12/04/2011

Cabral, o Navegador - exaltação

Navegantes - Naufrágio

Romanceado nos parâmetros da época, em livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, com ilustrações de Camila Mamede, destacamos um trecho, aqui reproduzido:



"Depois de cumprir a missão que o rei lhe confiara, Pedro Álvares Cabral não quis voltar a embarcar. Refletiu e concluiu que procedeu bem, pois um êxito estrondoso dificilmente se repete
Ora, Cabral foi o primeiro navegador da História da Humanidade a ligar quatro continentes numa única viagem.
Enfrentou os ânimos mais suaves e mais agressivos dos dois oceanos conhecidos na época. Fortaleceu laços de amizade e fez pactos de comércio com reis e rainhas do Oriente, esteve no que denominou Brasil. Tudo somado, chega e sobra para encher uma vida.
Este bem sucedido navegante português casou com Dona Isabel de Castro, senhora ilustre que descendia da família real portuguesa e da família real castelhana. O casal teve seis filhos, dois rapazes e quatro meninas, batizados com os nomes de Fernando, Antônio, Constança, Guiomar, Isabel e Leonor. Instalado em Santarém, Pedro Álvares Cabral foi sempre informado com boas notícias da linda terra que encontrou, afinal, bem maior e mais rica do que se pensava, além das recompensas do rei D. Manuel I, à medida que ele compreendia a verdadeira importância daquele achado tupiniquin.

O navegador repousa ao lado da mulher numa sepultura na Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Santarém (PT).
A sua face encontra-se esculpida em pedra na parede do mais belo monumento português, o Mosteiro dos Jerônimos.
Aí se encontram também outros navegadores, mas olham em direções diferentes. Vasco da Gama e os companheiros Paulo da Gama e Nicolau Coelho estão virados para Oriente em memória da chegada à Índia. Pedro Álvares Cabral, de sorriso discreto e elegante barbicha, olha para o lado oposto, para Ocidente, ao Brasil.


Mais de quinhentos anos após a sua viagem, continua a ser recordado com amor entre onze milhões de portugueses e milhões de brasileiros."