29/08/2011

Palhaço Fon Fon, tio de Wille Bathke Jr


 

Fernando Vera Filho (Tête) nascido em Curitiba, casou com Dilma Souza Vera. É filho de Fernando Vera e Santina Perli Vera. Neto de Manoel Vera e Conceição Vera Luque. É irmão de Maria Conceição Vera Bathke casada com Ville Bathke; de Manoel Vera Neto (Lito) casado com Ítala Moro Vera, e de Ione Vera Huczz casada com Cláudio Huccz. 
Circense Fernando Vera Filho foi o famoso palhaço Fon-Fon entre as décadas de 40/70 e pioneiro em apresentação radiofônica (Rádio Guairacá de Curitiba – programa Feira da Alegria). Representou Jesus por vários anos, na Paixão de Cristo que era encenada no Pavilhão Carlos Gomes (Praça Carlos Gomes), sempre lotado. É tio  de Wille Bathke Junior, de Campo Mourão.

O palhaço Fon-Fon (Fernando Vera Filho) foi um dos pioneiros da arte circense a participar de programas radiofônicos, pelo menos desde quando comecei a uns 58 anos a acompanhar o rádio curitibano. Se não estou enganado antecedeu ao Ginóca (irmão de Adinor Cordeiro - Jibóia), na “ZYM-5 - Rádio Guairacá, a Voz Nativa da Terra dos Pinheirais”.
Menino de onze ou doze anos, já apaixonado por rádio e imaginando ser radialista, fui num domingo à noite ao programa “Feira da Alegria”, no auditório da Rádio Guairacá, na Rua Barão do Rio Branco, em cima da Loja Hermes Macedo e um dos participantes era o palhaço Fon-Fon.


Os apresentadores Mansur Teófilo Mansur e Alia Hadad, que depois se formaram em Direito, tornaram-se personalidades de Curitiba e do Estado. Mansur Teófilo Mansur, que às vezes encontro no centro de Curitiba e Alia, que faz tempo não vejo, se destacaram em suas atividades profissionais. 
Mansur Teófilo Mansur tornou-se homem destacado de nossa Justiça e conceituado professor da Faculdade de Direito de Curitiba. Alia, com sua verve de radialista, durante anos comandou e apresentou por emissoras de Curitiba, um programa da cultura árabe, inclusive transmitido em tal idioma.
Neste programa “Feira da Alegria” o regional era comandado pelo Zé Pequeno, que depois se transferiu para a B-2, diante da saída de Efigênio Goulart. José Coelho, o Zé Pequeno, que de pequeno não tinha nada, media uns dois metros de altura. Além de comandar os regionais nas referidas emissoras também mostrava sua arte em casas noturnas, boates e restaurantes da cidade. Fez isto durante muitos anos e só parou pouco antes de falecer e, se não estou enganado, com 85 anos. Destacou-se pelas paródias em torno de jogos de futebol, sempre aguardadas com expectativa. Tocava acordeom, violão e imitava só com som oral um trombone de vara impecável.  Além disto, este homem nascido na querida Morretes, era um excelente companheiro. Digo isto porque tive o privilégio de partilhar de sua amizade durante anos. Inclusive durante bom tempo, aos domingos a noite, chegava em casa para deixar a gravação de suas parodias que apresentava no programa de rádio. Ficava fazendo tempo para chegar o horário para ir trabalhar na noite curitibana. A última vez que convivi com Zé, quando ainda trabalhava, foi no Restaurante Dom Carneiro, na Senador Saraiva, do Alto São Francisco.

Fon-Fon era de Curitiba participava do programa da Rádio Guairacá. 
Como bem frisa seu filho, Claudionor Vera, ele tal qual a dupla cantante Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, que também participava do programa “Feira da Alegria”, se destacavam por apresentações em circos. Belarmino e Gabriela, foram proprietários de circo, e Fon-Fon também. O mesmo aconteceu com o Ginóca que, inclusive veio com seu circo a Campo Mourão e se apresentou ali, ao lado do Bosque das Copaibas. A entrada e a bilheteria faziam frente a Rua Araruna.



Quando estive na Guairacá, confesso que não prestei muita atenção nas cantoras e nos cantores, preferi observar os locutores e o palhaço, pois desde cedo imaginava trabalhar em circo e rádio. Por isto Fon-fon ficou guardado na minha memória. Mas quando falo de palhaços faço questão de destacar ele como o melhor e o mais engraçado de todos e, olha, que foram inúmeros que conheci a exemplo de Chic-Chic (Otelo Queirolo), o homem da famosa cachorrinha de pano “Violeta”. Quando bradava ("Calaaa aaa boooca Violeta”) e lhe dava um chute, a platéia não se continha e a gargalhada era geral.

