07/06/2011

Renato Fernandes Silva-Prefeito Esporte de C. Mourão



 
Renato Fernandes Silva
O Prefeito-Esporte de Campo Mourão

“Minha situação quando sai da prefeitura de Campo Mourão, era triste. Eu ganhava 7.500 cruzeiros por mês. Fui prefeito e recebia 3 mil. Me recuperei. Minha família é meu império. O maior patrimônio que tenho é meu nome. Nunca fui de chucho e nem negociatas. Sempre disse sim ou não, na hora certa. Só tenho amigos. Nunca atritei com ninguém, e amo Campo Mourão de coração”- Gestão 1/2/73 a 31/1/77.

Renato Fernandes Silva - Nasceu em Prudentópolis no dia 20 de dezembro de 1932. Filho de Araci Fernandes e João Gaspar Silva. É o quarto filho entre Átis, Dante, Atos, Renato e Manoel.
Casou em 4 de setembro de 1957, com Maria Therezinha Kloster Silva e pai de Renato Júnior (casado com Elisângela Baggio), Regina Maria (Edson Pancera) e Araci Hermínia (Clóvis Rebesquini). O filho é pontagrossense e as filhas mourãoenses. Netos: Renata Maria e Edson José.
Órfão de mãe aos 5 anos morou com a avó paterna, Maria Gaspar Silva e duas tias solteiras. "Em Prudentópolis meu pai foi gerente da Cooperativa de Erva Mate e proprietário do Hotel Durski.
Em Curitiba teve o Restaurante Elite (Praça Zacarias, 614).
Em Ponta Grossa, o Restaurante Guaíra", do clube de mesmo nome.
"Papai enviuvou e casou com Ida Alquáti Silva, que vive em Farroupilha (RS). Papai faleceu em 1965", lamenta.

Minha Infância - "Quanto eu tinha uns 10... 12 anos, talvez menos, o transporte era feito, excepcionalmente por diligências (grandes carroças) e existiam os caixeiros-viajantes (mascates), com carroções de tolda, de quatro cavalos... Quando eles chegavam a primeira coisa era tirar os arreios suados a fim de descansar os animais. Eu e outros meninos nos oferecíamos para levar os cavalos para o potreiro (pasto). E lá, a gente montava nos animais cansados e apostávamos carreiras em pelo... (risos)... era pura traquinagem!!! – Fui guri e fiz tudo que uma criança podia fazer. Empinava papagaio, caçava passarinho com cetra (estilingue) e jogava burica (bola de gude). Tinha a bolinha celsa (jogadeira preferida) que, quando atirada com força, rachava a outra em pedaços.... (risos). Os nós dos meus dedos, aqui, viviam esfolados e a cutícula do dedão (polegar) arregaçada prá cima!!!... (risos)...
“Eu era especialista em fazer pelote (bolinhas de barro). Fazia de um em um nas palmas da mão, secava no sol, punha num bornalzinho (sacolinha de pano) e ia matar passarinho com a cetra... eu era bom de pontaria. As sabiás eu levava para o hotel de papai, despenava, limpava e fritava... uma delicia”, conta o menino Renato.
“Tinha um lugar no Rio dos Patos, chamado Barrinha, onde a piazada tomava banho. Foi ali que aprendi a nadar e.. nado bem”, relembra Renato, com saudades. – 'Eu era meio velhaco. Nunca cai de cavalo e nunca me afoguei. Caí do cavalo agora, esses dias, lá na fazenda, depois de velho”... (risos).

Estudos - Estudou o primário em Prudentópolis no Grupo Escolar Barão de Capanema (que existe até hoje). Ficou interno no Instituto dos Santos Anjos (irmãs ucraínas) e depois no Colégio Santa Sofia (irmãs poloneses).
Católico, fez a primeira comunhão na Igreja Ucraína. Com 13 anos morou com a tia Jovita Kiffuri, em Irati, “casada com o tio Nagib, irmão do Chicre Kffuri, que tinha serraria ali no Km-19.'
'Estudei no Ginásio Irati, da família Calderari e fui orador da turma", diz com orgulho. Concluiu os cursos Cientifico, de Direito e o de Oficial do Exército, em Curitiba.
“Papai tinha o restaurante. Fui morar com ele. Trabalhava como copeiro (garçom) e à noite eu estudava. Entrei no Colégio Novo Atheneu onde conclui o científico em 1951 e me matriculei no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva) de onde sai Aspirante a Oficial R-2, em 1953. Fiz parte da Turma do Centenário (do Paraná). O governador Bento Munhoz da Rocha Neto, nos deu uma farda de gala para a colação de grau e foi uma festa, a coisa mais linda... fabulosa, no Estádio Dorival de Brito.'

