhas de Londrina, em direção à nossa fazenda em Goioerê, eu falava alto pras meninas: agora todo mundo se abaixa... estamos passando por Campo Mourão!! - Elas se encolhiam, assustadas, e perguntavam: porr quêê isso Améélinha?? 
E, eu dizia: é por causa dos tiros. Aqui sai bala pra todo lado, toda hora!!... e caia na gargalhada.


Rouba moça - "Por falar em Goioerê, daquele tempo, era um lugar perigoso pras moças. Não havia mulher e os homens, a maioria jagunços e pistoleiros solitários, invadiam as casas, os ranchos... e sequestravam - a cavalo - todas que encontravam. Levavam pra servir as necessidades deles. Se alguém se opunha, mesmo pai ou mãe delas, eles matavam sem dó". 

"Moço, coloca aí The End, igual dos filmes de bang- bang, tá?!”... pediu com um largo sorriso, em tom de brincadeira. 




01/09/2017

Cura de Câncer com Cenoura Wibaju

   
Vitória sobre o Câncer em oito meses
Ann - Chris - Cameron é autora de livros para crianças, mas nesta história ela é a personagem principal. E tornou-se ainda mais famosa depois de sofrer de câncer no colo do útero. Ela foi submetida a uma cirurgia em junho de 2012, quando a doença entrou na terceira fase. Não foi o seu primeiro encontro com esta doença cruel. Seu marido morreu em 2005 com câncer de pulmão, apesar de fazer quimioterapia. Ann se recusou a partir da mesma maneira que ele e rejeitou fazer quimioterapia. Ela conta a sua história no blogue “Chris vence o câncer”, onde pessoas procuram formas alternativas de vencer a doença, a qual reproduzimos aqui, na esperança que nos traga benefícios e saúde.
“Em junho de 2012, fui submetida a uma cirurgia para remover o câncer de cólon, e depois eu recusei o tratamento de quimioterapia. Todos os dias eu me senti melhor, mas depois de seis meses, o exame de controle mostrou que o câncer tinha-se espalhado para o pulmão e o câncer de cólon, entrou no quarto estágio.”, explica. 
Ela pesquisou sobre a doença e deparou-se com a história de Ralph Kalley, que sofria de câncer de pele. De acordo com a sua história, ele ficou curado por consumir, diariamente, suco feito de 2,5 kg de cenouras. Ann decidiu seguir os seus passos e começou a beber suco de cenoura, aos poucos, ao longo do dia. Como ela afirma, após dois meses o exame médico mostrou que o câncer parou de se espalhar e os tumores começaram a diminuir. Depois de quatro meses voltou ao normal e o câncer continuou a recuar. Depois de oito meses, a tomografia computadorizada mostrou que o câncer havia desaparecido.
O segredo é, aparentemente, que o suco de cenoura é rico em álcool e pesticidas naturais, com propriedades anti tumorais.
Anote a receita do suco: cenouras: 6, cúrcuma: 1 pedaço, gengibre: 1 pedaço, limão: ½ sem casca, água: ½ xícara e canela em pau.
Preparação: Coloque todos os ingredientes no liquidificador. Misture bem até diluir. Coloque numa jarra e junte a canela. Guarde em local fresco e beba seu suco ao longo do dia. Não guarde de um dia para outro. Faça um novo todo dia.
Este suco ajudou Ann a ficar curada do câncer. Compartilhe isto com seus amigos e familiares a fim de que todos conheçam esta receita milagrosa e seja felizes.


