Campo
Mourão nas Eleições do Paraná em 1947

Brasões do Paraná e de Campo Mourão
No ano em que Campo Mourão foi desmembrado de Pitanga - PR aconteceram eleições a governadores, deputados federais e estaduais em todos os estados brasileiros, mais exatamente dia 19 de janeiro de 1947 no Distrito Federal, nos 20 Estados e nos 4 territórios: Acre, Amapá, Rondônia e Roraima.
No Paraná, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, foram sufragados 137.000 votos nominais (94,28%), 5.096 em branco (3,51%) e 3.213 nulos (2,21%). Compareceram às urnas: 145.309 eleitores.
Moisés Lupion (1947-1951), da coligação PSD, UDN, PTB, PRP e PCP foi eleito com 91.059 votos (66,47%) enquanto Bento Munhoz da Rocha Netto, do PR, teve pouco mais que a metade: 45.941 votos (33,53%). Não existia vice-governador. O substituto legal seria o presidente da Assembléia Legislativa, mas não houve renúncia do executivo. O PSD fez a maior bancada entre os 37 deputados eleitos obteve 16 cadeiras.
Campo Mourão desponta - Por fim, houve eleições municipais no Paraná – prefeitos e vereadores – dia 16 de novembro de 1947, historicamente a primeira em Campo Mourão, emancipado dia 10 de outubro daquele ano. Concorreu como candidato único, eleito pelo PSD, Pedro Viriato de Souza Filho (1947-1951). Não havia vice-prefeito e, na vacância do cargo, assumia o presidente da câmara de vereadores. Pedro Viriato renunciou e assumiu o vereador Devete de Paula Xavier que também renunciou e foi substituído pelo vereador Joaquim Teodoro de Oliveira. A vida política mourãoense - como se nota - começou conturbada internamente.
Neste processo de
emancipação o governador e o presidente da ALP, João
Chede (1947/1948), foram favoráveis à independência de Campo Mourão.
Breves Biografias

Chede nasceu em Palmeira – PR, dia 12 de março de 1904. Filho de Chede Abrahão e de Rosa Chede Abrahão.

Chede nasceu em Palmeira – PR, dia 12 de março de 1904. Filho de Chede Abrahão e de Rosa Chede Abrahão.
Estudou o primário na cidade onde nasceu e, em
Curitiba, fez o ginasial e científico. Na capital trabalhou na imprensa,
revelando-se um espírito culto e sadio patriotismo.
Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo - SP, mas não concluiu o curso em virtude do seu natural pendor para as lides comerciais, na qualidade de empresário nato e bem sucedido.
Foi prefeito municipal de Palmeira. Chegou a declinar dos honorários a que tinha direito no poder executivo, para pagar professoras e manter escolas ativas em seu município carente de recursos públicos. Chede pagava para exercer o 'encargo' de prefeito.
Em 1947 foi eleito deputado para a Assembléia Constituinte do Paraná e presidiu a histórica sessão na qual foi aprovada a lei estadual 2/47, que criou o Município de Campo Mourão e mais outros 22. Na oportunidade, em plenário, discursaram os deputados Lacerda Werneck e Aldo Silva, pró Campo Mourão e a lei foi aprovada. Chede também foi favorável, apesar de ter voto minerva em caso de empate no plenário. Mas não houve.
Em 1950 reelegeu-se e, após cumprir o mandato, despediu-se da vida pública.
Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo - SP, mas não concluiu o curso em virtude do seu natural pendor para as lides comerciais, na qualidade de empresário nato e bem sucedido.
Foi prefeito municipal de Palmeira. Chegou a declinar dos honorários a que tinha direito no poder executivo, para pagar professoras e manter escolas ativas em seu município carente de recursos públicos. Chede pagava para exercer o 'encargo' de prefeito.
Em 1947 foi eleito deputado para a Assembléia Constituinte do Paraná e presidiu a histórica sessão na qual foi aprovada a lei estadual 2/47, que criou o Município de Campo Mourão e mais outros 22. Na oportunidade, em plenário, discursaram os deputados Lacerda Werneck e Aldo Silva, pró Campo Mourão e a lei foi aprovada. Chede também foi favorável, apesar de ter voto minerva em caso de empate no plenário. Mas não houve.