1º Tenente Renato Fernandes Silva foi prefeito de Campo Mourão

Em 1953 estavam construindo o Centro Cívico e houve uma série de comemorações do Centenário. 'Fiz parte da guarda de honra do presidente Getúlio Vargas, o que muito me orgulha, apesar de nunca ter votado nele"... risos.
De 1954 a 1958 formou-se advogado, na terceira turma da Faculdade de Direito de Curitiba criada pela Associação do Ensino Novo Atheneu. "Nesta Faculdade o doutor Milton (Luiz Pereira), foi professor muitos anos", acrescentou o doutor Renato.
No penúltimo ano de Direito estagiou, como oficial do Exército, no 13º Regimento de Infantaria, em Ponta Grossa, onde foi promovido a 1º Tenente R-2. "Foi difícil conciliar as duas coisas concomitantemente. Atravessei noites e madrugadas, indo e vindo à Ponta Grossa, mas consegui me formar (advogado), não sem muito sacrifício", comenta.

Advogado - Começou a advogar em Ponta Grossa, "onde casei e papai tinha restaurante". Trabalhou com o advogado Edgar Sponholz, tio do desembargador Otto Sponholz. "Aprendi a advogar com este mestre em Direito. Foi este homem que me deu lições de moral e de ética profissional", elogiou. “Como advogado sempre fiz restrições ao Direito Penal. Em1968 fiz o primeiro e único júri (intimamente eu tremia igual vara verde). Meu irmão (Manoel, duas vezes prefeito de Ivaiporã ), que já era advogado experiente, me ajudou e meu cliente foi absolvido por 7 a 0. O Fórum novo havia sido recém inaugurado ali onde é a Câmara de Vereadores”, diz com ar de vitorioso. “Nesse júri o juiz era o doutor Osiris (Antônio de Jesus Fontoura), que recebeu o título de Cidadão Honorário de Campo Mourão, agora, no dia 26 de outubro. O promotor era o doutor Paulo Magalhães dos Reis”, lembra.

Campo Mourão - “Em 1960 vim passear em Campo Mourão, visitar meus sogros (Ermínia e Augusto Kloster) que tinham uma empresa de grande envergadura (Madeiras Noroeste Ltda - Manoli), e ouvi falar que a advocacia aqui era um bom negócio. Trouxe minha família e fiquei, mas a mudança só chegou em 1961. A cidade passava por uma comoção política pela morte do Roberto Brzezinski e do Pitico (Harrison José Borges) e o Paulo (Vinício Fortes) tinha assumido a prefeitura na qualidade de presidente da Câmara. Ai me falaram que o doutor Paulo tinha pretensões políticas (deputado estadual) e me indicaram trabalhar no escritório dele, como de fato fiquei de 1960 a 1972. Mas o Paulo nunca saiu candidato. Na época Campo Mourão tinha poucos advogados. Me lembro de todos eles: Nelson Bittencourt Prado, José Dutra de Almeida Lira, Paulo Vinício Fortes, Milton Luiz Pereira, Ari Assunção, Eduardo Portes Rocha, Armando Queiroz de Moraes e Horácio Amaral”, disse com precisão. “Quando cheguei era o mais novo e hoje, passados 40 anos, sou o mais antigo e o mais velho”, orgulha-se.

