08/05/2011

Munir Karan - Primeiro Vice eleito de Campo Mourão


MUNIR KARAN

“Fui forjado para vencer na vida em Campo Mourão, cidade da qual me orgulho, só temos boas lembranças e muitas saudades”. Munir Karan é pioneiro da Codusa e primeiro vice-prefeito eleito pelo voto direto. Lecionou no Marechal Rondon, lutou pelo ensino superior e teve participação direta nas construção da Estação Rodoviária, Mercado Municipal e prédio da Faculdade. “Um dia serei Desembargador. Quero que a família e Campo Mourão, orgulhem-se do meu nome” – Munir Karan.


Família de Munir Karan

Munir Karan, natural de Curitiba, nasceu dia 16 de julho de 1937. Filho de Mary Mahfuz e do comerciante, Jorge Manoel Karan. Doutor Munir é casado com Vera Lúcia Collodel Silveira (Verinha), natural de Porto União (SC), onde nasceu dia 02 de dezembro de 1948. Verinha é filha de Izolde Collodel e Antonio Toledo Silveira, que chegaram a Campo Mourão no início da década de 50. Se instalaram com a Casa Comercial Santa Maria e depois a Ferragens Guaíra. Dona Izolde reside em Campo Mourão juntamente com as filhas Valquíria (casada com Sílvio Turcci) e Dora Maria (esposa de Luiz Tonet). Munir e Vera tem três filhos: Fabiana Silveira Karan nascida em Campo Mourão, Jorge Karan Júnior (casado com Fátima) e Munira Karan (casada com Wajih Elmessanie). São avós de uma netinha.


Os pais de Vera Collodel Karan

Estudos – Jorge Karan tinha comércio na Rua Carlos de Carvalho (Curitiba), onde Munir cresceu. Com cinco anos freqüentou o Jardim da Infância do Colégio Divina Providência, depois o curso primário na Escola Anexa do Instituto de Educação. “Minha primeira professora chamava-se Palmira”, recorda. Concluiu o curso ginasial no Colégio Santa Maria (Rua XV de Novembro) dos Irmãos Maristas. Fez o Colégio Comercial anexo à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) onde colou grau no Curso de Direito. “Quando estudante, presidi o Centro Acadêmico Hugo Símas”, gestão 1960/1961. Verinha concluiu o primário e estudou no Ginásio Campo Mourão – ensino particular - dirigido pelo professor Ephigênio José Carneiro.

1951 – Verinha narra: “meus pais chegaram a Campo Mourão em 1951, vindos de Canoinhas (SC). Encostaram o caminhão, com a mudança, perto da casa dos Albuquerque, ali se hospedaram e depois abriram a Casa Santa Maria (Avenida Capitão Índio Bandeira esquina com a Rua Francisco Albuquerque), na antiga venda do seu Chico. Era uma residência antiga, com sótão, feita de madeira. A cidade começava a nascer, sem conforto. Depois construímos um sobrado residencial anexo à Ferragens Guaíra, que ainda está ali na Rua Brasil”, recorda. A paixão de Verinha, além da família, é a pintura artística. Tem dezenas de obras-primas em casa e outras tantas distribuídas. É diplomada pela Escola de Belas Artes do Paraná. “Meu sonho é um dia expor em Campo Mourão. Para mim será uma honra e orgulho”, diz sorrindo.

Debutante - Verinha é de uma beleza ímpar, simpática e sempre sorridente. Detém o título de Miss Broto de Campo Mourão. Em 1963 comemorou 15 aninhos no Restaurante Plaza do mestre-cuca Aldo (altos do Cine Plaza), moderno, o mais sofisticado da época. Lotou. Verinha gostava de assistir filmes no Cine Império e se deliciar com (os famosos) sorvetes no Bar do Malluf, ao lado do Império, na av. Manoel Mendes de Camargo. Junto com suas irmãs, promovia reuniões sociais em casa. “A maioria jovens. Dançávamos, conversávamos e também flertávamos”... risos. “Me recordo que o Nilton Bussi um dia me apresentou o Munir. Eu era uma mocinha e meu (hoje) marido um homem feito”, risos.


