Quando a gente vai embora à uma terra distante, perdemos de ver o nascimento dos sobrinhos; a turma de amigos
aumentando com a chegada dos filhos.
Dói e muito não estar ao lado dos amigos quando o pior acontece: divórcio, morte, depressão, demissão, perrengue.
Dói e muito não estar ao lado dos amigos quando o pior acontece: divórcio, morte, depressão, demissão, perrengue.
Perdemos pessoas amadas sem
termos a chance de nos despedirmos pela última vez, simplesmente porque é
inviável financeiramente subir em um avião até o Brasil e dar o último adeus, ou consolar quem ficou. Então, choramos por dentro e de longe, muito longe ninguém ouve nosso lamento.
E a vida segue: vemos os
sobrinhos crescendo pela câmera, pelas fotos sem movimentos, sem voz postadas
no face book, tentamos imaginar como foi aquele momento. E jamais adivinharemos porque foto não fala.
Todos se transformam em uma tela de computador ou de celular. Não tem beijo, abraço, só vontade de apertar e de abraçar quem está longe, mas sempre perto do nosso coração e em nosso pensamento.
Todos se transformam em uma tela de computador ou de celular. Não tem beijo, abraço, só vontade de apertar e de abraçar quem está longe, mas sempre perto do nosso coração e em nosso pensamento.
Ninguém vai contar com a gente nas festas de família. Ninguém vai precisar se preocupar em preparar aquela sobremesa que você tanto
gosta e talvez nunca mais experimente de novo. Você não sabe quando e se, ainda, reencontrará novamente pessoas que você ama profundamente.

Amorzidade não tem idade!
Sua família se transforma nos
seus novos amigos. Eles estão mais presentes na sua vida do que qualquer parente. Porque
são eles que vivem o dia a dia com você, que te socorrem, que fazem você
se sentir mais em casa e menos estrangeiro (a).
Vão nascer filhos que demorarão
anos para conhecerem a sua própria família durante nossa ausência. Se um dia conhecerem, tem gente que nunca mais voltará. Se voltar, você vai precisar ser tradutor/intérprete dos seus filhos. A longa ausência não tem memória, muito menos lembranças de você.
Pagamos um preço bem alto para
estarmos aqui, distantes. Abrimos mão de muita coisa que a maioria das pessoas jamais seria capaz, sem
perder, junto, o equilíbrio, a sanidade e o juízo.
Tem gente que enlouquece. É difícil ir embora, começar do zero, transformar um apê vazio em lar. Não é fácil, não!

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