Na Sociedade – A vida social se resumia ao Clube 10 de Outubro, “que quando cheguei o seu Domingos (Ribas) era presidente e estava terminando de fazer o clube de alvenaria. Comprei dois títulos (50 e 51) que, eu e o Renatinho, temos até hoje. Na gestão do Lázaro Parelada, fui vice presidente do Clube 10. Os bailes eram rigorosos, com muito respeito e tinha até fiscal de pista (salão). Na portaria só entrava sócio ou visitante credenciado. O baile mais famoso que promovemos foi com o Wanderlei Cardoso. Deu um show no Cine Plaza e depois animou o baile... lotou!!. A gente pensava que ia dar prejuízo (ele custou caro) e no fim deu lucro”. “Eu e o Lázaro (que tomávamos decisões conjuntas) achávamos que não tínhamos cacife prá bancar o Wanderlei e fizemos uma aventura que deu certo... sucesso total”, conta aliviado. “Sou sócio patrimonial-remido do Country Club a convite dos doutores (médicos) José Luiz Tabith e Germano Traple, quando diretores”.

São Vicente de Paula – 'A fundação da Sociedade São Vicente de Paula (1963) tem um significado muito grande prá mim. Éramos uma meia dúzia de abnegados: Genésio Natálio, Artur Tramujas, Theonaldo Siqueira Ribas (Nonô), João Durski (Janguito), Romildo Pinheiro e eu, que continuo participando desde o primeiro dia, até hoje. Lançamos a pedra fundamental do Asilo (Antonio Frederico Ozanan) na gestão do Rosalino (Mansueto Salvadori). Fui o orador no dia na inauguração (1972). Dom Elizeu (Simões Mendes – 1º Bispo Diocesano), participou no início, depois ficou meio eqüidistante porque algumas das suas idéias não foram aceitas e ele ficou meio chateado. Ele queria vincular a sociedade de leigos à igreja e não concordamos. Mas no dia da inauguração ele celebrou a missa, e num dado momento, ele disse: “esta obra foi construída graças a teiimosiiaa... de um punhado de homens bem intencionados”, recorda Renato.
'Ali no Copacabana era tudo mato. A obras estavam no seu alicerce. Ao lado morava um velho que vendia amendoim, num barraquinho. Ele dizia que foi prefeito em São Francisco do Sul (SC) e era conhecido como Homem do Amendoim. O Paulo Pimentel visitou as bases do Asilo. Demos um trato no velhinho e o convidamos para a recepção do governador. O doutor Armando (Queiroz de Morais) era deputado (estadual), que levou o Paulo, lá. Quando a comitiva chegou, o velhinho entrou ali... “dá licença governador... dá licença... pelo amoorrr de Deusss... ajude a terminar essa obra... olhe onde eu moro! Preciso de uma coisa melhor prá morar!”.... (risos). Só sei que o governador capitulou e deu uma verba enorme e concluímos o asilo, graças ao Homem do Amendoim”, conta com alegria.

Pioneiros – “Admiro as famílias tradicionais. Todos que chegaram aqui deram sua contribuição a Campo Mourão crescer. Quando cheguei me lembro das famílias Carolo, Trombini, Ferri, Casali, Kloster e tantas outras que conheci depois. Tinha um rapaz que eu admirava muito, pelo seu arrojo e visão de futuro... o Gumercindo de Paula Xavier (filho do Devete)... um gurizão que trouxe a revenda Ford prá cá”.

Comércio – A loja mais importante era a Casa Nossa Senhora Aparecida (família Assad). Tinha a Casa Marques aqui no centro. David e Irmãos em frente do Pronto Socorro. A Comercial São Cristóvão, ali em frente da antiga Telepar. O Licínio Rodrigues lá perto do Carreira. A Sapataria Paulista ali mesmo. A Farmácia América do Osvaldo... Esse era o comércio onde a gente comprava em Campo Mourão”, lembra Renato.

Política – 'Fui Procurador de Justiça da Prefeitura de Campo Mourão, a partir de 1967, nas gestões do Rosalino, do Augustinho (Vecchi) e do Horácio (Amaral), que no final do mandato, uma noite chegou lá em casa e disse que precisava conversar comigo, na Prefeitura. Perguntei se não podia ser amanhã e ele respondeu: “não.. tem que ser hoje!!” . Cheguei lá e estavam, dentre outros, o Augusto Carneiro, o Elizeu e o Milton Hauagge, Modesto Tres, Delcides Constantino Miguel, o Getúlio e o Iraci Ferrari que me intimaram a ser candidato a Prefeito. Aquele tempo só tinha a ARENA (Aliança da Renovação Nacional). Pedi um tempo para pensar e consultar minha família. No dia seguinte e dali prá frente, minha casa estava sempre cheia de pessoas que me foram dar apoio. O grupo político me garantiu que eu seria candidato único, teria unanimidade na convenção e uma campanha sem muitos gastos. Mas, o Augustinho Vecchi resolveu sair candidato pela Arena 2. Foi quando enfrentei a famosa Campanha do Pé de Chinelo. A turma do Augustinho inventou que só votava em mim os ricos e que eu teria dito que não precisava de voto de pobre. Eles fizeram uma campanha de muita baixaria. Mantive minha postura, primei pela minha retidão de propósitos e vencemos por uma diferença de 1.803. Só não venci em Piquirivai”, recorda.