 

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30/08/2017

Prefeito de Campo Mourão morre em acidente


No dia 21 de setembro de 1959 – início da Primavera – enquanto estudantes do Ginásio Campo Mourão plantavam as primeiras mudas de árvores na Praça Getúlio Vargas, pela manhã, sob orientação do diretor Ephigênio José Carneiro, o prefeito Roberto Brzezinski, o tabelião de notas Harrison José Borges (Pitico) candidato a prefeito e Alberto Bueno Ribeiro, coletor estadual, partiram de Campo Mourão rumo a Maringá a fim de participar da comitiva do governador Moysés Lupion, em campanha de reeleição. O professor Ephigênio também foi convidado a fazer parte, mas se desculpou por estar com estudantes na arborização da praça.
Os correligionários do PSD (Partido Social Democrático) seguiram pela estrada de Peabiru– ainda não asfaltada - num Jeep Willys. Em Engenheiro Beltrão, trocaram de veiculo e mais dois companheiros juntaram-se ao grupo: Joaquim Bueno Godoy então prefeito de Engenheiro Beltrão e o madeireiro Aldevino Santiago, candidato à sucessão de Godoy.
Cerca de cinco quilômetros, depois de Engenheiro Beltrão, nas proximidades da fazenda Chapadão, aconteceu o trágico acidente. A intensa poeira da estrada fez com que o motorista do carro, Aldevino Santiago, colidisse com um caminhão carregado de grades de bebidas que vinha em sentido contrário. O choque se deu no momento que o automóvel tentou ultrapassar um ônibus, mas com a densa poeira no ar, levantada pelo coletivo, o motorista não viu o caminhão que vinha no sentido Maringá-Campo Mourão. O impacto foi tão grande que o automóvel praticamente se desmanchou e quatro, dos cinco companheiros, morreram. Apenas um, a exemplo do motorista do caminhão, sobreviveu.
 
Colisão fatal entre Campo Mourão e Ivailandia 


Dona Tecla, o acidente e as mortes – “Era dia 21 de setembro e o governador Moyses Lupion vinha no Campo para uma convenção do PSD e resolveu descer o avião na Fazenda Chapadão”, entre Engenheiro Beltrão e Ivailandia, a fim de reunir companheiros daqui e de Maringá em local,  politicamente, neutro. 
"Meu marido (Roberto) era o prefeito e o Pitico (Harrison José Borges), marido da Julia, estava candidato da situação (PSD). Foram de jeep até Engenheiro Beltrão e ali embarcaram no carrão do Santiago (candidato a prefeito de Engenheiro Beltrão). Iam no auto: o dono do carro, no volante... o Pitico no meio... o Roberto na porta e mais dois no banco de trás. Quando estavam no meio da viagem, a poeira era muita... bateram de frente com um caminhão que vinha de Maringá carregado de bebida. Um que estava atrás se salvou (prefeito Antonio Bueno, de Engenheiro Beltrão) e quatro morreram, assim... um seguidinho do outro, no hospital de Engenheiro Beltrão, onde foram internados já moribundos. O acidente foi feio e a trombada muito forte. Os dois veículos se chocaram de frente, com muita violência... rodaram embicados, foram parar perto do barranco... quase que o caminhão ainda tomba em cima do carro. Ficou encostado, bem inclinado”, recorda triste, dona Tecla.

Vitória em 10 dias – “Quando o Roberto morreu, o Irineu estudava em Curitiba. Piazão, ainda, veio coordenar a campanha e preparar os discursos do seu Antoninho. A Irene ficou órfã com 18 meses”. O Pitico disputava a eleição com o Paulo Poli. Daí lançaram o seu Antoninho (Antonio Teodoro de Oliveira)” que venceu no dia 3 de outubro, em apenas dez dias de campanha (gestão 05/12/59 a 04/12/63).
“O Roberto morreu, então o advogado Paulo Vinício Fortes – presidente da Câmara – assumiu em seu lugar (22/9/59 a 04/12/59), até a posse do seu Antoninho”, na prefeitura velha de madeira tosca,  que ficava na Rua Brasil entre as avenidas Goioerê e Manoel Mendes de Camargo, por ali onde está a casa dos Tagliari.
”Nesse tempo o seu Antoninho mandou construir o prédio da atual prefeitura que foi inaugurada pelo seu sucessor,  prefeito Milton Luiz Pereira”, relembra dona Tecla.
Mas quem descerrou a placa foi o prefeito Antonio Teodoro de Oliveira, justamente homenageado na oportunidade. A benção, das novas instalações do atual Paço Municipal 10 de Outubro, foi proferida pelo bispo D. Eliseu Simões Mendes, em cerimônia prestigiada por centenas de mourãoenses.