Munir Karan e Verinha no 10 de Outubro

Namôro – Assumiram o namôro em julho de 1966. Vera tinha 18 anos e Munir, 29. Os melhores passeios, “no fusca dele, e depois a pé”, eram na paisagem da Usina Mourão. Além das irmãs iam junto as primas Rosane e Lúcia. “Não eram bem companhias, pareciam vigias”, pressupõe Verinha. “Mas, era só pegar na mão”, justifica Munir. “Só que ele grudava e não queria largar mais, mas sempre gentil”, defende-se Verinha, num largo sorriso. “A maior dificuldade para namorar na casa dela era um cachorrinho chamado Bob, que não deixava eu chegar nem no portão”, conta Munir, rindo. “Eu não era atrevido e, sim, tímido. Eu queria fazer declarações de amor e não saia nada. Daí comprei um disco (78 rpm) em Maringá, do Agnaldo Raiol, 'Perdidamente Apaixonado,' que falava por mim.”, solta-se Munir, rindo muito.


Casamento de Vera Collodel e Munir Karan

Casamento – “Em 1968 pedi a Vera em casamento, como manda o figurino”, conta Munir. “Além do anel de noivado, ganhei sete pulseiras sírias (7 meses), que simbolizam: vida matrimonial duradoura”, explica. O noivado durou dois anos. No dia 9 de janeiro de 1970, Dom Elizeu celebrou o casamento de Vera e Munir, na Catedral de São José. Durante a benção, disse: “não há força que dissolva esse vínculo sagrado”. Foi o maior evento social de 70, ano do tricampeonato mundial de futebol do Brasil, no México.

Família Karan - Vera, Munir e Filha Munira, em Curitiba

Campo Mourão/63 – Recém formado, em busca de espaço para desenvolver a profissão de advogado, Munir Karan chegou à cidade em 1963. Montou banca Civil, Penal e Tributária com Armando Queiroz de Morais. “Na chegada vi uma cidade pioneiríssima, desafios pela frente, muito precária, quase isolada de tudo, com vinte e uma lâmpadas em postes farquejados de troncos de pinheiro”, que “iluminavam” o centro, em volta da Praça Getúlio Vargas. A energia racionada, era gerada na Usina Mourão, “por um motor de submarino, tocado a óleo diesel”, detalha. “Via-se uma fé muito grande, vontade política junto ao governo, potencial econômico e forte disposição de vencer, no povo pioneiro. Mas Campo Mourão começou a se desenvolver sem apoio técnico”, analisa.

Profissionais - “Quando cheguei tinha sete advogados, seis médicos, um engenheiro agrônomo (Geraldo Boss – Inspetor de Terras) e nenhum engenheiro civil. Campo Mourão cresceu empiricamente”, observa. “Posso citar os médicos: Manoel Andrade, José Carlos Ferreira, Cleso Nogueira. José Luiz Tabith, Germano Traple, Serafim Portes Rocha e Eugênio Lapezack”. Tinha só as farmácias Luz e América. Dos advogados cita: Armando Queiroz de Morais, Paulo Vinício Fortes, Milton Luiz Pereira, Euvaldo Cordeiro, Francisco Irineu Brzezinski e Renato Fernandes Silva. Munir chegou em janeiro de 1963 e o Juiz de Direito estava ausente. “Em fevereiro, depois das férias forenses, conheci o Dr. Joaquim Euzébio de Figueiredo (titular) e o promotor Nilton Bussi. Quando o doutor Milton (Luiz Pereira) foi prefeito fundou a Companhia de Desenvolvimento Urbano e Saneamento - Codusa, presidida por Rosalino Mansueto Salvadori. Assumimos a parte financeira. Contratamos um engenheiro (Enzo Magri) que vinha, esporadicamente, de Maringá. Abrimos concurso, colocamos edital na Universidade Federal do Paraná, e contratamos o engenheiro Élio Rodrigues de Matos, recém formado, por méritos”, revela Munir Karan.