Em 1950 reelegeu-se e, após cumprir o mandato, despediu-se da vida pública.
Lupion nasceu dia 25 de março de 1908, em Jaguariaiva - PR. Filho do espanhol Juan Lupion de Troia e Carolina Wille Lupion.
Com o fim do Estado Novo e a redemocratização do país, aderiu, em 1946, ao Partido Social Democrático (PSD) e foi escolhido presidente paranaense dessa agremiação, cargo que exerceu até 1950.
Foi contabilista (guarda-livro), empresário e político sempre filiado ao PSD, partido pelo qual se elegeu governador (1947-1951) e Senador (1955-1956).
Novamente candidato ao governo, em 1955, voltou a vencer nas urnas e governou o Estado por mais cinco anos (1956-1961). Por fim se elegeu deputado federal (1963-1964) após o que, encerrou a carreira política.
Novamente candidato ao governo, em 1955, voltou a vencer nas urnas e governou o Estado por mais cinco anos (1956-1961). Por fim se elegeu deputado federal (1963-1964) após o que, encerrou a carreira política.
Realizou os primeiros estudos em sua cidade
natal e cursou o secundário no Colégio Duílio Calderari e no Ginásio
Paranaense, ambos em Curitiba. Formou-se em contabilidade na Escola Álvares Penteado,
na cidade de São Paulo - SP, transferindo-se em seguida a Piraí do Sul (PR),
onde passou a dedicar-se à extração de madeira e à agricultura em
larga escala. O escritório empresarial e político, situava-se na R. XV esquina
com a Av. Barão do Rio Branco – altos do Ed. Sulacap.
Casou em primeiras núpcias com Hermínia Rolim, com quem teve três filhos. Em segundas núpcias uniu-se a Vilma Lupion, com quem teve um filho.
Dificuldades - Em janeiro de 1947, por esmagadora maioria, foi eleito governador do Paraná. O início de sua administração sofreu agravamento da luta armada entre posseiros e grileiros, que disputavam a terra devoluta pelos sertões do interior do estado. Nessa época, Lupion fundou a Clevelândia Industrial e Territorial (Citla), empresa voltada a exploração madeireira que se envolveu, nos anos seguintes, em graves conflitos sociais, nas disputas pelos pinhais e solo paranaense.
Casou em primeiras núpcias com Hermínia Rolim, com quem teve três filhos. Em segundas núpcias uniu-se a Vilma Lupion, com quem teve um filho.
Dificuldades - Em janeiro de 1947, por esmagadora maioria, foi eleito governador do Paraná. O início de sua administração sofreu agravamento da luta armada entre posseiros e grileiros, que disputavam a terra devoluta pelos sertões do interior do estado. Nessa época, Lupion fundou a Clevelândia Industrial e Territorial (Citla), empresa voltada a exploração madeireira que se envolveu, nos anos seguintes, em graves conflitos sociais, nas disputas pelos pinhais e solo paranaense.
Principais obras - Sob a sua governança, Lupion priorizou o desenvolvimento do ensino ginasial gratuito, à construção de centros de saúde, atenção especial às crianças e ampliação das usinas hidrelétricas, dentre elas a Usina Mourão I.
Trajetória rápida - Terminado seu mandato em 1951, Lupion só retornou à vida pública em 1954, quando foi eleito senador pelo Paraná. Iniciou seu mandato parlamentar em fevereiro de 1955 e, pouco depois, tornou-se mais uma vez candidato ao governo paranaense com o apoio do PSD e dos partidos Democrata Cristão (PDC) e Trabalhista Nacional (PTN), sendo eleito em outubro do mesmo ano e empossado em fevereiro de 1956.
Revoltas - Nesse intervalo ocorreu o movimento militar de 11 de novembro de 1955, liderado pelo general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra, visando assegurar a posse do presidente Juscelino Kubitschek. Em seguida o Congresso decretou o impedimento do presidente em exercício, Carlos Luz, e empossou o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos.