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21/08/2017

Campo Mourão e a Guerra às baitacas

Baitacas também chamadas de Maritacas
ainda sobrevoam Campo Mourão


Para se ter uma ideia da grande quantidade da passarada e da rica fauna, no princípio de Campo Mourão, o vereador da primeira legislatura mourãoense, que também era Juiz de Paz e morava (longe) pelas bandas da atual Vila Guarujá, Porfirio Quirino Pereira, na sessão extraordinária do dia 6 de dezembro de 1947, propôs ao plenário do Poder Legislativo a aprovação de uma Lei de Proteção à Lavoura, com incentivo monetário ao extermínio de baitacas e maracanãs, mediante o pagamento de um cruzeiro por cabeça, aos que apresentarem (as aves mortas) na Prefeitura. Também propôs a multa de dois cruzeiros por cabeça, aos que deixarem de fazê-lo, ou seja, aplicação da pena pecuniária aos lavradores, donos de roças, que não matassem as "danosas" baitacas e maracanãs que, pela manhã e à tarde, faziam suas revoadas em enormes bandos, que pareciam nuvens, em altas algazarras sob os céus de Campo Mourão, no sentido oeste/leste pela manhã, e sentido inverso no final da tarde. As aves nativas se deliciavam nas roças de grãos de alguns 'enfezados' pioneiros mourãoenses.

Guarda-chuva - Lembro bem do seu Porfírio, sempre de terno escuro, camisa social branca abotoada até o pescoço e, também, nos punhos de mangas longas (sem gravata), sapatos pretos meio amarronzados pela poeira, de chapéu preto social de abas meio caídas dos lados, e com seu inseparável guarda-chuva preto debaixo do braço esquerdo, mesmo com sol, e nas suas longas idas e vindas, sempre a pé, do sítio ao centro e vice-versa.


Casamentos atrasados - Certa feita, num sábado pela manhã, dia de casamento na igreja velha de São José e no salão anexo ao cartório do antigo Fórum, três casais de noivos, padrinhos e alguns familiares aguardavam, ansiosos, a chegada do doutor juiz de paz que normalmente já estava a postos desde às 8hs da manhã. Nesse dia já passava das 9h e nada do senhor juiz casamenteiro. 

Cadê o Juiz - Isso foi no início de 1953, estava eu com 13 anos, meu pai (Ville Bathke - escrivão do registro civil) me chamou e mandou-me ir, rápido, chamar seu Porfírio a uns dois quilômetros do centro, pela estrada de Roncador. Um dos presentes me emprestou um cavalo aperado  e lá me fui no galope. Seu Porfírio, sempre bem vestido, sem chapéu, estava sentado num banco na soleira da sua casa. Dei o recado. Ele respondeu que não foi avisado e nem sabia dos 'proclamas' (anúncios 15 dias antes dos casamentos) e muito menos que o doutor Ilian de Castro Velozo (1º juiz titular de Campo Mourão) estava de férias.

A pé mesmo - Eu o convidei pra montar na garupa, mas ele agradeceu. Mandou eu voltar e avisar que ele já estava indo, mas a pé. Eram mais de 11h quando ele chegou, de chapéu na cabeça, trajado de preto e o inseparável guarda-chuva debaixo do braço, com largas passadas de 'ganso'.

Atacado - Mau humorado e carrancudo, adentrou à sala do cartório e foi ao salão do Fórum. 
Não cumprimentou ninguém e nem tirou o chapéu. Encostou o guarda chuva, em pé, num canto. Mandou reunir todos casais e fez uma única cerimônia - o que não era normal casamento coletivo - e sem acrescentar mais nada, assinou os termos, pegou o guarda-chuva, deu meia volta e desceu pela avenida Irmãos Pereira afora, no rumo de Roncador (BR-158). 
Ele ganhava um 'x' em cruzeiros, por casamento realizado. Mas neste dito sábado, contrariado e atrapalhado, nem fez questão de receber seus trocados.