Campo Mourão vivia a Era da Madeira depois do Café

Economia – O forte de Campo Mourão na década de 60 era a madeira. Existiam dezenas de serrarias. A maioria das casas era construída de tábuas. Poucas eram telhadas. A agricultura e o comércio eram incipientes. "Quase tudo, além do básico, comprava-se fora de Campo Mourão.", revela. 


Horacio Amaral (prefeito) e Munir Karan, o primeiro vice-prefeito de Campo Mourão

Política – Munir Karan foi o primeiro Procurador Jurídico Municipal e o primeiro diretor-financeiro da Codusa, nomeado por Milton Luiz Pereira. É o primeiro vice-prefeito eleito na gestão Horácio Amaral. Despontou na política mourãoense graças aos bons serviços prestados à frente da empresa de economia mista. Foi organizador e secretário do diretório municipal do Partido Democrata Cristão (PDC) e Delcides Constantino Miguel, presidente. É um dos fundadores e primeiro secretário da Associação dos Advogados de Campo Mourão/Peabiru, presidida por Paulo Vinício Fortes. Como diretor da Codusa e vice-prefeito, participou na construção de três grandes obras públicas: Estação Rodoviária, Mercado Municipal e Faculdade, “projetadas pelo engenheiro-arquiteto, Gelson Goubert”, registra. Em Goioerê e Moreira Sales, fundou o Rotary Club.


MLP – Na sucessão do prefeito Antonio Teodoro de Oliveira, o empresário Ivo Mário Trombini era forte candidato a prefeito (PTB/PSD). Milton Luiz Pereira tinha a maior banca de advocacia em Campo Mourão. Relutou em ser candidato. “Junto com o doutor Armando (deputado estadual) o convencemos a disputar a prefeitura pelo PDC, com a proposta de apoio e de colocarmos em prática um Plano de Desenvolvimento para revolucionarmos a administração mourãoense”, revela Munir. Finalmente o Dr. Milton Luiz Pereira se convenceu, aceitou e teve o pronto aval de Armando Queiroz de Morais (deputado estadual, líder do governo na Assembléia Legislativa), de Ney Amintas de Barros Braga (governador) e do secretário de Estado da Justiça, Afonso Camargo (presidente estadual do PDC). Na época o “homem forte” de Ney Braga em Campo Mourão era o “getulista” Avelino Piacentini (PTB), que apoiava Ivo Trombini. Mas Avelino perdeu a simpatia do governador que era PDC. Juscelino Kubistchek (PSD) realizou o maior comício já visto em Campo Mourão a favor de Ivo Trombini. Depois foi a vez de Ney Braga “fechar” o comício de Milton Luiz Pereira, decisivo na sua vitória. Frase de Ney Braga naquela ocasião: “uma cidade não se desenvolve com prefeito contra o governo”. “O que mais me impressionava no Milton, é que ele identificava todas as pessoas e as citava nominalmente, nos comícios. Visitou todas as escolas, comunidades do município e se aliou aos professores(as). O Milton se revelou um excelente estrategista político”, elogia Munir, ao lembrar que Milton Luiz Pereira também “fez” a maioria dos vereadores. “Sem embargos, teve respaldo permanente da Câmara Municipal”, comenta.

Administração – São da gestão Milton Luiz Pereira os códigos Tributário e o de Obras e Postura de Campo Mourão. “O Milton concluiu a construção do atual prédio da Prefeitura Municipal, iniciado na gestão Antonio Teodoro de Oliveira, projeto arquitetônico do engenheiro Elias Farah. Na inauguração fez questão da presença do seu Antoninho”, registra Munir. “Reformou todo o parque motorizado, adquiriu veículos e máquinas novas. Fundou a Codusa para baratear os custos da pavimentação e das obras públicas. Milton não admitia que a Codusa visasse lucros. Tudo que entrar tem que ser aplicado. Não quero sobra de caixa, exigia ele”, conta Munir. “O Milton iniciou e inaugurou a Estação Rodoviária, concluída pelo prefeito em exercício Rosalino Salvadori”, recorda.