Dentre as obras de Renato Fernandes Silva em Campo Mourão destacam-se os ginásios de espotes Belim Carollo (Ginasião) e o JK (Ginasinho)

 
Em pé: Dr. Matielo, José Carlos Santos, Pedro da Veiga, Dr. Élio Rodrigues de Matos, vereador Zamir José Teixeira, Dr. Aymar Soares de Souza Lima, José Boiko, Delórdes Daleffe e Maurino de Souza.


Comissão Municipal de Esportes e abertura dos JAPs/76 em Campo Mourão,
com Renato Fernandes Silva

Conquistas – Na gestão Renato Fernandes Silva (Prefeito-Esporte), Campo Mourão construiu os ginásios poliesportivos Juscelino Kubistcheck (JK) e o Belin Carolo (hoje Cefet). Reformou e construiu as arquibancadas do Estádio Municipal. Em 1976 sediou os Jogos Abertos do Paraná, pela primeira vez. Construiu várias escolas rurais e o Colégio Unidade Polo. Asfaltou o Jardim Lar Paraná. “Quando assumi o Horácio já havia asfaltado a Av. João Kennedy. Foi o Horácio que inaugurou o prédio da Fecilcam e nós conseguimos criar e reconhecer os três primeiros cursos (Padagogia, Filosofia e Letras). Em 1975 a convite do Estado, participou da Missão Econômica no Japão, “e pela primeira vez Campo Mourão foi divulgado internacionalmente”.

 
"Batalhamos muito a fim de conseguir a Fecilcam que o Bento Munhoz da Rocha Neto veio inaugurar, a convite do prefeito Horácio Amaral, que me antecedeu em Campo Mourão"

Quando o ministro Alisson Paulineli (1976) lançou o Programa Prossolo em Campo Mourão, inauguramos o único monumento que tem na cidade, na Praça Munhoz da Rocha.
Doamos o terreno e lançamos a pedra fundamental da Klepper Webber (indústria de silos). Foi quando solucionamos o problema da erosão na Vila Rio Grande. Depois sai da prefeitura e a grande empresa não veio, por motivos ou desinteresse outros, que desconheço”, lamenta.

Abandono - "Com verbas próprias e do governo construí os ginásios de esportes que marcaram epoca com a sediação dos JAPs, o maior evento poliesportivo do Paraná. Foi em 1976 com uma abertura inesquecível. O prefeito que me sucedeu abandou o projeto do engenheiro Léo de Judá ao qual pedi que fosse construído ao entorno do Ginasião, um complexo esportivo com quadras de volei, basquete, tênis, campo de futebol, pista de atletismo, piscina olimpica e tudo mais que o esporte exije a uma boa praticidade, formação de talentos e promoção de novos eventos. Mas o prefeito que me sucedeu abandou inclusive os ginásios que se deterioram quase por completo. Felizmente o prefeito seguinte, José Pochapski os recuperou de forma brilhante, e também realizou os JAPs em Campo Mourão, pela segunda vez.", revela.