 
 Porfírio Querino Pereira

Nasceu em 1879. Casou com Felicidade Maria da Conceição e tiveram três filhos. Com a família, deixou Guarapuava – PR e fixou residência na região da Vila Guarujá, à margem esquerda da estrada Campo Mourão/Roncador (BR-158), dia 22 de junho de 1936, com 57 anos de idade.
Na comarca guarapuavana foi Delegado de Polícia por 12 anos e, em Campo Mourão, foi nomeado Juiz de Paz Distrital pelo Município de Pitanga – PR, cargo que exerceu por cerca de 10 anos, até a instalação do município e da comarca mourãoense.

Em 1947 foi um dos integrantes do movimento pró-desmembramento de Campo Mourão e entrou na luta, com êxito, pela elevação à categoria de município, desmembrado de Pitanga. 

Crente - Por acreditar ser um cidadão vitorioso em tudo que fazia e participava, concorreu e foi eleito ao cargo de vereador pelo Partido Social Democrático (PSD) e, dia 2 de janeiro de 1948, assumiu solenemente sua função, na época, não remunerada. Era o que denominamos hoje: 'pé quente'.

Participou ativamente dos trabalhos da primeira legislatura mourãoense e, na Casa de Leis, foi membro da Comissão de Legislação, Justiça, Higiene, Assistência Social, Educação e Cultura, presidida por Devete de Paula Xavier, tendo  como par o edil Joaquim Teodoro de Oliveira, na dita comissão.

Morte às baitacas - é de sua autoria a proposição parlamentar - na primeira legislatura mourãoense - que estabeleceu a recompensa de Cr$ 1,00 (hum cruzeiro) por baitaca ou maracanã morta e multa de Cr$ 2,00 (dois cruzeiros) pelas não mortas. A medida foi estabelecida pelo fato destas aves - parentes do papagaio - atacarem, com apetite voraz, as roças de arroz e, principalmente, as de milho, em grandes bandos e algazarras. Pelo que nos consta, esta lei não vigorou. Ou seja, ninguém reclamou o prêmio e e nem foi multado entre 1948 e 1952.

Falecimento - O pioneiro sessentão, que também foi Juiz de Paz em Campo Mourão, sempre servil, bem vestido e incansável nas suas longas caminhadas – conhecido como ‘o homem do guarda-chuva’ – faleceu dia 22 de outubro de 1970, aos 91 anos de idade e está sepultado em Campo Mourão. 

19/08/2017

Curiosidades sobre Vinho - Wibaju

VINHO, do grego clássico:  oínos, ou do latim: vinum, que tanto significam: "vinho" ou "videira". Genericamente é uma bebida alcoólica produzida pelo sumo da uva, fermentado.
O vinho possui uma longa história que remonta mais de 6000 anos. Acredita-se que sua origem vem dos atuais territórios da Georgia, Turquia e Irã, enquanto que o seu aparecimento na Europa ocorreu no mesmo período, nas atuais Bulgária e Grécia. Também foi muito comum nas antigas civilizações Grega e Romana.
O vinho tem desempenhado papel importante em várias religiões desde tempos antigos. O deus grego Dionísio e o deus romano Baco representavam o vinho, e ainda hoje o vinho tem papel central em cerimônias religiosas cristãs e judaícas - nas celebrações da Eucarístia e do Kidush.
Na uniuão européia, o vinho é legalmente definido como produto obtido exclusivamente por fermentação parcial ou total de uvas frescas, inteiras ou esmagadas, ou de mostos. 
No Brasil é considerado vinho a bebida obtida pela fermentação alcoólica de mosto de uva sã, fresca e madura, sendo proibida a aplicação do termo a produtos obtidos a partir de outras matérias-primas ou de outras frutas.
A constituição química das uvas permite que estas fermentem sem que sejam adicionados açúcares, ácidos, enzimas ou outros nutrientes.
Apesar de existirem outros frutos como a maçã ou algumas bagas que também possam ser fermentadas, os "vinhos" resultantes são designados em função do fruto a partir do qual são obtidos. 
Por exemplos: vinho-de-maçã, vinho-de-laranja. Estes são mais conhecidos por vinhos de frutas.
A fermentação das uvas é feita por vários tipos de leveduras que consomem os açúcares presentes nas uvas transformando-as em álcool.