Violência rural - Mas foi durante sua segunda administração estadual que agravaram-se os conflitos agrários no Paraná. Os os posseiros se recusavam a deixar a terra em que trabalhavam e organizaram uma resistência armada contra jagunços e pistoleiros contratados por grileiros e empresários. Essa luta resultou em sucessivos levantes e muitas atrocidades em municípios recém criados pelo estado, inclusive no vasto município de Campo Mourão que contava com 24 distritos no imenso vale do Ivaí ao Piquiri. Muita gente morreu, inclusive famílias inteiras, por culpa da ganância desenfreada e do abuso do poder autoritário.
Empresário - Na condição de proprietário da Citla, Lupion
foi envolvido diretamente nesses conflitos, acusado pela imprensa e por
parlamentares oposicionistas de utilizar a Força Pública do estado em auxílio à
ação violenta das empresas 'grileiras' que se repetiram até meados de 1960.
Continuidade - No transcurso da sua segunda administração, Lupion realizou obras rodoviárias entre as quais a estrada Curitiba-Paranaguá, e ferroviárias, implantando os primeiros trilhos da Estrada de Ferro Central do Paraná. Concluiu com o governador de São Paulo, Jânio Quadros, um acordo de aproveitamento da energia produzida a partir do rio Paranapanema.
Poder militar - Em 1961 Lupion foi substituído, no governo estadual, pelo militar Ney Braga que expediu contra ele, vários mandados de prisão, acusando-o de corrupção. O ex-governador exilou-se na Argentina e voltou ao Brasil em 1962, ano em que foi eleito deputado federal (1963-1964) quando, em decorrência das mesmas acusações de corrupção, teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos, com base no Ato Institucional nº 5 (AI5) baixado pelo governo militar instalado no Brasil após a deposição do presidente João Goulart (1964).
De volta - Lupion recuperou seus direitos políticos em 1974, mas não deu continuidade a sua trajetória política. Faleceu no Rio de Janeiro, dia 29 de agosto de 1991.
Francisco Peixoto de Lacerda Werneck - (Nasceu em Guarapuava em 25 de novembro de 1914 — faleceu em São Paulo, dia 23 de setembro de 1977). Filho de Frederico Virmond de Lacerda Werneck e Ana Joaquina de Camargo Virmond.
Em Curitiba cursou o Ginásio Paranaense e diplomou-se agrônomo pela Escola Superior Luiz de Queiros em Piracicaba - Sp.
Ingressou por concurso público, na área de agronomia do Ministério da Agricultura. Foi Professor Catedrático de Zootecnia na Escola Superior de Agricultura do Paraná.
Ingressou por concurso público, na área de agronomia do Ministério da Agricultura. Foi Professor Catedrático de Zootecnia na Escola Superior de Agricultura do Paraná.
Além de deputado estadual no Paraná. Lacerda Werneck foi agrônomo, professor, fazendeiro e político.
Werneck discursou e votou favoravelmente à lei pró emancipação de Campo Mourão (1947) na Assembléia Legislativa do Paraná, acompanhado pelo voto do colega deputado, Aldo Silva, que também se pronunciou a respeito.
Werneck discursou e votou favoravelmente à lei pró emancipação de Campo Mourão (1947) na Assembléia Legislativa do Paraná, acompanhado pelo voto do colega deputado, Aldo Silva, que também se pronunciou a respeito.
Membro do Partido Republicano (PR) elegeu-se deputado estadual. Depois, em 1950, foi eleito deputado federal, empossado em fevereiro de 1951 e deteve o mandato até 1952.
Durante o governo de Bento Munhoz da Rocha Netto (PR) foi nomeado Secretário da Agricultura do Paraná (1951-1955) e, após cumprir a função, abandonou a política para gerir seus negócios.
Durante o governo de Bento Munhoz da Rocha Netto (PR) foi nomeado Secretário da Agricultura do Paraná (1951-1955) e, após cumprir a função, abandonou a política para gerir seus negócios.
É nome de escola municipal e parque de exposições em Guarapuava – PR.
Escreveu a monografia premiada em 1945, apresentada no concurso do Ministério de Agricultura, 'Criação de Muares', publicada em livro (1948).
... o ...

Muito orgulho do meu avô!!
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