Codusa – A primeira “sede” da Codusa foi numa “salinha limpa (vazia)” ao lado do gabinete do prefeito. “O patrimônio inicial foi a chave da porta que o Milton nos entregou e disse: façam a cidade crescer, pratiquem atos sociais, nada de segurar o dinheiro do povo, quero obras, e... virem-se!!!...risos. “O salário era bom...(risos).. dois quartos do salário mínimo. O prefeito ganhava um salário!! (gargalhadas). “Nosso melhor pagamento era o amor por Campo Mourão!!! - Para iniciar projetos urbanos a Codusa contraiu empréstimo de 50 mil cruzeiros na Companhia de Desenvolvimento do Paraná (Codepar), presidida por Ercílio Slaviero. “Antes tentamos fazer lobies financeiros na cidade, mas o Milton não concordou. “Isso pode nos comprometer”, advertiu ele, um homem extremamente honesto”, enaltece Munir. “Com este financiamento adquirimos equipamentos, máquinas de primeira linha e geramos dezenas de empregos diretos e indiretos. Rapidamente ampliamos a pavimentação de primeira qualidade, com galerias pluviais e saneamento básico. O preço do asfalto em Campo Mourão foi o mais barato do Brasil.
O João Paulino - prefeito de Maringá - foi lá saber como se fazia tal milagre”...risos. “Eram muitos os pedidos para asfaltarmos as vias públicas. Havia proprietário de imóvel que queria pagar adiantado afim de receber o benefício contra a poeira e a lama, com prioridade. Havia uma verdadeira disputa pelo asfalto entre os munícipes. Pagamos cem por cento em dia o empréstimo da Codepar”, orgulha-se Munir.

Educação – Munir lecionou Contabilidade Comercial no Colégio Estadual Marechal Rondon (1964/70). Empenhou-se na construção do prédio da Fundescam (Fundação de Ensino Superior de Campo Mourão). Junto com a comissão, nomeada por Horácio Amaral, lutou para a conquista, “não sem muitos entraves e sacrifícios”, dos primeiros cursos superiores (Ciências e Letras) da Facilcam (Faculdade de Ciências e Letras de Campo Mourão).

Ditadura – O primeiro presidente da República, fruto da Revolução Militar de 1964, Gen. Humberto Castelo Branco (1964), institui o cargo eletivo de vice-prefeito e o salário (mínimo) de vereador (NCr$ 35,00). O primeiro vice-prefeito eleito indiretamente pelos vereadores de Campo Mourão foi o então presidente da Câmara Municipal, Rosalino Salvadori, que disputou o cargo com o advogado Horácio Amaral, este último indicado pelo vereador Zamir José Teixeira (PTB). Qualquer cidadão podia concorrer. Eram nove vereadores. Na primeira votação deu empate (4 x 4 e 1 em branco). No segundo escrutínio deu 5 a 4, pró Rosalino Salvadori. “Com o Rosalino na vice-prefeitura de Milton Luiz Pereira, assumiu a presidência do Poder Legislativo, o vereador Augustinho Vecchi. O doutor Milton abriu mão do mandato extra de prefeito. Assumiu o cargo de Juiz Federal, em Curitiba. O Rosalino alegou problemas de saúde e renunciou os cargos de presidente da Codusa e de prefeito que exerceu por menos de um ano”, revela os bastidores. Augustinho Vecchi assumiu, então, o comando da Prefeitura e Munir Karan a presidência da Codusa. Em seguida assumiram, o prefeito Horácio Amaral e o vice-prefeito Munir Karan, eleitos diretamente pelo voto popular.