Coisas sobre Vinho: 
O cheiro e característica de cada tipo de uva são chamados de “aroma”. O aroma completo, de todos os vinhos, chama-se “bouquet”.
2.Na Grécia antiga, em ocasiões onde ia-se beber vinho, o anfitrião dava o primeiro gole para provar que aquele não estava envenenado e, sim, saudável. Daí a expressão “saúde!”. Em Roma, começou-se a usar a palavra “toasting” (torrada), até hoje usada em países de língua inglesa. Isso porque eles colocavam um pedaço de torrada para tirar gostos estranhos e acidez do vinho.
3.A degustação olfativa é uma parte importante do processo de degustar vinho. Nesta parte as mulheres saem na frente porque elas têm um melhor senso de olfato, principalmente na idade adulta reprodutiva.
4.O vinho traz relaxamento. Beber quantidades moderadas antes do ato sexual pode trazer um sexo mais prazeroso às mulheres. Pesquisa italiana afirma que as mulheres que bebem duas taças de vinho por dia têm uma atividade sexual mais agradável do que as que não bebem.

 5.No vinho tinto, a cor avermelhada se dá por causa da extração de pigmentos presentes na casca da uva. Vinhos brancos são fermentados sem a casca, e por isso são brancos. Nem todo vinho branco é feito de uva branca. Aliás, o champanhe é feito de Chardonnay e Pinot Noir, em sua maioria. A segunda é uma uva tinta.
6.Em todo o velho testamento, o único livro que não contém referência alguma ao vinho é o livro de Jonas.
7.Mulheres romanas não podiam beber vinho. O  assassinato delas era permitido caso o marido pegasse a mulher dando aquela roubada na adega de casa.
8.A primeira ilustração contendo menção ao vinho tem 5000 anos, em um painel Sumério conhecido como “Standard of Ur”.
9.Há estudos científicos em evolução que sugerem que beber vinho diminuiu o risco de ataque cardíaco, Alzheimer e derrame.
10.Vinho tinto tem mais antioxidante do que o vinho branco.
11.Girar a taça, ajuda a oxigenar o vinho e a liberar mais aromas. Porisso é importante por apenas 1/3 de vinho na taça.
12. A taça tem a curvatura que vai fechando mais na boca pra poder reter os aromas do vinho.
13.O Código de Hammurabi (1800 a.C) incluía uma lei que punia os vendedores de vinho fraudulentos. A pena? Morrer afogado, mas não em vinho, e sim em um rio.
14.Os romanos descobriram que misturando chumbo com vinho ajudava a manter a bebida boa por mais tempo, além de dar um gosto mais doce e certa textura. Envenenamentos crônicos por chumbo são citados até hoje como um dos componentes influenciadores na queda do império romano.
15. O pior lugar pra acondicionar o seu vinho, é, claro, a cozinha. Isso se dá pelo calor liberado pelos eletrodomésticos forno e fogão.
16. As pessoas costumam harmonizar vinho e comida porque ambos produzem uma sinergia que transforma doi sabores em um terceiro. 
17.O vinho limpa as papilas gustativas da boca, ou seja, quando você for comer a próxima garfada, vai sentir o prazer como se fosse a primeira.
18.Durante a Lei Seca nos Estados Unidos, caracteriza o período de 1920 a 1933 durante o qual a fabricação, transporte e venda de bebidas alcoólicas para consumo foram banidas nacionalmente, como estipulou a 18ª emenda da Constituição dos Estados Unidos. Durante essa época tentou-se tirar dos livros escolares qualquer menção ao vinho, e também provar que o vinho tão citado na bíblia era, na verdade, suco de uva sem a fermentação alcoólica.
19.Sempre segure a taça com vinho pela haste, nunca pelo bojo, caso contrário você aquecerá o vinho com o calor de suas mãos.
21. Apesar da descrição de “válido por prazo indeterminado se acondicionado de modo correto”, em todas as garrafas de vinho, essa não é uma verdade.
22. Ao contrário do que se pensa, cheirar a rolha revela muito pouco sobre o vinho. Quando o sommelier entregar a rolha pra você, procure pela data ou outras informações de identidade. Cheirar a rolha pode até ajudar a identificar um vinho oxidado, mas não é suficiente. Procure, na verdade, por rachaduras, perfurações, umidade, rolha seca, ou rolha quebrada. São bons indicativos de que um vinho pode estar indo embora.
23. Em 1988 uma italiana iniciou a primeira organização feminina devotada ao vinho, a Le Donne Del Vino. O objetivo era encorajar as mulheres a participarem mais da produção italiana do vinho. 
24.O vinho tem um efeito maior em mulheres do que em homens. Elas têm em menor quantidade uma enzima necessária para transformar o álcool absorvido pelo organismo.
25.No centro do círculo intelectual e social Grego existiam os simpósios, que literalmente significam: “beber junto”. De fato, simpósios refletiam o gosto dos gregos em misturar álcool com discussões filosóficas.
26.Com pouca freqüência um vinho pode apresentar odor de papelão molhado. Este fato se dá por causa de um fungo que atinge a rolha e contamina todo o conteúdo da garrafa.
 27. Quando a tumba do faraó Tutancâmon foi descoberta em 1922, os vários farros de vinhos encontrados ao lado da  múmia eram específicos tanto que poderiam passar pela legislação atual de vários países vinícolas. Neles constam os anos da safra, o nome do produtor e comentários como este: “vinho muito bom”.
28.Você tem dificuldade de entender os vinhos franceses porque eles são nomeados de acordo com sua região e não com a variedade de uva que o compõe.
31.A União Europeia decidiu que o vinho espumante produzido fora de Champagne (região), não pode ser chamado de Champagne. Portanto, nosso vinho espumante se chama “espumante”, e não champagne.
32. A análise de um vinho passa por três processos: visualolfativo gustativo. Ou seja, você vê, cheira e depois sim, degusta e bebe.
33. A videira mais antiga da Europa está localizada na cidade de Maribor (Eslovênia), e tem mais de 500 anos (cinco séculos) de produção.

