
Campo Mourão urbano
A história do Município transporta-nos ao início do século
XVI, quando jesuítas espanhóis e bandeirantes paulistas cruzaram pelos Caminhos
do Pe abe y u em busca de riquezas e a caça de índios para escravizar e catequizar, alcançando a região dos “Campos” abertos e descampados, cercados pelas florestas
Atlântica/Tropical e das Araucárias, entremeadas de inúmeras espécie de madeiras nobres:
imbuia, cedro, pau marfim, peroba, canjerana, óleo pardo e pau Brasil, além da abundante Erva-Mate nas campinas.

Vasculhado por milícias do governo da 5ª Comarca de Curitiba, a
mando do comandante Afonso Botelho de Sampaio e Souza, seguindo ordens da capitania de São
Paulo, o vale e o espigão entre os rios Ivaí e Piquiri foi
reconhecido e denominado “Campos do Mourão”, em homenagem ao Capitão-mór da
Província de São Paulo, Dom Luís Antônio
de Sousa Botelho Mourão, IV Morgado de Mateus de Vila Real – PT.


Os pioneiros começaram a chegar no início do século
XIX, mais exatamente em 16 de setembro de 1903, entre eles Jozé Luis Pereira,
depois as famílias Proença, Teodoro, Custódio, Oliveira, Mendonça,
Mendes, Paula Xavier, Rodrigues (João Bento) e família Walter.

Emancipação
Até 1943, Campo do
Mourão pertencia ao município e comarca de Guarapuava.
A partir desse
ano passou a distrito de Pitanga, e dia 10 de outubro de 1947, foi emancipado
política e economicamente, pela Lei 02/47, sancionada pelo governador Moisés
Wille Lupion.
1ª Eleição
1ª Eleição

O primeiro prefeito (indicado) foi José
Antônio dos Santos, nomeado em 18 de outubro de 1947, sucedido por Pedro
Viriato de Sousa Filho (foto), primeiro prefeito eleito.
Até a década de 60 o município de Campo Mourão compreendia toda
a Microrregião 12.
Na década de 80, foram
desmembrados dois dos seus três últimos distritos administrativos: Luiziana e
Farol do Oeste, ficando sobre sua administração somente o de Piquirivaí.

Imagem de Piquirivai distrito de Campo Mourão

Imagem de Piquirivai distrito de Campo Mourão
A cidade tem suas origens em antigas estradas precárias, não
mais que carreadores e picadões, por onde transitavam comerciantes vindo de
Mato Grosso e São Paulo com destino ao Oeste do Paraná. A partir de então
começou a receber migrantes paulistas, mineiros, nordestinos, gaúchos,
paranaenses e catarinenses que vinham atraídos pela fertilidade da terra roxa e
a enorme quantidade de árvores de alto valor comercial, fincando os primeiros
pilares da sociedade mourãoense.
Campo Mourão Hoje

Campo Mourão é conhecido nacionalmente como Município Modelo do
Paraná e Capital do Centro Oeste Paranaense, detentor do maior entroncamento
rodoviário do Sul do Brasil, e lembrado no mundo inteiro como a Terra do
Carneiro no Buraco.

Microrregião-12 polarizada por Campo Mourão

Microrregião-12 polarizada por Campo Mourão
Com cerca de 100 mil habitantes, Campo Mourão é a 21ª entre as 50 cidades
mais populosas do Paraná, distante 450 quilômetros de Curitiba.
É pólo da Microrregião-12 que agrega 25 municípios que, juntos, somam uma população regional estimada em mais de 300 mil habitantes.
É pólo da Microrregião-12 que agrega 25 municípios que, juntos, somam uma população regional estimada em mais de 300 mil habitantes.
A excelente localização geográfica do Município coloca-o nas
rotas de integração comercial e turística com os principais centros urbanos do
Brasil e dos países do Mercosul.
Predominantemente
agrícola tem, no cultivo de soja e milho, seus principais produtos. O agro
negocio fortalece a economia local e regional empregando e difundindo moderna
tecnologia a partir de cooperativas agrícolas de projeção nacional e de uma
unidade da maior processadora de frangos do mundo.
Também se destacam no cenário produtivo, empresas do segmento
comercial e industrial, abrangendo as áreas de alimentos, adesivos, eletrônica,
têxtil, produtos médico-hospitalares e odontológicos, dentre outros.
O comércio e a prestação de serviços são
diversificados e, diante de um grande volume de negócios envolvendo os dois
setores, tem gerado um alto índice de desenvolvimento urbano.