Mercado Municipal de Campo Mourão ainda no papel

Vecchi – “Foi o Augustinho que projetou e iniciou o Mercado Municipal, concluído e inaugurado pelo prefeito Horácio Amaral. O Augustinho continuou a pavimentação urbana de Campo Mourão. Me parecia um conciliador, muito combatente, uma pessoa humilde que lutou para abrir espaços, mas que entrou em desavenças políticas por circunstâncias e não pela vontade dele. Nunca se recusou ao diálogo e está sempre aberto às conversações”, destaca Munir.


Todos os espaços do Mercado Municipal de Campo Mourão foram vendidos rapidamente

Beneméritos - Na opinião de Munir Karan, pelo menos duas figuras não são devidamente reconhecidas por Campo Mourão: Armando Queiroz de Morais e Elizeu Simões Mendes. “O doutor Armando é o maior político que Campo Mourão já teve. Líder do PDC e do governo, responsável pela conquista do asfaltamento da PR/13 - (atual PR-317 - Rodovia Avelino Piacentini) - Campo Mourão/Maringá, iniciada por Ney Braga”, concluída e inaugurada por Paulo Pimentel. “Dom Elizeu – primeiro bispo diocesano de Campo Mourão - era um príncipe da igreja católica. De uma incrível sensibilidade. Construiu o palácio episcopal. Lutou e conseguiu a Fundescam e o primeiro Centro Social Urbano. Dedicou especial atenção à educação da juventude, à maternidade e à puericultura”, resgata Munir. “Outro grande benfeitor que não podemos esquecer é Horácio Amaral, criador do Pólo Universitário e edificador da Fundescam, reconhecida em 1971 como Facilcam, porque o governo não aceitava que fosse municipal. Na oportunidade Horácio disse: “lavramos um tento de honra”, ao conseguir o funcionamento do terceiro grau em Campo Mourão.

Juiz de Direito – Com 33 anos de idade, Munir Karan, venceu o concurso de Juiz de Direito, em 9 de janeiro de 1970. Deixou Campo Mourão. Assumiu a Comarca de Goioerê. Trabalhou seis meses em Cascavel, 12 anos em Maringá, Londrina e Curitiba.

Clube 10 – O presidente Domingos Maciel Ribas lançou as bases de alvenaria do atual prédio do Clube Social e Recreativo 10 de Outubro. “Meu sogro, Antonio Silveira, assumiu a presidência seguinte, e concluiu as obras. Ele relutou muito em aceitar. A sucessão do seu Domingos foi difícil, porque a responsabilidade era muito grande e ninguém queria aceitar o desafio”, conta Munir.

Desembargador? – Em Curitiba, onde hoje reside com a família, Munir Karan é Juiz do Trabalho de Alçada. Quer chegar a Desembargador e coroar sua trajetória de Magistrado. “É um sonho, mas eu chego lá.Trabalho e luto pra isso. Sem pedir nada em troca, eu quero que minha família e Campo Mourão envaideçam-se do meu nome”, entusiasma-se Munir Karan.

 
Poucos meses depois desta entrevista, Munir Karan foi nomeado Desembargador, sim senhor !

Saudade – "Você quer que eu fale o quê de Campo Mourão??... Olha!!... Eu e a Vera nos referimos com muito orgulho ao dizer que somos de Campo Mourão. O que temos é muitas saudades de lá. Quase tudo que sabemos, aprendemos com o povo bom e hospitaleiro de Campo Mourão. Foi lá que me forjei na luta para vencer os desafios da vida. Nossa memória tem a presença forte das amizades e dos companheiros leais das horas difíceis. A morte do mestre Horácio Amaral, muito nos entristeceu. Aprendi muito com homens de fibra, apaixonados por Campo Mourão, como nós. Posso citar alguns: Milton Luiz Pereira que nos honra na esfera jurídica, Renato Fernandes Silva que sucedeu o Horácio. Os empresários Alcides e Elizeu Hauagge, Fioravante João Ferri, Bruno Ghering, Rosalino Salvadori e Getúlio Ferrari, além dos que se destacaram politicamente, como os casos de Armando Queiroz, Augusto Carneiro e o ex-prefeito Augustinho Vecchi, do qual fui Procurador Jurídico também”, nomina Munir, ao justificar que aqui, “não caberiam todos os nomes que admiro e respeito”, ressalta.