Estudiosos do Vinho
Muitos homens da ciência, cada um ao seu tempo, dedicaram-se a estudar assuntos relacionados ao vinho. E todos eles contribuíram, de maneira significativa, no desenvolvimento desse universo. Vejamos alguns exemplos:  
Hipócrates (460 -370 a.C.), o pai da medicina, incorporou o vinho no tratamento da maioria das doenças agudas e crônicas. Fez várias observações sobre as propriedades do vinho, que são citadas em textos de história da medicina.
Cláudio Galeno (131-201),  médico romano de origem grega abordou, em sua obra, o uso do vinho como anticéptico e antídoto de venenos.Ele elaborou uma lista de remédios, conhecidos como “galênicos”, a maioria a base de vinho.
Arnaldus de Villanova (1235-1311), médico e professor da Universidade de Montpellier, escreveu o primeiro livro impresso sobre o vinho, “Liber de Vinis”, no qual cita as propriedades curativas de vinhos aromatizados com ervas, em uma infinidade de doenças.
Dom Pierre Pérignon (1638-1715), monge francês é, oficialmente, considerado o inventor do Champagne. Também foi ele quem adaptou a cortiça para que ela suportasse a pressão de gás carbônico dentro das garrafas de vinhos espumantes.
Antoine de Lavoisier (1743-1794) ao identificar o que acontece quimicamente durante a fermentação, o cientista, pai da química moderna,  ajudou enólogos a compreenderem melhor o seu ofício. 
Louis Pasteur (1822-1895), da França, foi determinante para a enologia moderna ao demonstrar que a produção de vinho envolvia a ação de micro-organismos. A pasteurização permitiu eliminar bactérias que contaminavam e azedavam o vinho.
Émile Peynaud (1912-2004) com sua filosofia de controle de , tanto no vinhedo como na vinícola, ajudou a mudar o perfil estilístico, principalmente dos vinhos de Bordeaux, com influência, sobre muitos produtores do mundo todo.