Parque Municipal de Campo Mourão
A população desfruta de boa qualidade de vida, cercada
por reservas de áreas verdes, serviços de saúde, áreas de lazer e
saneamento básico.

Parque Municipal de Campo Mourão
A formação educacional, que já se destacava
com mais de 50 cursos superiores, graças à iniciativa privada, ganhou força com
a implantação da Faculdade de Medicina/Integrado. Uma conquista que já atua na
melhoraria e na infraestrutura de atendimento médico e enfermagem, além de trazer
grande oferta de serviços para a cidade o que movimenta significativamente a
economia local e regional. Grande número de universitários (as) que estudam em
Campo Mourão é oriundo de várias outras cidades da região e de estados
brasileiros.
Acesso

Campo Mourão tem o maior
entroncamento rodoviário do Estado. Pela cidade, cruzam as rodovias BR-487,
PR-317, BR-272, BR-158, BR-369, além de estradas asfaltadas até cidades próximas, tais quais: Araruna, Peabiru,
Luiziana e Farol.
Prato Típico famoso

A origem do Carneiro no Buraco em Campo Mourão-PR, deve-se a três pioneiros
que, na década de 1960, inspiraram-se em um filme de pastores mexicanos, visto
no antigo Cine Império, para criar a receita do cozido em tacho sobre brasas (Joaquim
Teodoro de Oliveira, Saul Caldas, Enio Queiroz).
Carneiro no Buraco é uma iguaria que foi
idealizada em 1962, durante a Copa do Mundo no Chile. As primeiras tentativas
foram frustradas.

Desde 1990, Campo Mourão tem um prato típico: o
carneiro no buraco, que é colocado em um tacho de 30 polegadas com tampa
metálica, cozido em um buraco de 1,50 metro de profundidade por 1,05 metro de
abertura, em tachos colocados sobre brasas onde permanecem por cerca de três horas, em seguida retirados e servidos no ato, por uma equipe treinada pertencente a Cozinha Única "Tony Nishimura" (foto), homenagem a um dos melhores mestre-cuca e propagador do Carneiro no Buraco, Brasil afora. Outra pessoa que se especializou na iguaria foi Adelaide Teodoro de Oliveira.
Na década de 1970 era servido esporadicamente em
festas de amigos, nas visitas de autoridades e de gente importante, preparado por Adelaide.
O cozimento em buracos escavados no chão era um
costume dos índios, para evitar o risco de provocar incêndio nas florestas,
copiado pelos Jesuítas.
Um movimento encabeçado pela confraria da Boca
Maldita local levou a oficialização da iguaria como prato típico do Município
legalizada na gestão de Augustinho Vecchi, quando estava em exercício do cargo, o
vice-prefeito Elmo Linhares.

Henri da Boca Maldita, Elmo Linhares (costas), Tony Nishimura,
Augustinho Vecchi e Adelaide Teodoro de Oliveira
A 1ª Festa Nacional do Carneiro no Buraco (foto) aconteceu em 14 de julho de 1991, quando foram servidos 70 tachos, para
aproximadamente 4,2 mil pessoas. Na festa de 2018 foram 140 tachos.
Visitada anualmente por mais de 150 mil pessoas, a Festa é realizada no Parque de Exposições durante 5 dias no mês de julho, cercada de inúmeras outras atrações e shows famosos, além dos almoços e jantares especiais.
Visitada anualmente por mais de 150 mil pessoas, a Festa é realizada no Parque de Exposições durante 5 dias no mês de julho, cercada de inúmeras outras atrações e shows famosos, além dos almoços e jantares especiais.
A festa oferece exposições e feira da
agroindústria, de máquinas e implementos agrícolas, veículos novos, leilões de
gado, artesanato, café colonial, festivais, espetáculos ao ar livre, parque de
diversões, rodeio e muitas outras atrações o dia todo e à noite.
O evento, comemorado
anualmente na primeira quinzena de julho, chegou a 27ª edição em 2018 e em 2019 a Prefeitura desistiu de realizar o evento mais famoso de Campo Mourão alegando falta de verba, mas a tradição foi mantida e chegou a ser feita por integrantes de abnegadas entidades e clubes de serviço em quantidade bem reduzida e poucos convidados, no Parque de Exposições, BR-158, saída para Maringá.

Parque de Exposições Campo Mourão
Preparo do carneiro no buraco
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