TRIBUNA – [Munir Karan, ascende ao plano político... trazido pelas mãos do Dr. Milton Luiz Pereira... Embora colaborasse em outras campanhas políticas, pela primeira vez participou nominalmente de uma eleição... formou-se em Direito pela Universidade do Paraná, vindo logo após advogar em Campo Mourão. Integrou a representação paranaense na VIIIª e IXª SEMANA NACIONAL DE ESTUDOS JRÍDICOS, quando defendeu as teses: “O Direito e a Moral na Doutrina de Clóvis Beviláqua” e “Exceções Substanciais”. Leciona no Colégio Comercial Estadual, tendo editado, em 1966 os “Apontamentos da Literatura Luso-Brasileira”, obra esgotada. Projetou-se na COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO, URBANIZAÇÃO E SANEAMENTO DE CAMPO MOURÃO, onde ocupou todos os seus cargos. Participou... na construção da Estação Rodoviária... serviços de pavimentação asfáltica por administração direta e com equipamento próprio... reduziu o custo dos serviços, podendo Campo Mourão orgulhar-se de ter o asfalto mais barato do Paraná: NCr$ 7,72 o m2. Como presidente da CODUSA, realizou a reforma do Moinho Municipal... com capacidade para 6.000 sacas de trigo. Lançou a campanha de construção do Mercado Municipal... com 3.500 m de área coberta. Iniciou a construção do Sistema de Tratamento de Água e Esgoto... com uma extensão superior a 20 mil metros. Programou a construção de Casas Próprias pelo BNH, devendo ser entregues 60 unidades no corrente ano. Como Vice-Prefeito irá colaborar ativamente na administração HORÁCIO AMARAL, estando-lhe reservadas importantes atribuições. Deseja... promover a campanha de incentivo ao plantio do trigo... de saneamento básico, que conjugue a educação e o sanitarismo. Prestigiará... atividades culturais... para aprimorar o nível intelectual dos estuantes, com a promoção de Cursos de Extensão e a vinda da Universidade Volante, preparando... Campo Mourão para receber a sua Faculdade de Filosofia. Com ele (Munir Karan), certamente, as portas do poder municipal estarão abertas aos jovens e... asseguradas as perspectivas de uma renovação permanente, quando as gerações mais moças forem chamadas a assumir as importantes missões que lhes estão reservadas]

NA – Extraído do texto do Diretor e Redator-Chefe: Dickson Fragoso Veras, publicado na edição Nº 17 – Campo Mourão, 2 de Fevereiro de 1969 – Domingo - da TRIBUNA do Interior.


    
Flagrantes recentes das atividades de Munir Karan

   
No Trbunal, no Sindicato...
  
e à frente da Paraná Previdência

Além do alto cargo de Desembagador, Munir Karan é presindente da 'ParanáPrevidência', em Curitiba.

 

- Em sete anos, a ParanaPrevidência registrou um crescimento de 900% em seus ativos financeiros. Em 2003 os ativos da instituição somavam R$ 400 milhões. Hoje chegam a R$ 4,8 bilhões. De acordo com o diretor-presidente da ParanaPrevidência, desembargador Munir Karam, os ativos são formados por títulos federais, comprados diretamente do Tesouro Nacional, por royalties da Itaipu e pelas contribuições dos servidores.
- “Por isso a preocupação em bem administrá-lo, com aplicações de rentabilidade, segurança e liquidez”, afirma.
- “Este resultado é fruto de um trabalho responsável, de um sistema eficiente e auto-sustentável. É a presença reconfortante do estado, que assegura ao servidor e a seus dependentes isonomia, qualidade, padrão de vida e poder aquisitivo”, afirma.

  

Fabiana e o pai-coruja - Munir Karan, destaques na sociedade curitibana