Em família
Meu irmão Rubens Bathke, também sobrinho de nosso tio Tête, narrou a seguinte passagem sobre o palhaço Fon Fon:
"Quando morávamos em Irati, tio Tête visitou nossa mãe Maria Conceição Vera Bathke que estava grávida do Vilinho (Wille Bathke Junior). Entre outras coisas a mãe chamou a atenção do irmão pelo fato dele ter escolhido a profissão de palhaço. Asseverou que o pai deles, nosso avô Fernando Vera Luque, não estava nada contente e nem admitia ter um filho palhaço.
Tio Tête sorriu e falou à sua irmã: ‘olha mana, prefiro o pai zangado e eu a fazer rir milhares de pessoas. Acredite, minha irmã, condenam o circo, mas o pai nem imagina quantas pessoas fazemos felizes, nem que seja naquele momento das nossas brincadeiras. O sorriso, as gargalhadas das tantas crianças e pessoas adultas, a mim, é a maior paga que recebo e também sou muiito felizzz pelo que realizo!! Muitas crianças vão arrumar suas bicicletas na minha oficina de consertos e quando me dizem que se divertiram muito ao me assistirem - Fon Fon - eu nem cobro o serviço que faço a elas. Elas me pagam com sorrisos!!”
 
O casal circense, Fernando Vera F° e Dilma de Souza Vera.
Ele foi o palhaço Fon Fon e ela trapezista e malabarista

 
Fernando Vera Filho e Dilma de Souza Vera
faleceram no mesmo mês e ano com diferença de 10 dias.


Mais um pouco sobre rádio da epoca:

O programa “Feira da Alegria” mais tarde passou a ser comandado pelo Paulo César, um pernambucano sensacional que veio para bilhar no rádio paranaense. Durante anos esteve a frente dos programas de auditório da Rádio Guairacá e quando esta parou teve passagem rápida pela Rádio Clube Paranaense - PRB- 2 e depois foi grande sucesso na Rádio Independência, no programa “Baiúca do Xilô”, apresentado à partir da meia-noite, estendendo-se por toda a madrugada. Paulo César, cujo nome verdadeiro se não estou enganado era Eteveraldo, foi uma das figuras mais simpáticas e queridas que conheci ao longo dos anos no rádio.
Abdo Acli trabalhava no comércio junto a Casa Feres, uma das mais populares lojas de Curitiba, de propriedade de Ali Mesmar, seu cunhado. A Casa Feres, tinha como slogan “suba que o preço desce”, já que ficava no primeiro andar de uma casa antiga localizada na Praça Tiradentes, próximo das tradicionais farmácias Stelfeld (a primeira da cidade) e Minerva, da Sorveteria Polar e outras lojas. Depois mudou para a mesma praça, esquina da Travessa Tobias de Macedo, fundador da Rádio Marumbi. Inclusive em determinada época a Rádio Marumbi funcionou nesta travessa, então chamada Marumbi. Mais tarde com o falecimento do Dr. Tobias de Macedo, ele foi homenageado com a travessa que recebeu seu nome.
Voltando ao Abdo ele lançou um programa no estilo de “A Voz do Povo” o grande sucesso durante vários anos de Jorge Miguel Nassar, em diferentes emissoras como as rádios Tingui, Emissora Paranaense (mais tarde com nome de Universo), Marumbi, Independência e outras. O programa de Jorge, extremamente popular, registrava altos índices de audiência e com isto conseguiu seguidas eleições a deputado estadual pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB. .

 
José Domingos Borges Teixeira (Zé Domingos)
Deputado Federal e radialista da Continental de Curitiba


Ouço todas as manhãs o seu programa, desde a época da Rádio Colombo e fiquei emocionado quando V.Sa., abordou o tema: Grandes nomes do Rádio Paranaense. Fez-me lembrar de um dos palhaços mais engraçados que vi em ação: o  cômico FON FON. Participava do programa Feira da Alegria, na Rádio Guairacá e em circos da época. Para mim, o mais engraçado, o melhor de todos… me deixou muitas saudades, não só a mim, mas para toda minha familia, pois era meu pai … ( sou pai do Paulo Vera, neto de Fon-Fon e Dilma).
Claudionor Vera - primo de Wille Bathke Jr

Dilma de Souza Vera esposa de Fon-Fon era linda vedete e malabarista,
tia de Wille Bathke Jr de Campo Mourão

Tablóide da época sobre circo e teatro

Circo Santo Antonio um dos palcos de Fon-Fon