05/05/2011

Bento Munhoz da Rocha Netto - Patrono da Faculdade de Campo Mourão

Bento Munhoz e a Faculdade de Campo Mourão


 


Bento Munhoz da Rocha Netto

Bento Munhoz da Rocha Neto nasceu em Paranaguá, dia 17 de Dezembro de 1905. Na Capital paranaense  foi engenheiro, professor, escritor, sociólogo e político. Elegeu-se  deputado federal de 1946 a 1950, quando foi eleito governador do Paraná em 1951. 
Em 1955 respondeu pelo  Ministério da Agricultura e, no período 1958/1962, novamente, foi eleito deputado federal. 
Cidadão paranaense de idéias definidas, pensador, intelectual, sociólogo e professor, tribuno admirável marcou sua passagem com projetos de forte conotação cultural, sem perder de vista o programa social, base de sua plataforma governamental. Disciplinou o processo de concessão de terra devoluta do Estado, que desgastou o governo anterior (Moysés Lupion). Bento legitimou as posses legais.

Paranaguá cidade natal de Bento

Bento Munhoz da Rocha Netto é filho de Caetano Munhoz da Rocha, Presidente do Estado (título que se dava ao governador) por duas vezes, nos anos 20 e, de dona Olga Carneiro de Souza. Bento fez o curso primário no Colégio São José da sua cidade, o ginasial no Ginásio Diocesano Lazarista.

 

Prestou exames no Ginásio Paranaense e diplomou-se engenheiro civil pela Universidade do Paraná, em Curitiba.. Como tal, exerceu o cargo de engenheiro chefe da Caixa Econômica Federal do Paraná.


Nereu Ramos e o casal  Flora e Bento Munhoz  -  1954

Amante da Literatura, intelectual e professor foi presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico do Paraná. Lecionou História da América na Universidade Federal do Paraná, Sociologia na Universidade Católica e Economia Política na Faculdade de Engenharia.de Curitiba.


Bento Munhoz tinha o dom da oratória e do improviso

Constituinte - Atuou na redação da antiga Constituinte Brasileira ao exercer o mandato de deputado federal  (1946-1950). Em 1951 foi eleito Governador do Paraná apoiado pela coligação (PR, UDN, PTB, PSP e PRP). Em 1955 assumiu o Ministério da Agricultura. Novamente deputado federal (1958-1962). Na Câmara Federal - deputado constituinte - exerceu a função de ssecretário. Destacou-se no cenário nacional por ser o principal líder do movimento que extinguiu o Território do Iguaçu, criado pelo Estado Novo.

Bento era líder nato

Governador - Eleito governador do Paraná por uma coligação de partidos (1951–1955), todavia não concluiu o mandato. Renunciou  a governança em 2 de Fevereiro de 1955 e candidatou-se à vice-presidência da República, mas o movimento acabou desarticulado. Foi substituído pelo deputado Antônio Annibelli, presidente da Assembléia Legislativa, até que se convocassem eleições indiretas, na forma da Constituição estadual, com a finalidade de preencher o cargo de governador.
Bento não conseguiu reunir forças partidárias suficientes para viabilizar seu nome como candidato. Manteve-se à frente do Ministério até a eclosão do movimento militar denominado “retorno aos quadros constitucionais vigentes”, liderado pelo marechal Teixeira Lott, em novembro de 1955. quando, então, o presidente do Brasil, Café Filho, o chamou e Bento passou a responder pela Pasta da Agricultura Fe3deral.

João Fernandes Campos Café Filho foi advogado e político, presidente do Brasil  entre 24 de Agosto dr 1954 e 8 de Novembro de 1955, quando foi deposto. Precedido por Getúlio Vargas, sucedido por Carlos Luz e, no mandato de vice-presidente (31 de janeiro de 1951 a 24 de agosto de 1954), Café Filho foi precedido por Nereu Ramos e sucedido por João Goulart.

Fala Bento - “Sinto no governo o reverso da nossa evolução trepidante e, mais ainda, os efeitos da rápida transformação do nosso estilo de atividade econômica”, dizia Bento. De fato o Paraná experimentava uma revolução no seu processo civilizador. A projeção nacional alcançada pelo governador, levou o presidente João Café Filho a convocá-lo para o Ministério da Agricultura. Desejava fazê-lo candidato à presidência da República. Bento viu-se obrigado a renunciar o governo do Estado, a 03 de abril de 1955, diante da proposta. 

O Teatro Guaíra foi projetado na governança de Bento Munhoz da Rocha Netto. O Auditório principal (Guaírão) tem seu nome.

Enquanto governador do Paraná concebeu projetos, dentre eles. a construção da Biblioteca Pública do Paraná e do Centro Cívico – área que hoje reúne vários órgãos públicos estaduais.

Biblioteca Pública e Bento no canteiro de obras do futuro Palácio Iguaçu


Bento e Juscelino Kubistchek nas obras do Palácio Iguaçu

Criou a Fundação de Assistência ao Trabalhador Rural: a Secretaria do Trabalho e Assistência Social, Iniciou a construção da Usina Termelétrica de Figueira: começou a pavimentação asfáltica de rodovias importantes, a partir do trecho Londrina/Apucarana.

A Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Fóz do Areia) é a maior usina da Copel. Possui capacidade de 1.676 MW de potência. 
Está localizada no rio Iguaçu, município de Pinhão.

Construiu parte da Rodovia do Café, fundou a Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), as Casas Rurais.

Bento fiscalizou pessoalmente as obras de saneamento básico em Maringá e Londrina

Construiu centenas de grupos escolares, postos de puericultura e inicou obras de saneamento em várias cidades do interior do Estado. Na sua governança, o Paraná comemorou o Centenário da emancipação política e realizou o Congresso Eucarístico Mundial (1953).


Bento lançou o Plano Rodoviário do Paraná

O Literato - Destacou-se no cenário nacional e internacional por sua  produção como ensaísta e sociólogo. Entre suas 14 obras publicadas, destacam-se: Uma Interpretação das Américas. Radiografia de Novembro, Mensagem da América, Itinerário, Perfis, Tingüís e Presença do Brasil, além de outros títulos.

Bento Munhoz tinha satisfação em ler e escrever

São edições raras, disse dona Flora e

que fazem parte do histórico escritório

e da biblioteca de Bento Munhoz da Rocha Netto

Fecilcam - Coube ao governador Bento Munhoz da Rocha Netto a largada inicial com vistas a implantação de cursos superiores em Campo Mourão, quando inaugurou a Faculdade Estadual de Ciências e Letras (hoje Facilcam) reivindicada pelo prefeito Horácio Amaral, apoiado por estudantes e destacadas lideranças mourãoenses, com ampla visão do futuro.

José Costa Maria, Fioravante João Ferri, Horácio Amaral, Renato Fernandes Silva, Bento Munhoz da Rocha Netto, Ephigênio José Carneiro e lideranças na inauguração da Fecilcam 

Em 1965 perdeu a eleição ao governo do Estado, ganhou Paulo Pimentel. Bento se afastou, de vez, da política. Faleceu dia 12 de novembro de 1973, vitima de efisema pulmonar.

Busto de Bento Munhoz da Rocha Netto, na Avenida Cândido de Abreu, 
bairro Centro Cívico - Curitiba

Dona Flora em visita ao Colégio Bento Munhoz da Rocha Neto, 
homenagem ao seu esposo, em Paranaguá


Relíquia de 1937 - Ford de Bigode