Renato e Pochapski em visita ao Ginasião de Campo Mourão, 2010

Alegrias e tristezas – 'Mágoas eu não tenho. Frustrações sim. Uma de não ter concluído o Centro Esportivo em torno do Ginasião e a outra de não ter feito meu sucessor (Getúlio Ferrari).
Quando entrei na Prefeitura eu ganhava 7.500 cruzeiros e passei a receber 3 mil cruzeiros. Fiquei impedido de advogar. Quando sai, não tinha nenhum processo em andamento, aí, meu caro, a coisa apertou. Tive propostas, mas nunca participei de chucho e nem de negociatas. Sempre usei o sim e o não, na hora certa. Entreguei a Prefeitura em excelentes condição, com dinheiro em caixa e projetos em andamento.
Demorei a me reequilibrar financeiramente. Me sacrifiquei e quase sacrifico a família. Chateado com a situação, quase voltei prá Ponta Grossa, mas agüentei firme e estou sobrevivendo até hoje graças aos meus esforços. Ser prefeito foi uma experiência fabulosa mas, economicamente, foi um desastre”, revela Renato.

Cidadão Honorário de Campo Mourão com a família

Homenagem - Recentemente recebeu o Título de Cidadão Honorário, pelos bons serviços prestados a Campo Mourão. 'Sinto verdadeiro orgulho de ser mourãoense de coração. Como prefeito fui 4 anos presidente da Comcam e atuei como elo de ligação entre os prefeitos da região e o governo do Estado, sempre com êxito. Hoje resisto a política porque quem ocupa cargo eletivo fica exposto as críticas e maledicências, injustas. Nunca me atritei com ninguém Meu império é minha família e o respeito ao meu nome é o maior patrimônio que possuo. Onde chego sou bem recebido, o que me é motivo de muito orgulho”, concluiu Renato Fernandes Silva.

Desportista nato -"Não sou bom de bola, mas gosto muito de assistir futebol e todos os demais esportes. Acompanhei todos os jogos da Mourãoense no Campeonato Paranaense. O Anísio Morais e o Wille, que transmitiam os jogos pela Colmeia, quando me viam convidavam e eu assistia as paridas da cabine, ao lado deles. Incentivei e premiei muitas disputas de esportes de quadra, principalmente nas escolas."

 
Com estudantes do Colégio Estadual premiados. 
e Mané Garrincha em Campo Mourão

Teste - "Como te falei, sem falsa modéstia, nado muito bem. Quando da inauguração das Termas de Jurema da família Constantino Miguel, comentei isso ao ver a linda piscina de água quente. Prá quê? Os amigos me pegaram, me ergueram e me levaram até a borda e ameaçaram me jogar na água. Vamos ver se ele nada bem mesmo, disse o Milton Haugge. Mas não me jogaram. Foi só uma brincadeira. Minha esposa estava junto, e rimos muito."

"Olha o Milton e o Soavisnki aí na brincadeira nas Termas. 
Minha esposa rindo"

RETRATO DA ÉPOCA...
 “Minha primeira casa, de madeira e sem luz, com água de poço, ficava na Francisco Albuquerque (lado direito), entre a Mendes de Camargo e a Goioerê”, indicou. “Iluminação tinha só no quadrilátero central (em volta da praça). Comprei uma casa na Guilherme de Paula Xavier e tive que fazer um rabicho (gato) prá puxar a luz do vizinho”.. (risos). “Asfalto na cidade.. zerado!!.. não tinha nada!! A primeira quadra de asfalto foi seo Antoninho (Antonio Teodoro de Oliveira) que fez. Era novidade e juntava gente prá ver!! Esse trecho nunca foi recuperado de tão bem feito que é”, elogia Renato.
“Minha esposa gostou da cidade, também. Foi professora no Colégio Marechal Rondon até se aposentar. Na época que fui prefeito ela trabalhou, sem remuneração, na Secretaria da Educação, dirigida pela Veroni Ramos”, recorda. “Era uma cidade pequena mas a gente sentia que Campo Mourão era de futuro. Sempre acreditei nisso, de coração”, enfatiza.
“Existiam as dificuldades naturais. Inclusive não tinha restaurante, só churrascaria. Tinha uma (Los Pampas, do Jaime Tagliari) perto do Hotel Bandeirantes que aos domingos lotava. A do Vani (Churrascaria do Bosque) e a do Avelino Piacentini (Marabá). Quando construíram o Cine Plaza, em cima, fizeram um restaurante chique, do Aldo depois do mestre Izidoro. Quando cheguei não posso dizer o que mais gostei... gostei de tudo!!.. exclama feliz.

 
O Marco da Administração Renato Fernandes Silva
sumiu da Pça São Jose de Campo Mourão