22/01/2017

Juscelino Kubitschek em Campo Mourão

 
Retorno - Musica de Juca Chaves, censurada pela ditadura
A volta do exílio de Juscelino - 1962

Juscelino Kubistchek de Oliveira, nasceu em Diamantina/MG. dia 12 de setembro de 1902 e faleceu em Resende/RJ, dia 22 de agosto de 1976, vítima de acidente automobilístico.
Em 1920, concluiu o curso de Humanidades do Seminário de Diamantina e foi morar em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Em 1927, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Em 1930, especializou-se em urologia em Paris e fez um estágio em Berlim.
Em 1931, casou com Sarah Lemos, com quem teve a filha Márcia e adotaram Maria Estela quando esta, tinha apenas cinco anos de idade.
Em 1931, ingressou na Polícia Militar mineira nomeado médico oficial da corporação. Neste período, tornou-se amigo do político Benedito Valadares que, ao ser nomeado Interventor Federal em 1933 do Estado de Minas Gerais, o nomeou seu chefe de gabinete.
Em 1934, foi eleito deputado federal, mas perdeu seu mandato com o advento do golpe do Estado Novo
Em 1940, foi nomeado prefeito de Belo Horizonte por Benedito Valadares, cargo em que permaneceu até outubro de 1945. Na eleição seguinte, se elegeu deputado constituinte pelo Partido Social Democrático – PSD.
Em 1950, venceu Bias Fortes nas prévias do PSD, na escolha convencional do candidato do partido ao Governo de Minas Gerais.
Em 1951, foi empossado governador dia 31 de janeiro, após vencer o seu concunhado, Gabriel Passose, na eleição geral, pelo voto direto. Seu primeiro grande feito depois da sua posse, foi criar a  Companhia Energética de Minas Gerais (CEMG). Passo seguinte priorizou as estradas e a industrialização no Estado de Minas Gerais.
Em 1954, outubro, anunciou sua candidatura à Presidência da República com vistas à eleição de 1955, sendo oficializada em fevereiro deste ano. Na oportunidade, JK apresentou um discurso desenvolvimentista e utilizou como slogan de campanha "50 anos em 5". Em uma aliança formada por seis partidos, seu vice e companheiro de chapa foi João Goulart.
Em 1955, dia 3 de outubro, foi eleito presidente pelo PSD, com 35,6% dos votos, contra 30,2% de Juarez Távora, da UDN.
Em 1956, dia 31 de janeiro, a oposição tentou anular a eleição sob alegação de que JK não havia obtido a maioria absoluta dos votos. No entanto, o general Henrique Lott encabeçou uma mobilização militar que garantiu a posse de JK e do seu vice, Jango Goulart, normalmente.
De 1956 a 1961, foi presidente do Brasil, eleito pelo voto popular e cumpriu integralmente o seu mandato.
Na presidência, foi o responsável pela construção de Brasília, executando assim um antigo projeto com intuito de promover o desenvolvimento do interior e a integração do país.
Durante todo o seu mandato o país viveu um período de notável desenvolvimento econômico e relativa estabilidade política.
No entanto, houve também um acentuado aumento da dívida pública interna, da dívida externa, e, segundo alguns críticos, seu mandato terminou com crescimento da inflação, com aumento da concentração de renda e arrocho salarial.
Na época, não havia reeleição e em 31 de janeiro de 1961 foi sucedido por Jânio Quadros, seu opositor apoiado pela UDN.

Em 1962, elegeu-se senador por Goiás e tentou viabilizar sua candidatura à presidência em 1963, ano em que esteve em Campo Mourão, no mês de outubro e apoiou, publicamente, a candidatura a prefeito, de Ivo Mario Trombini. Ambos foram carregados nos ombros por correligionários e simpatizantes que lotaram a praça Getúlio Vargas, no maior evento político registrado na cidade. Cerca de 10 mil pessoas de toda a região vieram conhecer e aplaudir entusiasticamente, o responsável pela construção de Brasilia, a nova capital do Brasil
Contudo, JK foi impedido, pela ditadura, de sair candidato a presidente da República e Ivo Trombini (PSD) perdeu a disputa pela prefeitura de Campo Mourão, ao candidato Milton Luiz Pereira (PDC) que teve apoio do governador Ney Braga. 
Com o golpe militar de 1964, JK foi acusado pelos militares de corrupção e de ser apoiado pelos comunistas o que resultou na cassação do seu mandato e a na suspensão dos seus direitos políticos. Deixou o Brasil e, a partir de então, passou a percorrer cidades dos Estados Unidos e da Europa, em um exílio voluntário.
Em março de 1967 voltou definitivamente ao Brasil e uniu-se a Carlos Lacerda e João Goulart na articulação da Frente Ampla, em oposição a ditadura militar, que foi extinta um ano depois. A mesma ditadura que levou JK à prisão por um curto período. Mesmo assim JK pretendia voltar à vida política após os dez anos da cassação de seus direitos.
Em outubro de 1975, concorreu, sem sucesso, a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
Menos de 1 ano depois, dia 22 de agosto de 1976, morreu em trágico acidente automobilístico.
Juscelino Kubistchek é reconhecido nacionalmente como o “Pai do Brasil Moderno” e está entre os políticos de legado positivo, ao lado de Getulio Vargas, dentre os mais lembrados em todo o pais.