27/11/2015

Morreu Amani do Grito em Campo Mourão

 

Amani Spachinski de Oliveira nasceu em Limeira, Município de Pinhão – PR, dia 26 de maio de 1952. Filho de Maria de Lourdes Spachinski e Rozendo Mendes de Oliveira. Casou em São José, Distrito de Santa Maria do Oeste – PR, com Rita de Cássia Cartelli de Oliveira com a qual teve dois filhos: Victor de Néri e Vinícius Emanuel, além de dois netos: Miguel e Nicolas. Em busca de emprego, morou em Cascavel e em Nova Tebas - PR de onde veio a residir definitivamente em Campo Mourão PR, onde foi diretor do SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Seu casamento foi abençoado por Dom Mauro Aparecido, com aprovação de Dom Virgílio de Pauli e interseção do padre Ademar Lins, junto ao Vaticano.

 
O casal Spachinski de Oliveira em Campo Mourão - PR

Currículo – Amani concluiu o curso primário no Grupo Escolar Visconde de Guarapuava e fez o  “exame de admissão” ao ginásio, em Guarapuava – PR. Formou-se em Filosofia com pós-graduação em Psicopedagogia, Filosofia Ocidental e Filosofia Clínica. professor, escritor e poeta. Membro da AME - Associação Mourãoense de Escritores, da AML - Associação Mourãoense de Letras e da Academia de Filosofia.


 
Amani Spachinski o primeiro à esquerda, em pé

Começo – Quando garoto, em Guarapuava, o jovem Amani foi engraxate, jornaleiro, vendedor ambulante, confeiteiro, balconista, mecânico de máquinas agrícolas, de motocicletas, de automóveis e caminhões até meados de 1970, quando ingressou no Seminário Diocesano Paulo VI de Londrina com 18 anos de idade, cidade onde também cursou o Ginásio e o Colegial (incompleto). Em Ponta Grossa, no Seminário Diocesano São José, concluiu o segundo grau, fez Filosofia Pura e Teologia. 


 
Amani Spachinski foi padre por três anos

Lutou sozinho, por todos os meios, pela sua sobrevivência e estudos. Foi sempre muito determinado e acreditava em seu potencial mental e cultural, apesar da saúde gravemente abalada por várias vezes, mas que também superou pela fé e por acreditar piamente na medicina. “Cheguei a receber a extrema-unção e meus familiares avisados do meu estado terminal, mas olha eu aqui”, contava sorridente. Dos casos que ‘escapou” o mais grave foi um tumor (câncer) na bexiga, do qual se livrou, “mas me custou a audição” revelou Amani.

 Padre - Em 1980 foi ordenado padre católico apostólico romano pelo Bispo Dom Frederico Helmel e exerceu o ministério sacerdotal em Pitanga – PR. Em 1983, após três anos de sacerdócio na paróquia de Pitanga, “deixei a batina a fim de me casar e constituir minha família, pois me sentia muito solitário na condição de padre, mesmo com desempenho a contento, desta missão sublime”, confessou.

Professor - Em 1987 iniciou o Curso de Letras e Literatura na Universidade Estadual de Guarapuava (antiga FAFIG). Em 1988, fez reconhecimento do Curso de Filosofia na FACITOL em Toledo - PR e complementação na FAFI em Palmas. Concluiu o curso em 1990 e habilitou-se em: Filosofia, Sociologia e Psicologia. Foi especialista em Filosofia e Psicopedagogia e doutorando em História.


 
Amani e os amigos professores Joani Teixeira e Agenor Khrul

Profissões - Trabalhou na chefia de Recursos Humanos na empresa de transportes coletivos do Paraná (Eucatur). Exerceu a função de Secretário Municipal de Saúde em duas prefeituras, diretor de Hospital Municipal e de Escola Estadual, orientador técnico, instrutor de cursos e  gerente de Unidade do SENAC em Campo Mourão onde, também, exerceu os cargos de professor de Filosofia com vistas aos cursos Médio e Superior, no Colégio Estadual Marechal Rondon e no Seminário Nossa Senhora do Guadalupe, ambos em Campo Mourão.


 
Amani Spachinski na AML de Campo Mourão - PR

Literato – Era presidente da AME - Associação Mourãoense de Escritores. Por gostar de ler, entrou, ainda adolescente, no mundo da escrita, pelas portas da poesia e do teatro. Começou cedo a escrever, mas não publicou suas obras juvenis. Seu primeiro trabalho de sucesso foi a poesia “Vorte Querida Vorte”, depois a peça “Castelo Assombrado” e, desde então, não mais parou de escrever versos e contos. Ainda como escritor, participou de  seis coletâneas poéticas e contos; escreveu os livros paradidáticos: “A Busca de uma Vida e um Mundo Melhor para se Viver”, “Introdução ao Estudo da Filosofia” e o de poesias místicas “Anseios D’Alma”.



Comunicação – Gostava de dar palestras e participar de conferências no campo da Filosofia Clínica. Dirigiu as peças teatrais: “Natal de Esquina” e o “Auto da Compadecida”, além de coordenar noites de apresentações humorísticas e festivais culturais. Foi co-autor do 1.º FESPA – Festival da Paródia de Guarapuava em 1969/1970. 

Campo Mourão - Em 1992, com a família, fixou residência em Campo Mourão de onde nunca mais saiu. Deu aulas de Filosofia, nos Cursos Médio e Superior. Foi membro da FHEPE - Fundação Horácio Amaral de Estudos e Pesquisas e ministrou centenas de palestras e cursos em escolas, empresas e comunidades de cunho educativo. Sempre sorridente e comunicativo era bem quisto e respeitado por todos, graças ao seu grau de inteligência e humildade.



Fotos com Amani Spachinski de Oliveira:

  
Amani Spachinski de Oliveira

 
Amani Spachinski de Oliveira e Rita de Cássia Carteli de Oliveira


 
Visita de Amani Spachinski à Espanha

 

 
Amani Spachinski era católico praticante

 
Amani poeta na Biblioteca e no Calçadão


Homenagem à professora Rita de Cássia Carteli 

 
Dona Maria de Lurdes com o filho Amani 
e os netos Victor e Venicius

 
Amani recebeu títulos e troféus como poeta e escritor

 

Os pais de Amani e Rita Carteli

 
Os filhos de Amani e Rita Carteli de Oliveira

 
Amani era apaixonado por palestras

 
Amani era caseiro e amava a família
 
Amani à noite anterior ao seu passamento, durante jantar de confraternização
entre AME e AML no momento que declamava "Meu grito..."


Morreu dia 25 de novembro de 2015, por volta das 18hs, de infarto, aos 63 anos, na Santa Casa, o professor Amani Spachinski de Oliveira, que chegou a Campo Mourão em 1990 nomeado diretor do Senac. Era casado com a professora Rita de Cássia Carteli de Oliveira (professora e ex-secretária de Educação), pais de dois filhos e avós de dois netos. Está sepultado no Cemitério Municipal São Judas Tadeu. 
Seu poema mais conhecido, dedicado à sua esposa, é “Meu grito de libertação”, que sempre declamou em ocasiões públicas: “Cansado desse silêncio tímido e tolo, resolvi gritar para a minha e para nossa libertação: Eu amo você!”. Declamava gritando mesmo, em alto e bom som, com toda força dos seus pulmões.